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Escolhas do Editor, Caldas / Política
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Uma ronda pelas sedes dos partidos nas Caldas da Rainha

O JORNAL DAS CALDAS andou pelas sedes caldenses para relatar o ambiente vivido durante a noite em que se contaram os votos e se fizeram projeções para o futuro político.

09-10-2019 | Marlene Sousa/Mariana Martinho

O caldense  Hugo Oliveira, eleito deputado pelo PSD, agradeceu a confiança dos eleitores
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O caldense Hugo Oliveira, eleito deputado pelo PSD, agradeceu a confiança dos eleitores
Aplausos com eleição do caldense Hugo Oliveira como deputado

O JORNAL DAS CALDAS chegou à sede do PSD pelas 20h30 e nessa altura ainda se sentia algum nervosismo dos cerca de 20 militantes presentes enquanto os resultados iam aparecendo. Depois de apurar os resultados finais, houve algum alívio quando souberam que no concelho das Caldas ganharam com uma diferença de 212 votos do PS.
O grande momento de aplausos e alegria foi quando no canal da RTP 1 apareceu a fotografia de Hugo Oliveira a anunciar oficialmente o seu lugar como deputado. Nessa altura, o ex-vice presidente da Câmara das Caldas falava com a imprensa e foi interrompido com os fortes aplausos e abraços, nomeadamente do presidente da Câmara, Tinta Ferreira, e do presidente da Assembleia Municipal, Lalanda Ribeiro.
Foi difícil Hugo Oliveira conter a emoção, mas no meio da agitação continuou a entrevista, sublinhando que “é uma satisfação muito boa sentir que as pessoas confiaram em mim”. “Muitas pessoas que não são do PSD vieram ter comigo para me dizer que me apoiavam como candidato e agora tenho a responsabilidade de corresponder à expetativa delas”. O caldense garante que vai “defender os interesses do distrito de Leiria”, revelando que tem “propostas em carteira e o mais importante é que quero encontrar uma forma das pessoas poderem falar comigo, porque essa proximidade é ponto-chave para aquilo que será o meu trabalho na Assembleia da República”.
Quanto a Rui Rio ficar à frente do PSD, Hugo Oliveira que sempre o apoiou, declarou que “não é o momento de falar sobre o futuro do PSD porque tenho que refletir e pensar nas novas formas de fazer política”. Para Hugo Oliveira, “mais importante do que ver quem é o líder do PSD, é reinventá-lo e ver de que forma pode chegar às pessoas e fazer política de forma diferente”.
O novo deputado pelo PSD disse que teve há 18 anos a oportunidade de ir para a Assembleia da República, mas recusou e agora sente-se mais preparado para a função. “Vou levar para a política nacional a minha aprendizagem com a política local”, apontou.
Tinta Ferreira mostrou-se satisfeito com os resultados eleitorais no concelho, sublinhando que “Caldas da Rainha juntamente com Rio Maior, são os concelhos mais a sul onde ganhou o PSD”. O autarca recordou que nas Europeias o PSD no concelho não ganhou, considerando que para as legislativas o facto de ter um caldense num lugar elegível acabou por levar o PSD por ganhar nas Caldas da Rainha o que “é bastante simpático tendo em conta o contexto nacional”.
O autarca disse que o distrito de Leiria “tem uma grande dinâmica empresarial em que as pessoas trabalham nas empresas sem grande dependência do Estado, daí a tendência para o PSD”. “Nós somos favoráveis a promover a riqueza das pessoas e isso obriga algumas vezes a ter que fazer algumas ações de gestão económica, como criar condições para que haja redução de impostos às empresas no sentido de que criem riqueza para que depois se possa redistribuir”, fez notar, acrescentando que esta filosofia se enquadra na maneira de ser das caraterísticas socioecónomicas do distrito. O autarca acredita que tem uma base que os vai permitir “demonstrar junto das pessoas que temos um caminho alternativo melhor para o país”.

Resultado histórico para o PS elegendo mais um deputado

Na sede do PS o ambiente foi de festa com direito a espumante, pois obteve um resultado histórico ao eleger quatro deputados pelo distrito de Leiria para a Assembleia da República, com a menor diferença dos últimos 20 anos face ao PSD, de apenas 2,5 pontos percentuais.
Quando o JORNAL DAS CALDAS chegou à sede já Sara Velez, candidata número 5 da lista, tinha ido para Leiria. Se algum dos deputados do PS eleitos por este distrito forem para o Governo, Sara Velez ganha um lugar na Assembleia da República.
José Ribeiro, presidente do PS das Caldas da Rainha, destacou o resultado no concelho, onde o partido perdeu por “apenas 212 votos”. Ganhou na União de Freguesias Santo Onofre e Serra do Bouro, na Foz do Arelho, na União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, e na União de Freguesias de Tornada e Salir do Porto.
“Foi um resultado mau para o PSD dada a forte campanha eleitoral muito empenhada que fizeram nas Caldas, quer do presidente da Câmara quer do vice-presidente, e isso deixa-nos uma ótima esperança de futuro porque podemos estar aqui na viragem política, o que seria ótimo para a cidade”, disse José Ribeiro ao JORNAL DAS CALDAS. O responsável adiantou que o PS das Caldas não teve os meios que Tinta Ferreira e Hugo Oliveira tiveram, “até pela disponibilidade profissional, porque no PS não há ninguém que seja profissional da política e no entanto o resultado é satisfatório”.
O presidente do PS das Caldas adiantou que houve uma altura na projeção dos resultados que “pensávamos que poderíamos ganhar neste concelho”. “É com um enorme sentimento de dever cumprido que olhamos para os resultados obtidos, mas também de grande orgulho pelo contributo que demos para que o PS alcançasse, a nível nacional, a vitória nas Legislativas 2019”, salientou o responsável.
“O PS ganhou as Europeias nas Caldas, as legislativas ultrapassaram as nossas expetativas dadas a campanha forte do PSD, portanto considero que seja um sinal de mudança de paradigma político nas Caldas”, acrescentou.
José Ribeiro sustentou que António Costa “vai conseguir o melhor acordo possível para governar o país como tem feito”.

Bloco de Esquerda manteve o deputado

Na sede do Bloco de Esquerda em Caldas da Rainha viveu-se um ambiente de festa na noite eleitoral, pois à medida que os resultados iam surgindo os quatro militantes do partido presentes iam-se apercebendo da consolidação do BE como a terceira força política nacional mas também no distrito.
“O Bloco consolidou-se como terceira força política em Portugal, numa noite eleitoral em que o PS não alcançou a maioria absoluta”, sublinhou ao JORNAL DAS CALDAS o porta-voz do Bloco de Esquerda das Caldas da Rainha, Arnaldo Sarroeira, destacando ainda que “estas eleições culminaram com uma derrota histórica da direita e com entrada de três novos partidos na Assembleia da República”.
Este resultado também significa “o reconhecimento da população pelo trabalho desenvolvido pelo partido nos últimos quatro anos, e o não esquecimento da população relativamente ao período da troika, durante o último governo da direita”.
Apesar do partido ter diminuído a percentagem de votantes no concelho das Caldas da Rainha face a 2015, passando dos 11,6% para 10,8% dos votos, o BE “conseguiu alcançou o seu objetivo em relação ao distrito”, que era assegurar um assento parlamentar.
Para Arnaldo Sarroeira, “Ricardo Vicente vai ser muito importante para continuar a dar voz às propostas do Bloco em prol desta região, tal como fizemos no mandato anterior com o Heitor de Sousa”.
Apesar do PS ter vencido as eleições, Arnaldo Sarroeira sublinhou que “vai precisar de encontrar soluções para conseguir governar”. Contudo, esclareceu que “seja em que condições for, de oposição ou de apoio a um governo, continuaremos a tentar implementar o programa que defendemos ao longo da campanha”.

CDS-PP perdeu o único deputado eleito

Já para o CDS-PP, que nas últimas eleições se coligou com o PSD, a noite foi de derrota, tendo perdido o único lugar que tinha pelo distrito de Leiria na Assembleia da República. Na sede, os militantes centristas estavam desiludidos por não elegerem um deputado no distrito e pelo “pior resultado de sempre em percentagem de votos”.
Para o presidente da Comissão Política Concelhia do CDS-PP, João Gonçalves, “este resultado é o espelho daquilo que se passou a nível nacional, que foi uma estrondosa derrota para o partido”. “Apesar da boa recetividade que o CDS-PP obteve durante a campanha eleitoral, isso não se refletiu nestes resultados eleitorais”, vincou.
Da atual bancada de 18 deputados, os centristas ficaram reduzidos a cinco, o que vai “acabar por se ressentir no parlamento”. De acordo com João Gonçalves, “não será só o CDS que vai perder os deputados, mas também o parlamento e o país”, defendendo que os deputados do CDS eram “pessoas trabalhadoras e empenhadas”.
Face à “derrota”, o presidente da Comissão Política Concelhia do CDS-PP esclareceu que “o partido irá a nível interno fazer uma análise de freguesia a freguesia, de modo, a verificar qual o trabalho que temos de desenvolver para que no futuro possamos engrandecer o partido ao nível do concelho”.
No que diz respeito à demissão da presidente do partido e à corrida à sucessão de Cristas, João Gonçalves não quis adiantar nomes, esperando que alguém se apresente como candidato à liderança. Contudo, afirmou que “uma coisa é certa, o futuro que nos espera será uma incógnita muito grande, não só ao nível do partido”.

CDU com pior resultado

A CDU teve nas Caldas da Rainha pior resultado do que em 2015, com 4,27% (999 votos).
Segundo Vítor Fernandes, da concelhia caldense, “tivemos uma quebra de 230 votos e estávamos à espera de manter ou aumentar e isso não aconteceu”. “As pessoas não entenderam que muito daquilo que o PS fez nesta legislatura que terminou agora foi por propostas da CDU, dos Verdes e do BE, e aquelas que mais impacto tiveram junto de reformados e trabalhadores, e de educação com gratuitidade de manuais escolares, só foram avante para garantir e viabilizar o Governo, onde o PS foi obrigado a fazer acordos”, declarou Vítor Fernandes.
“O povo não percebeu que as propostas foram nossas e deram os votos ao PS e penalizaram a CDU”, adiantou.
Vítor Fernandes disse que havia uma esperança de Heloísa Apolónia ser eleita pelo distrito, o que não aconteceu”. “Ela fez uma boa campanha, agarrando nos principais problemas do distrito”, defendeu, revelando que seria “uma ótima voz na Assembleia da República a defender os interesses do concelho”. “Os deputados do mandato anterior nada fizeram pelo distrito”, criticou.
Segundo Vítor Fernandes, o deputado Bruno Dias, não sendo eleito pelo distrito, “fez mais em relação a muitos dos nossos problemas do que fizeram os deputados eleitos por Leiria”. “Vamos continuar a trabalhar para que as pessoas reconheçam as nossas propostas”, afirmou.
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