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Escolhas do Editor, Caldas da Rainha, Global, Caldas / Política
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Manuel Isaac, candidato do CDS

“Fernando Costa saiu mas o resto dos que têm culpa do estado da cidade ficaram na Câmara”

“O CDS está pronto para apresentar um programa eleitoral que foi muito discutido e conversado com as pessoas e que tem soluções para as Caldas da Rainha. Existe um ambiente bastante otimista”, manifestou Luís Braz Gil, presidente da concelhia do CDS das Caldas da Rainha, no passado dia 22.

30-06-2013 | Francisco Gomes

Duarte Nuno, Manuel Isaac, Luís Braz Gil e Ricardo Filipe
Duarte Nuno, Manuel Isaac, Luís Braz Gil e Ricardo Filipe
João Dinis, coordenador do programa autárquico, apresentou os cabeças de lista à Câmara e Assembleia, Manuel Isaac e Luís Braz Gil. O primeiro é empresário, vereador na Câmara das Caldas e deputado na Assembleia da República. O segundo é advogado.
Duarte Nuno encabeça a lista na União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório. Ricardo Filipe está à frente da lista na União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro. Ambos são empresários e o primeiro desempenha ainda funções como deputado na Assembleia Municipal.
“Candidatei-me há quatro anos a pensar nas próximas eleições, porque é um ciclo político que termina com a nova lei que impede que os autarcas se recandidatem se tiverem mais de três mandados. Candidatei-me na altura para ganhar experiência”, revelou Manuel Isaac, que em relação à saída de Fernando Costa da Câmara deixou um aviso: “Só acaba um protagonista do ciclo político que agora termina, tudo o resto fica. Saiu um que tem culpa disto chegar onde chegou, mas o resto fica cá. É bom chamar a atenção disto”.
“Urge relançar o termalismo nas Caldas da Rainha”, começou por dar prioridade, apontando defender “o turismo de lazer e bem estar, aproveitando a Lagoa de Óbidos, o Centro Cultural e de Congressos, o Parque e a Mata”. A gestão profissional das Termas, é uma das ideias de Manuel Isaac, para além do desenvolvimento de desportos compatíveis com as atividades piscatórias e de apanha de marisco na Lagoa de Óbidos, da realização de congressos no CCC e de feiras no Parque e na Mata.
“Mudar o conceito de zona industrial para parque empresarial”, é outra das propostas, para agilizar a instalação de novas empresas e abrindo a possibilidade à instalação de áreas de negócio hoje vedadas, desde serviços, hotelaria e diversões”.

“Chegámos ao caos nas Caldas”

As críticas do cabeça de lista do CDS foram mais contundentes quando falou do urbanismo. “Chegámos ao caos nas Caldas da Rainha. Os planos de pormenor já perdi a conta aos anos que estão para ser aprovados.
O parque habitacional está a degradar-se e um levantamento da Câmara que está ser concluído sobre os imóveis em risco de ruir aponta para 200 prédios”, comentou.
Considerando que a cidade está “irreconhecível”, defendeu o aproveitamento de incentivos para a reabilitação dos imóveis. Mas isso, só depois da Câmara conseguir acabar com “a vandalização com “grafitis” das fachadas, muros e equipamentos urbanos, que é, neste momento um dos mais preocupantes sintomas da degradação a que chegou a cidade”. “A Câmara tem de andar em cima, conjugada com a PSP e GNR, para combater estes vândalos”, sublinhou.
As obras da regeneração urbana foram criticadas por Manuel Isaac. “As pessoas já não entendem para o que servem, por há casos onde vão ficar piores do que estavam. É o caso do Largo Termal ou da Rua Leão Azedo, que é uma obra ilegal, porque o que foi aprovado em reunião de Câmara e tem fundos comunitários, foi alterado sem ser discutido”, descreveu.
Encontrar soluções para o estacionamento no centro que “reponham e acrescentem os lugares perdidos com as obras de regeneração urbana”, é reclamado pelo candidato, que entende como positiva a construção do parque subterrâneo previsto para a praça do município “desde que sejam construídas saídas pedonais para a Rua Miguel Bombarda de forma a que este parque seja uma alternativa lógica para a zona comercial”.
Defendeu também instalação de parquímetros para promover a rotatividade do estacionamento.
A solução de contentores do lixo enterrados mereceu a reprovação do candidato. “Não é solução porque os passeios são encurtados para implantar os contentores e, para além disso, têm lixo em redor à superfície e não são lavados nem desinfetados, sendo risco para a saúde pública, tal como os contentores à superfície, que são inestéticos e são lavados de ano a ano apenas com água fria e sem desinfeção, o que deixa cheiros”, denunciou.
Segundo revelou, foi aceite uma proposta sua “pelo novo presidente da Câmara” para ser recolhido o lixo porta a porta por um camião que passará a horas definidas em cada rua, sem haver necessidade de contentores.

Relançar a Feira da Fruta

Relançar a Feira da Fruta, construir um mercado abastecedor nos Texugos e desbloquear os impedimentos de construção de infraestruturas de apoio à agricultura e agroindústria causados pelo PDM, são medidas que o candidato do CDS defende.
Na área social, Manuel Isaac questionou “onde foram os 100 mil euros disponibilizados pela Câmara para o Fundo de Solidariedade Social”. É também defendido um centro de dia na cidade que “não funcione num primeiro andar e ao qual se tenha acesso através de escadas”.
No campo da cultura, do programa do candidato constam medidas como “dinamizar o espaço público, estabelecendo parcerias com escolas e artistas e a correta exploração dos espaços museológicos existentes na cidade”.
O CDS defende a “tolerância zero para a insegurança” e ações como colocação de câmaras de proteção no espaço público e o regresso dos guardas-noturnos.
As pinturas nas paredes “está a dar cabo do comércio e a prejudicar a qualidade de vida das pessoas”.
“Com todos estes problemas resolvidos podemos ajudar o comércio caldense”, concluiu Manuel Isaac.

“Estou disponível para ser presidente de junta a tempo inteiro, porque esta freguesia precisa de um presidente que a defenda das agressões de que tem sido alvo e que não se importe de fazer frente à Câmara”, manifestou Duarte Nuno, que está confiante nas próximas eleições: “Tivemos 157% nas últimas autárquicas, quando o PSD e o PS diminuíram percentualmente. Temos a ambição de ganhar a Câmara”.

Jantar de despedida de Fernando Costa é “campanha eleitoral”

Confrontado com a ausência do jantar de despedida de Fernando Costa da Câmara, realizado na véspera no salão Milénio, Manuel Isaac comentou: “Têm-se feito alguns jantares de homenagem, mas o único jantar de despedida, para o qual também fui convidado mas não fui por questões de agenda, foi um organizado pelos serviços e setor da limpeza da Câmara. Ontem foi um jantar de campanha do PSD, mas encapotado, porque se fosse campanha tinha ser contabilizado e assim não tem de entrar na contabilidade. É gente inteligente que sabe o que está a fazer. Mas acho que ainda vão haver mais jantares”.
Quanto à presença de elementos do CDS nesse jantar, explicou que o autarca de Santa Catarina, pelas suas funções, “era natural estar no evento” e sobre o deputado Carlos Elias apenas desabafou: “Vão ver em que listas ele vai aparecer nas próximas eleições”.

Os candidatos do CDS

Manuel Isaac é natural das Caldas da Rainha e tem 53 anos. Empresário agrícola, estudou no Seminário de Fátima e muito novo emigrou para trabalhar numa plataforma petrolífera. Atualmente é sócio-gerente de várias empresas, com investimentos dentro e fora do país.
Exerceu funções políticas como secretário da Junta de Freguesia de Santa Catarina e membro da Assembleia Municipal. Atualmente é vereador na Câmara Municipal e deputado na Assembleia da República.
Luís Braz Gil tem 35 anos e é natural de Vera Cruz, Aveiro. É licenciado em Direito pela Universidade Católica e pós-graduado em Direito das Empresas pela Universidade de Coimbra. Advogado, é secretário da Junta de Nossa Senhora do Pópulo e presidente da comissão política concelhia do CDS. Fez parte da direção do núcleo das Caldas da Rainha da Cruz Vermelha Portuguesa.
Duarte Nuno é natural das Caldas da Rainha e tem 37 anos. Administrador de Sistemas Informáticos, é gerente de uma das empresas de referência no mercado português do Hosting. Como dirigente associativo está envolvido em várias associações do concelho, tendo sido diretor do jornal Oeste Online. Troca agora a Assembleia Municipal, onde conquistou o mandato por três vezes, pela Junta de Freguesia, por entender que a freguesia onde reside “precisa de ser defendida das agressões que tem sido alvo”.
Ricardo Filipe é natural das Caldas da Rainha e tem 38 anos. Reside e trabalha na freguesia de Santo Onofre.
Candidata-se à Junta porque sente que “é preciso ajudar as pessoas desta freguesia onde as carências e os problemas de segurança se têm vindo agravar”.
Nuno Anjos, Hugo Frizado, Rui Rocha e Luís Sousa serão, respetivamente, os candidatos às juntas de freguesia da Foz do Arelho, Nadadouro, Santa Catarina e Alvorninha. Os restantes serão apresentados em breve.

Francisco Gomes
Tags: Caldas, Rainha
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