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Dia Internacional do Maçom
24-02-2012 |
A Maçonaria é uma sociedade discreta e reservada, cujos membros cultivam a humanidade, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática e filosófica.
É uma sociedade fraternal que admite todo homem livre e de bons costumes, sem distinção de raça, religião, ideário político ou posição social. As suas principais exigências são que o candidato acredite em um princípio criador, tenha boa índole, respeite a família, possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição, aniquilando os seus vícios e trabalhando para a constante evolução de suas virtudes.
O seu caráter secreto deveu-se a perseguições, à intolerância e à falta de liberdade demonstrada pelos regimes reinantes de épocas remotas. Hoje, com os ventos democráticos, os maçons preferem manter-se dentro de uma discreta situação.
Na comemoração do Dia Internacional do Maçom – esta quarta-feira, 22 de fevereiro, o JORNAL DAS CALDAS revela pormenores desta organização, dividida em Portugal no Grande Oriente Lusitano (GOL) e na Grande Loja Regular de Portugal (GLRP).
A criação do Dia Internacional do Maçom é vista como “uma justa homenagem a um grande maçom [George Washington], que antes de tudo, após a sua luta pela independência de seu país [Estados Unidos] preferiu como forma de Governo uma República Democrática, transformando-se num dos grandes vultos da História Universal”.
Nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro de 1994, realizou-se em Washington, nos Estados Unidos, a Reunião Anual dos Grãos-Mestres das Grandes Lojas da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México).
Estiveram presentes como obediências coirmãs grandes lojas de vários país, incluindo Portugal. No encerramento dos trabalhos, o grão-mestre da GLRP, Fernando Paes Coelho Teixeira, apresentou uma sugestão aprovada pelos outros grãos-mestres, no sentido de fixar 22 de fevereiro (data de nascimento de George Washington) como o Dia Internacional do Maçom.
História
A história da Maçonaria enquanto fraternidade iniciática e simbólica está ligada à expansão das ideias matrizes do iluminismo, da procura da razão e do aperfeiçoamento humano e da sociedade, que adquirem relevância na Europa do século XVIII, em reação às ideias que preponderaram, em séculos anteriores, da unidade natural dos dois poderes, o espiritual, próprio da Igreja e o temporal, encarnado na pessoa.
Ideias que se difundiram através das letras e da vulgarização da experiência da leitura mas também da criação em toda a Europa de novas instituições e organizações onde poderiam ser aprofundadas e discutidas novas ideias. Algumas dessas instituições como as lojas maçónicas, as academias e as sociedades eruditas representavam interesses formais, sendo a admissão cuidadosamente controlada.
Marco primeiro da instituição da Fraternidade dos Franco-maçons ou dos Pedreiros Livres foi a constituição, no início do século XVIII, em Londres, de quatro Lojas maçónicas.
De Londres, a Maçonaria espalhou-se por toda a Inglaterra e daí para a França, Países Baixos, Rússia, Suécia, Dinamarca, Espanha, Itália, Suíça, Turquia e França. A Portugal terá chegado entre 1735 e 1743, não havendo documentos concretos que comprovem o ano exato da sua instalação.
Perseguida pelos governos totalitários e diversas ordens religiosas, sob a acusação de subversão à ordem pública e culto ao demónio, e na clandestinidade ao longo dos tempos, a reinstalação da ordem democrática em 25 de Abril de 1974 conduziu à eliminação dos condicionalismos legais que condicionavam a atividade maçónica. Condicionamentos decretados pelo regime ditatorial e cuja eliminação levou à devolução dos bens e instalações apreendidos e entregues à Legião Portuguesa, durante os primeiros anos do Estado Novo e à legalização das atividades maçónicas entregues a uma direção provisória que dificilmente conseguira a preservação da diminuta atividade maçónica em clandestinidade.
Inicialmente centrada no GOL, a atividade maçónica contaria em Portugal, a partir de novembro de 1984, com uma outra obediência, a Grande Loja de Portugal, que integra maçons como José Carlos Nogueira, Antero da Palma Carlos, Fernando Teixeira, José Manuel Moreira, Pisani Burnay, Álvaro de Athayde, Nandin de Carvalho, José Manuel Anes, e Nuno Nazareth Fernandes.
Em junho de 1991, é fundada a GLRP, com lojas constituídas por irmãos insatisfeitos com a orientação antideísta (o deísmo é uma postura filosófica que admite a existência de um Deus criador, mas não nega a realidade de um mundo completamente regido pelas leis naturais e científicas) e politizada do GOL.
A GLRP, entretanto reconhecida por inúmeras organizações maçónicas internacionais, constituir-se-ia garante da regularidade maçónica no nosso país, ganhando prestígio e alargando exponencialmente a sua influência na sociedade portuguesa, entre profissionais liberais, intelectuais, funcionários públicos, empresários, académicos atingindo durante a segunda metade da década de 90 cerca de 900 obreiros.
No mundo profano, a nova obediência é tida como próxima dos meios católicos, liberais e conservadores, geralmente identificados com o Partido Popular Democrático (posteriormente Partido Social-Democrata) e o Centro Democrático Social (enquanto o GOL é tido por próximo do Partido Socialista). À sua frente, ficaria o Luís Nandin de Carvalho, que viria substituir o fundador, Fernando Teixeira, aquando do seu falecimento em 1997.
O processo da sua eleição seria, no entanto, contestado por uma minoria de maçons encabeçada por João Braga Gonçalves, venerável mestre da Loja General Gomes Freire de Andrade e que promoveria uma cisão desta Grande Loja entre 1997 e 1998 sob a alegação de violação pelo novo grão-mestre Nandin de Carvalho de obrigações e compromissos maçónicos.
A cisão levaria à apropriação do nome de GLRP. As lojas que não acompanharam a cisão reintegrar-se-iam na Grande Loja Legal de Portugal-Grande Loja Regular de Portugal, nome pelo qual continua a ser conhecida, desde então, a obediência regular portuguesa.
O GOL, a principal obediência irregular portuguesa, agrega um número significativo de lojas espalhadas pelo país, havendo registos que associará, neste momento, dois mil maçons, número semelhante de maçons da GLRP.
A divisão da maçonaria entre as suas obediências regular e irregulares mantém-se, mas há quem admita que a unificação da maçonaria portuguesa é uma questão de tempo.
José Carlos Nogueira
José Carlos Nogueira nasceu há 70 anos em Lisboa. Em pequeno veio para as Caldas. Estudou na capital e trabalhou na RTP até 1972, altura em que regressou à província para gerir uma empresa familiar - a Tália, na Rua das Montras.
Foi psicólogo e deteve ainda a empresa Vimar, na Rua Dr. Miguel Bombarda.
Foi um dos fundadores do PS na cidade, membro da comissão diretiva e regional deste partido e deputado à Assembleia Municipal nas primeiras eleições autárquicas. É militante ativo.
Entrou para a Maçonaria em 1973 na loja Progresso de Torres Vedras, que pertencia ao GOL. Com a dissidência oficializada em 1991 passou para a GLRP. Em 1998 foi eleito Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33, tendo sido representante do Rito Escocês Antigo e Aceite, cargo que exerceu até 17 de maio de 2008, dando lugar ao seu número dois, Agostinho Garcia.
Past-soberano Grande Comendador, é chamado para dar conselhos e ajudar nas decisões.
É membro de honra dos Supremos Conselhos dos Estados Unidos, Israel, Alemanha, Cuba, Brasil e Espanha.
Como Soberano Grande Comendador, virou a sua ação para o desenvolvimento da maçonaria em África, em particular nos PALOP, todavia ainda “sem massa crítica” para instituir uma Grande Loja (pelo menos 35 membros). Criou o primeiro Supremo Conselho negro, no Togo.
É a figura ligada às Caldas da Rainha que mais alto chegou dentro da organização maçónica.
“A Maçonaria serve de bode expiatório e não é secreta”
O que é e para que serve a Maçonaria?
A Maçonaria tem como finalidade única pegar num homem bom e fazê-lo melhor. Os motivos pelos quais os postulados maçónicos não são divulgados destacadamente nos meios de comunicação social são facilmente compreensíveis, porque a corrente principal da sociedade está centralizada nos aspetos exteriores e passageiros da vida (objetivos materiais, políticos, económicos), enquanto que a Maçonaria tem por escopo o desenvolvimento moral, psíquico e introspetivo do homem.
Mas os elementos dos Lions ou os Rotários também procuram fazer o bem…o que os distingue da Maçonaria?
São tudo organizações fundadas por maçons, mas uma coisa é a associação rotária, que transparece para o exterior como organização que tem atitudes de beneficência na sociedade, outra coisa é a Maçonaria como organização que não se expõe. Os seus elementos é que individualmente o poderão fazer. A Maçonaria como organização não tem poder. A associação maçónica interfere apenas na melhoria dos seus membros. As pessoas têm influência pela sua postura na vida, pela sua profissão, pelo seu grau académico. A Maçonaria não se projeta como associação organizada para interferir na sociedade, porque não é essa a sua função. É educar, ensinar e transformar um homem para melhor, sem ser uma religião.
As pessoas entram e têm um processo de iniciação. Fazem a sua vida normal dentro da organização e o que se pede é que transmitam cá para fora os ensinamentos maçónicos na sua profissão e na sua atitude perante a família e tudo os que rodeia. São muitos os ensinamentos. Somos os depositários de toda a tradição possível e imaginária da moral, da ética, da liberdade, da tolerância e da honra. Queremos dizer que o homem por si só é capaz de se melhorar fora da esfera da Igreja.
Nós acreditamos num ser criador, que chamamos de Supremo Arquiteto do Universo, não interessa o nome - se é Alá, Jeová, Zen ou Buda.
Há por isso uma antipatia da Igreja?
Nós não acreditamos em dogmas, nem obedecemos a rituais eclesiásticos, e a Igreja olhava-nos com muita suspeição. Hoje em dia sabe muito bem o que somos e transformaram isso em problema político ou teológico.
Há padres maçons?
Posso dizer que no tempo da revolução francesa, das 400 lojas que havia em França, 64 eram dirigidas por padres católicos. Atualmente há na Maçonaria padres de todas as religiões, assim como há membros de todas as profissões: jornalistas, médicos, engenheiros, advogados, comerciantes, trabalhadores fabris…
Como se entra para a Maçonaria?
Na Maçonaria somos cooptados. Alguém que nos conhece e pertence à organização e nos chama. Há um maçom que coopta um profano. Todos podem fazer isso. A Maçonaria não é uma elite económica, nem uma elite de interesses, mas é uma elite no sentido dos critérios de entrada. É para homens livres e de bons costumes, sem passado criminal, que não tenham ideias fundamentalistas. A Maçonaria é um espaço de tolerância. É uma malha, não diria apertada, mas uma malha criteriosa. Escolhemos os melhores e ficamos responsáveis por eles, ficamos como padrinhos. Essa pessoa é presente a uma inquirição. Um encontro formal feito por dois irmãos, para saber o que a pessoa pensa da Maçonaria, saber qual a sua profissão e se é casado. Para ser maçom a mulher tem de saber, porque depois é ela que vai perceber se ele melhorou ou não no contacto diário.
Na nossa organização só podem entrar homens. Nós entendemos que a mulher já é iniciada pela sua própria condição e não precisa de enfrentar o psicodrama da iniciação. Na Maçonaria Regular não se torna membro, mas nos Estados Unidos, por exemplo, a Maçonaria tem organização feminina, que se dedica mais a obras de beneficência e de assistência.
Depois da inquirição, o candidato é presente a uma reunião de Loja e os irmãos votam se o profano tem perfil ou não. Vamos confrontar a pessoa com certos princípios, que depois lhe vão fazer desenvolver uma apetência para estudar e colmatar algumas ignorâncias que tenha. Há rituais que ensinam como se deve comportar.
Depois há o ritual de iniciação. Morre para a vida que tinha e inicia uma nova vida. Depois o neófito ingressa na ordem no grau de aprendiz. Ao receber instruções e ensinamentos galga ao grau de companheiro e após estudos atinge o grau máximo – o grau de mestre. Depois há os chamados graus superiores ou filosóficos, quando os mestres são cooptados. Aí discute-se várias coisas, nomeadamente, o que é o poder judicial, legislativo e executivo, quais são as filosofias que enformam a personalidade do homem. É uma escola filosófica e de comportamento.
“Há perto de quatro mil maçons ativos”
Quantos maçons existem em Portugal?
Em Portugal há várias obediências e diz–se que há perto de quatro mil maçons ativos. Somos dois mil e tal na GLRP e existem 93 lojas. Desejo uma aproximação entre o GOL e a GLRP. É o meu sonho. Tenho conversado com os meus pares. O país é tão pequeno que não há espaço para duas entidades que se reclamam dos mesmos princípios e valores. A diferença está no ateísmo defendido pelo GOL, mas para mim não é fundamental. Deus não é razão para discussão.
A Maçonaria exige o cumprimento de obrigações?
O maçom está obrigado a respeitar as leis do país, obrigado a respeitar a sua família, a ser um homem de bons costumes. Se não respeitar a família, é castigado ou expulso. Se for acusado de adultério ou violência doméstica, um tribunal maçónico vai ouvir e julgar essa pessoa.
Há deveres importantes. Lutamos pela dignificação do trabalho. O trabalho dignifica o homem.
Há mecanismos para prevenir determinados comportamentos?
Há. Temos alguma disciplina e alguma atenção àquilo que se passa, com o objetivo de saber se os nossos princípios são cumpridos ou não. E, nessa medida, temos inspeções às lojas para verificar como funcionam.
Temos na Maçonaria processos internos de inquérito, de apreciação disciplinar, dentro dos princípios democráticos, para o caso de haver comportamentos desse tipo.
Quantos maçons já foram expulsos devido a esses comportamentos?
Muito poucos. É uma minoria. Nas Caldas não foi nenhum. Mesmo quando não se paga as quotas.
As quotas é que suportam as pequenas despesas que temos. Paga-se cerca de 20 euros. Isso quer dizer que, ao todo, consegue-se 600 euros por mês, o que dá para pagar o arrendamento, a água e a luz e arranjar dinheiro para ajudar quem está no desemprego.
“A maior parte dos maçons dá-se a conhecer”
Os maçons devem-se assumir?
É um caso do foro íntimo de cada um. A maior parte dos maçons dá-se a conhecer. Outros não gostam porque acham que pertencem a uma ordem discreta e reservada. Estão no seu direito. Nós cultivamos valores e não temos de andar por aí a apregoar que pertencemos a esta organização.
O ex-líder do PSD, Marques Mendes, num artigo de opinião, escreveu que a Maçonaria funciona de modo secreto e que no tempo da ditadura ainda se compreenderia, mas que em democracia desconfia-se…
Marques Mendes não sabe o que é Maçonaria. Eu não emito opiniões sobre o que não sei. A Maçonaria não é secreta, tem número de contribuinte, está inscrita nos registos do Estado e é auditada pelo Ministério das Finanças. É uma associação sem fins lucrativos. Temos de apresentar todos os anos as contas. Em Portugal, não recebemos subsídios estatais.
Parece que há algum desconhecimento sobre a Maçonaria. Diz-se que é uma sociedade secreta, mas não há nenhum secretismo. Na Internet, se pesquisarmos, encontramos tudo sobre a Maçonaria. Por isso não percebo porque é que há o epíteto de secreta. É para denegrir e desviar as atenções.
Na biblioteca maçónica de Lexington, nos Estados Unidos, há 126 mil livros sobre a maçonaria.
A maçonaria só existe em países onde há democracia, tirando uma exceção, Cuba. Não é secreta, nem precisa de autorização do Estado para reunir.
A instituição mais secreta que existe em Portugal é o Conselho de Ministros. Nunca se sabe nada do conteúdo das reuniões ou se houve alguma divergência, só comunicados através de um porta-voz. E mesmo assim tem fugas…
“Há ainda um preconceito na sociedade portuguesa contra os maçons”
Porque é que há tanta polémica em volta da Maçonaria?
A Maçonaria não é vista ainda como uma pessoa de bem. Os maçons atuais estão empenhados em combater essa imagem negativa, mas há problemas de comunicação porque nós deixamos que as pessoas nos julguem antes de nos conhecerem. Devíamos ter uma estratégia de mais abertura.
O problema é que a Maçonaria não se defende, não responde, porque não quer criar polémica. Porque se vamos responder aos indivíduos que nos atacam, temos de lhes chamar ignorantes, e para serem conhecedores tínhamos de os convidar para as reuniões. Se um indivíduo se diz antimaçom, não vamos introduzir na organização genes de destruição.
Infelizmente, a Maçonaria, em Portugal, ainda é vista de uma forma autoritarista. É preciso dizer-se que a Maçonaria tem cerca de cinco milhões de membros em todo o mundo. Se formos para os países das grandes liberdades, é qualquer coisa que é clara e assumida. Mas as ditaduras nunca gostaram da Maçonaria e o facto de termos tido uma ditadura em Portugal faz com que o inconsciente coletivo da nossa sociedade ainda não tenha ultrapassado esta visão da Maçonaria como uma sociedade secreta, mas agora com o argumento de que não faz sentido numa sociedade transparente. Há ainda preconceito na sociedade portuguesa que as pessoas mais esclarecidas já deviam ter ultrapassado.
A culpa é dos maçons que estão no Governo e na Assembleia da República, que sabem o que é a Maçonaria e que deviam propor que a Maçonaria fosse considerada uma pessoa de bem, como foi deliberado em Espanha. Em Portugal devia ser considerada uma instituição de utilidade pública. Na América é. Lá há hospitais fundados pela Maçonaria para crianças e escolas para tratar a dislexia.
Há muitos políticos maçons?
São uma minoria.
A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, defendeu que os maçons que ocupam cargos públicos devem ser obrigados a declarar que pertencem à organização...Marques Mendes questiona porque é que um político nega quando é inquirido sobre a Maçonaria…
A Maçonaria serve de bode expiatório em períodos de conturbações sociais. Há uma espécie de caça às bruxas. Mas isto há de passar.
Luís Montenegro, líder da bancada parlamentar do PSD, assumiu que participou em algumas reuniões e debates com um conjunto de pessoas qualificadas e empenhadas em refletir, mas recusou ter qualquer atividade na maçonaria…
É do conhecimento público que Luís Montenegro é da Grande Loja, e que é maçom. Pode dizer trinta por uma linha. Não sei porque rejeita. Conheço poucos maçons que rejeitam.
Eu nunca escondi a minha qualidade de maçom.
A Maçonaria tem pessoas de todas as ideologias políticas?
Não perguntamos a cor partidária de ninguém, nem isso é critério de entrada. Sabemos que é transversal. Tem gente de todos os partidos. Só não cabem dentro da maçonaria os extremistas, porque é uma escola de tolerância.
Agora, é verdade que há bastantes mais elementos do PSD do que do PS na GLRP, enquanto que o GOL tem um grande número conhecido de nomes do PS, como Carlos Zorrinho, Mário Soares, Manuel Alegre, Almeida Santos, entre outros. Até o PCP tem elementos.
Como é que tem visto a polémica à volta da loja Mozart – da Maçonaria Regular – em que há a suspeita de ligações pouco transparentes entre a Maçonaria, as secretas e o poder económico e político?
Se um dia se vier a provar que esse tipo de comportamentos existiu, temos de distinguir a Maçonaria do comportamento de algumas pessoas.
A Mozart está a trabalhar e há uma polémica lançada para desviar interesses, que, ao que sei, é uma luta entre a Impresa, de Pinto Balsemão, e a Ongoing. Nessa loja está o presidente da Ongoing, o Nuno Vasconcellos. A Maçonaria não tem nada a ver com esta luta particular. É fantasioso e infantil. Para a organização maçónica não há polémica. Até membros do GOL defenderam a loja Mozart.
“A loja Jerusalém/Caldas tem cerca de 30 elementos”
Como funciona a Loja Jerusalém das Caldas?
As reuniões são duas vezes por mês. Reunimo-nos num local alugado. O venerável mestre da Loja Jerusalém é Luís Garcia.
O que se discute na loja são assuntos da sociedade, são assuntos morais, filosóficos. Não se discute política partidária, mas discute-se a ética, a moral, a corrupção…
A loja Jerusalém tem cerca de 30 elementos. Podem entrar mais membros. Em breve vão ser iniciados mais dois ou três. Precisamos de massa crítica para realizar as obras, como bolsas de estudos.
No distrito de Leiria existem 7 lojas e perto de centena e meia de maçons.
Que ações concretas já tomaram?
Nas Caldas damos bolsas de estudo, o que custa muito dinheiro. Por exemplo, atribuímos uma a uma pessoa que foi estudar para a Universidade de Aveiro e depois tirar o mestrado na Holanda. Hoje é doutorada.
É o que gostamos de fazer e dá-nos uma alegria imensa.
Vão comemorar o Dia Internacional do Maçom?
Nós comemoramos. Juntamo-nos, jantamos e fazemos uma palestra.
Já o chamaram “Patriarca” e “Papa negro”. Porquê?
Patriarca deve ser pelas barbas e cabelos brancos. Na altura da dissidência na GLRP, os meus adversários maçons chamavam-me Papa Negro, porque fui eu quem me levantei e os condenei porque disse que não se pode fazer golpe de Estado na Maçonaria.
Mas tem inimigos dentro da Maçonaria?
Penso que não tenho inimigos, mas se tiver preocupam-me durante um segundo.
Francisco Gomes
"A maçonaria não é um lóbi"
José Carlos Nogueira tinha acabado de cessar funções como chefe maçónico quando deu uma palestra organizada pelo Rotary Clube das Caldas, no âmbito de um jantar de solidariedade a favor do CEERDL – Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor, dia 30 de junho de 2008, no Restaurante “A Lareira”. Ali explicou os principais fundamentos da Maçonaria Universal, perante uma assistência de cerca de 80 pessoas, numa abertura ao conhecimento da organização por parte da sociedade.
Rejeitando a ideia de que a Maçonaria era uma fonte de poder, José Carlos Nogueira garantiu que “a Maçonaria não é um grupo de pressão e nem é um lóbi".
“A Maçonaria é a vontade de aprender, de transformar um homem bom num homem melhor, não é mais do que um grupo de homens que querem contribuir para um mundo melhor”, sustentou, admitindo que “os problemas de comunicação" têm sido a causa da imagem errada que as pessoas fazem da Maçonaria.
José Carlos Nogueira defendeu uma maior abertura desta à sociedade. Mas essa abertura, disse, deve ser ponderada. "Não queremos a massificação da Maçonaria, mas sim que seja encarada como uma referência às pessoas de boa-vontade".
No seu entender, um maçon deve “defender as ideias onde quer que esteja” e “tem a obrigação de ajudar os governos”. “Temos de aconselhar os nossos políticos sobre como devem agir”, disse.
“A luta do maçon sempre foi a democracia e a liberdade e já está consignada em grande parte do mundo”, afirmou José Carlos Nogueira, acrescentando que “isso não significa que o papel da Maçonaria se tenha esgotado, tem é de enfrentar novos desafios”.
“Hoje, novos desafios se colocam a cada maçon. Declarámos uma guerra tão grande ao planeta que criámos condições para a nossa autoextinção. Atravessamos neste momento um período complexo, com as alterações climáticas e a crise alimentar”, manifestou.
O ex-chefe descreveu que a Maçonaria divide-se em várias zonas: América do Norte com o caráter solidário, América do Sul com caráter político e Europa com caráter filosófico.
Funcionamento da Maçonaria
Os membros são aceites por convite expresso e integrados à irmandade universal numa cerimónia de iniciação, que os levam a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade.
O neófito ingressa na ordem no grau de aprendiz. Ao receber instruções e ensinamentos, galga ao grau de companheiro e após período de estudos, chega ao grau máximo do simbolismo, ou seja, o grau de mestre maçom.
Os maçons reúnem-se em um local ao qual denominam de Loja, e dentro dela praticam seus rituais. Estes são dirigidos por um mestre maçom experimentado, conhecido por venerável mestre. As suas cerimónias são sempre realizadas em honra e homenagem a Deus, ao qual denominam de Grande Arquiteto do Universo, e na presença das 3 grandes Luzes da Maçonaria: o Livro Sagrado (ou Livros Sagrados, se em assembleia houver elementos que, professando diferentes religiões, tenham diversos Livros Sagrados), o Esquadro e o Compasso.
Mas a Maçonaria não é uma religião, pois o objetivo fundamental de toda sociedade religiosa é o culto à divindade.
Cada Loja possui independência em relação às outras Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Grande Loja.
Quem se inicia na Maçonaria deverá assumir compromissos gerados como consequência da sua responsável participação na instituição. Poder-se-ia exemplificar dizendo que o maçom assume o compromisso de estudar, com mente aberta, as instruções maçónicas, bem como, o de considerar confidenciais os ensinamentos recebidos e contribuir pecuniariamente para a manutenção da sua Loja.
Sendo a Maçonaria uma entidade sem fins lucrativos a contribuição é mantida a nível mais baixo possível, para que a filiação à fraternidade maçónica não implique grandes sacrifícios materiais aos seus membros.
Não é exigido um grau específico de escolaridade para ser admitido numa Loja Maçónica. Costuma-se dizer até que a Loja fica mais completa e equilibrada, quando existe uma diversidade de profissões entre seus membros. Todavia, as instruções são transmitidas, também através da palavra escrita (manuais), por conseguinte, é importante que o indivíduo não tenha dificuldades para leitura de textos, acessíveis a uma razoável escolaridade.
A Maçonaria é, em resumo, a caridade para com todos. Os seus membros procuram viver segundo a regra de ouro: "Fazei aos outros aquilo que desejais que vos façam". Ser maçom é amar o seu país, servir ao Grande Arquiteto do Universo com reverência, tratar os familiares com brandura e afeto, ter humildade, ajudar os fracos e desvalidos da sorte.
O maçom é livre para deixar a Ordem sempre e quando o desejar.
A primeira coisa que jura é respeitar a Constituição e as leis da República. No início das reuniões é feita uma saudação à bandeira nacional.
As Doze Regras da Maçonaria Regular
Todos os Maçons são obrigados a respeitar e a cumprir fielmente as seguintes doze regras Maçónicas da Regularidade Universal:
1. A Maçonaria é uma fraternidade iniciática que tem por fundamento tradicional a fé em Deus, Grande Arquiteto do Universo.
2. A Maçonaria refere-se aos "Antigos Deveres" e aos "Landmarks" da Fraternidade, na ótica do respeito absoluto pelas tradições específicas da Ordem Maçónica, essenciais à regularidade da jurisdição.
3. A Maçonaria é uma Ordem, à qual só podem pertencer homens livres e de bons costumes, que se comprometem a pôr em prática um ideal de paz.
4. A Maçonaria visa, também, a elevação moral da Humanidade inteira, através do aperfeiçoamento moral dos seus membros.
5. A Maçonaria impõe, aos seus membros, a prática exata e escrupulosa dos ritos e do simbolismo, meios de acesso ao conhecimento pelas vias espirituais e iniciáticas que lhe são próprias.
6. A Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um. Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa. É um centro permanente de união fraterna, onde reina a tolerante e frutuosa harmonia entre os homens, que sem ela seriam estranhos uns aos outros.
7. Os Maçons prestam os seus juramentos sobre o Volume da Lei Sagrada, a fim de lhes dar um caráter solene e sagrado, indispensável à sua perenidade.
8. Os Maçons reúnem-se, fora do mundo profano, em Lojas onde estão sempre expostas as três grandes luzes da Ordem: o Volume da Lei Sagrada, um Esquadro e um Compasso, para aí trabalharem segundo o ritual do rito, com zelo e assiduidade e conforme os princípios e regras prescritas pela Constituição e pelos regulamentos gerais da Obediência.
9. Os Maçons só devem admitir nas suas Lojas homens de honra, maiores de idade, de boa reputação, leais e discretos, dignos de serem bons irmãos e aptos a reconhecer os limites do domínio do homem, e o infinito poder do Eterno.
10. Os Maçons cultivam nas suas Lojas o amor da Pátria, a submissão às leis e o respeito pela Autoridade constituída. Consideram o trabalho como o dever primordial do ser humano e honram-no sob todas as formas.
11. Os Maçons contribuem, pelo exemplo ativo do seu comportamento viril, digno e são, para o irradiar da Ordem, no respeito do segredo maçónico.
12. Os Maçons devem-se mutuamente, ajuda e proteção fraternal, mesmo no fim da sua vida. Praticam a arte de conservar em todas as circunstâncias a calma e o equilíbrio indispensáveis a um perfeito controle de si próprio.
Organização no Grande Oriente Lusitano
A soberania reside no povo maçónico, o qual se congrega em Oficinas-Lojas e Triângulos.
São órgãos de soberania o Grão-Mestre, a Grande Dieta, o Conselho da Ordem e os Tribunais Maçónicos.
O Grão-Mestre
Representa o Grande Oriente Lusitano e é o garante da fraternidade maçónica, sendo a sua pessoa inviolável.
É também seu o poder executivo, pelo que preside ao Conselho da Ordem, o outro órgão executivo e ao Grande Conselho Maçónico, órgão consultivo do Grão-Mestre.
A Grande Dieta
É a assembleia dos representantes das Lojas. Detém o poder legislativo e o poder de fiscalização da observância da Constituição e das leis.
De cinco em cinco anos pode a Lei Constitucional ser revista, tendo a Grande Dieta eleita para a legislatura em que ocorra o quinto ano desde a última revisão poderes constituintes.
O Conselho da Ordem
É o órgão incumbido da administração do Grande Oriente Lusitano, juntando-se, por isso, ao Grão-Mestre no desempenho do poder executivo.
Os Tribunais Maçónicos
Detêm eles o poder jurisdicional e compete-lhes conciliar, equitativamente, as questões suscitadas em que as partes sejam Maçons ou corporações maçónicas, manter a disciplina, assegurar o cumprimento dos deveres maçónicos e punir as infrações, velar pela honra e austeridade dos Maçons, pela integridade dos princípios e apreciar a constitucionalidade das leis.
Mensagem do Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, Fernando Lima
No difícil momento económico e social que Portugal vive e cujos efeitos na vida quotidiana dos cidadãos são infelizmente cada vez mais sentidos, é urgente saber orientar as energias para o que efetivamente é importante: a mobilização patriótica para as responsabilidades coletivas, num ambiente de paz, de esperança, de solidariedade e de coesão social.
O Grande Oriente Lusitano, fundado em 1802, além de ser a mais permanente instituição democrática portuguesa e a segunda mais antiga Obediência maçónica mundial em exercício continuado, não aceita ser envolvido em assuntos decorrentes de interesses empresariais conjunturais em que são projetadas posições antimaçónicas que misturam velhas perspetivas antiprogressivas com pretensas abordagens pós-modernas enxertadas de algum aventureirismo intelectual pseudo-progressista.
Portugal conheceu em 1935 uma lei dita sobre “associações secretas” e é com mágoa que somos obrigados a denunciar, no Portugal de hoje, a retoma do projeto do então deputado do Estado Novo, José Cabral.
Sobre esse projeto, Fernando Pessoa escreveu no Diário de Lisboa de 4 de fevereiro desse ano: “Provei neste artigo que o projeto de lei do sr. José Cabral, além do produto da mais completa ignorância do assunto, seria, se fosse aprovado: primeiro, inútil e improfícuo; segundo, injusto e cruel; terceiro, um malefício para o País na sua vida internacional.”.
Para aqueles que, recém-convertidos ou indiferentes ao Estado de Direito Democrático, defendem que a Maçonaria não tem sentido em democracia e quando muito o teria no combate aos autoritarismos – que, de esquerda ou de direita nunca suportaram a Maçonaria – é bom lembrar quantos totalitarismos nasceram em democracias e que a indiferença é a mãe dos que só despertam quando, já tarde, a opressão lhes bate à porta.
Os ataques à Maçonaria, sejam eles de ontem, de hoje ou de amanhã, vêm sempre eivados do mesmo ódio aos princípios da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade e aos valores da Justiça e da Razão, verdadeiros alicerces do edifício onde se cultivam os Direitos Humanos.
Vivemos hoje na Europa o mais longo período de paz pela qual lutaram e morreram muitos maçons e para cuja construção a Maçonaria muito tem contribuído.
Para os que alimentam desejos e ilusões autocráticas e exclusivistas, é bom lembrar uma recente decisão de uma das mais vibrantes instituições europeias, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que cortou cerce mais uma tentativa antimaçónica, desta vez ocorrida na região italiana de “Friuli Venezia Giulia”, onde uma lei de 15 de fevereiro de 2000 obrigava os candidatos a cargos públicos dessa região a declararem “a sua pertença a associações maçónicas ou, em todo o caso, de caráter secreto”.
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem concluiu que aquela lei constituía uma “violação do artigo 14 (interdição de discriminação) da Convenção Europeia dos Direitos do Homem combinado com o artigo 11 (liberdade de reunião e de associação)”, condenando a Itália por ter permitido tal lei e atribuindo 5.000 € de indemnização por gastos ao queixoso (Grande Oriente de Itália).
A evocação deste acórdão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem não poderia ser mais oportuna no contexto recentemente gerado em Portugal em torno de uma questão em que uns por interesses gananciosos, alguns por vocação obscurantista e outros por oportunismo pseudo moderno querem fazer regredir direitos humanos arduamente conquistados e pelos quais, sem qualquer pretensão exclusivista, nem arrogância serôdia, continuamos na primeira linha da sua defesa e exaltação.
Mensagem do Grão-Mestre da Grande Loja Legal de Portugal/ Grande Loja Regular de Portugal, José Francisco Moreno
Sou daqueles que penso que a Maçonaria Regular não se escreve, pratica-se, vive-se. A Maçonaria Regular é alegria.
Sensações como estas são difíceis de passar ao papel. Não obstante, porque sou disciplinado, aqui vão os meus pensamentos, que não diferem do compromisso que assumi quando me candidatei ao honroso lugar de Grão-Mestre e, o que na altura dizia internamente é, também, o que agora posso referir exteriormente. Dizia então: "Não faço com esta candidatura agravo a ninguém, mas tenho a ousadia de pensar que temos Princípios. História, Coragem e Razão. Pretendemos construir pontes com a sociedade... A Maçonaria não é um gueto..."
Considero, assim, que a Maçonaria Regular não pode viver só da sua história, tem de saber adaptar-se, ser sensata, mas arrojada, tem de estar mais presente no mundo profano e esta publicação é já um primeiro passo.
Normalmente o ser humano rejeita o desconhecido. A Maçonaria Regular não é secreta, como alguns dizem, é legalmente discreta; não se justificando num Estado de Direito certas desconfianças, ou certos comportamentos negativos. Da nossa parte continuaremos a dar passos no sentido da transparência e da abertura à Sociedade, até porque em prol da Sociedade já a Maçonaria Regular trabalha.
O Maçom deve ser exemplar e constituir uma "elite de Homens bons".
Alguém disse que um país no qual a juventude não tem oportunidades nem gosto em viver, é um país condenado.
A Maçonaria Regular é, em termos teóricos, muito antiga, mas em termos práticos a Grande Loja Lega de Portugal/G.L.R.P. é uma das mais jovens e das que mais jovens tem. A Maçonaria Regular defende UM2 Sociedade em equilíbrio e, assim sendo, continuar a promover o recrutamento de seniores e de jovens A juventude é a nossa aposta.
Solidariedade, Fraternidade e Liberdade são valore5 protegidos pela Maçonaria Regular, competindo-me fazer com que continuem a ser aperfeiçoados, de tal forma que nos perfilemos como uma Escola de Caráter e de Valores.
Pessoalmente e em termos da Grande Loja Lega de Portugal/G.L.R.P., pugnarei pelo respeito intransigente da Regularidade Maçónica, dos Landmarks da Constituição, dos Regulamentos e dos Rituais batalharei, incessantemente, pelo respeito pela diversidade de opiniões de todos os maçons, enquanto homens livres e de bons costumes, pela harmonia, pax e concórdia; promoverei uma presença discreta mas eficiente, junto dos Obreiros e seus familiares em prol da consolidação dos laços fraternos e de auxílio ao próximo, princípios que norteiam toda a Maçonaria Regular, não excluindo ações de filantropia repercutíveis na sociedade profana promoverei, também, o crescimento sustentado dos Irmãos e da Ordem, de forma a completar-se a sua expansão a todos os Distritos e Regiões Autónomas. Continuaremos a crescer, mas sempre muito exigentes no recrutamento.
A Grande Loja Legal de Portugal/G.L.R.R dará continuidade à aposta estratégica nas relações com as principais Potências Maçónicas mundiais, com os países lusófonos e ibero-americanos, assim como manterá o relacionamento sadio existente com as autoridades Civis e Religiosas.
E certamente que tudo farei para que o nosso trabalho maçónico seja ativo, fraterno, articulado e solidário.
Para a elevação moral da Humanidade, o desempenho exemplar dos Maçons é imprescindível, pelo que, o futuro é da Maçonaria Regular.
Tenho a responsabilidade de suceder a um maçom exemplar e de uma dedicação e disponibilidade sem limites, pelo que a minha tarefa não é fácil.
Os propósitos que acabo de mencionar só serão atingidos com o empenhamento de todos os meus Irmãos, incluindo o dos ex Grão-Mestres que, estou certo, não me faltarão.
Escolas caldenses com marca da Maçonaria
As escolas do primeiro ciclo do Nadadouro e da Foz do Arelho, mandadas construir por Francisco Grandella, apresentam uma estrela pentagonal no frontão da fachada, um símbolo que demonstra a sua ligação com a maçonaria.
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