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Ria de Aveiro
Queda de jipe vitima condutor de Peniche
Um homem residente em Peniche despistou-se com um jipe na Ria de Aveiro na noite de 1 de maio. O carro foi retirado da água. O cadáver do condutor foi encontrado na passada segunda-feira, a três quilómetros do local. Dois pescadores que se encontravam no local - junto à antiga lota, próximo da cidade – aperceberam-se da viatura já a bater na água, desaparecendo nas águas com as luzes ligadas, avistando uma pessoa a nadar, perdendo-o de vista em poucos minutos.
10-05-2012 |
Francisco Gomes
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| Valter Cardim saiu de Peniche com o BMW X3 para vendê-lo/Foto Carlos Barroso |
Eram cerca das dez e meia da noite, mas só pouco antes das três da tarde do dia seguinte é que o carro acabaria por ser detetado por dois mergulhadores dos Bombeiros Novos de Aveiro, a mais de dez metros de profundidade. No interior, além das chaves na ignição, estava um computador portátil. A grua dos bombeiros de Esmoriz, ativada pelo comando distrital da Proteção Civil, iniciou os trabalhos de remoção pelas 18h30, tendo sido confirmado no final que não estava qualquer corpo dentro do carro. Susana Cardim, esposa do condutor, refugiou-se na casa dos pais com os dois filhos do casal, um rapaz de três anos e uma rapariga de doze anos, e era ao lado da mãe que esperava notícias da Polícia Marítima. “Disseram que não valia a pena irmos lá, como tínhamos crianças, e que era melhor aguardar”, relatou Paula Viegas, sogra da vítima. Valter Cardim saiu de Peniche com o BMW X3 de cor cinzenta às cinco da tarde do feriado. O último contacto com a esposa foi a meio da viagem. “Parou para pôr gasóleo no carro a meio do caminho e disse-me que ia jantar na zona de Aveiro. Fiquei à espera que me telefonasse e depois não atendeu as chamadas”, recordou Susana Cardim, de 31 anos, operária numa indústria de conservas em Peniche. O camionista, de 35 anos, na profissão há seis, levava o jipe para mostrar a um interessado na sua compra e depois iria transportar mercadorias num camião desde o Porto até Azambuja. “Comprámos o carro no estrangeiro com intenção de vendê-lo e tinha uma pessoa em Aveiro que ia experimentá-lo. Mas não sei se chegou a fazê-lo”, disse a esposa, que com a ajuda de uma tia procurou saber se tinha havido algum acidente naquela zona. O condutor terá chegado a jantar com amigos em Aveiro, mas a confirmação de que o seu carro tinha caído nas águas da Ria de Aveiro só chegou na tarde de 2 de maio, horas antes da sua remoção. “Antes de ser camionista do circuito internacional trabalhou como manobrador de empilhadoras e como motorista. É um condutor experimentado e seguro, só que ele não devia conhecer muito bem aquela zona onde se despistou”, uma curva apertada na estrada velha de acesso às praias, referiu a sogra. O desaparecimento apanhou de surpresa os vizinhos do casal, habituados a ver a família junta. “Ele era uma pessoa calma, simpática e com muitos amigos”, sublinhou Madga Rodrigues.
Francisco Gomes
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