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Opinião
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Olhar JSD

Uma jovem adulta

A jovem democracia portuguesa chegou aos quarenta e cinco anos. Costuma dizer-se que os quarenta, são os segundos vinte.

05-02-2020 |

Se pegarmos nessa metáfora percebemos que de facto o período dos vinte e dos quarenta anos da nossa democracia têm vários pontos em comum. Vejamos, durante os vinte anos atravessámos o pântano e anos depois vimos o Primeiro-Ministro a deixar o país para abraçar o projeto europeu. Nos quarenta, tivemos a presença da Troika e logo a seguir assistimos à criação da Geringonça.
De facto, hoje a democracia atravessa acima de tudo uma crise de valores, de credibilidade e falta de liderança. Tudo isto faz com que hoje exista um alheamento de grande parte dos portugueses, no seu dia-a-dia. Alheamento que se reflete acentuadamente quando são chamados a pronunciar-se em dias de eleições, como foi o caso do ano de 2019, em que a abstenção bateu novos recordes.
Devemos perceber como é que chegámos até aqui, é obrigatório fazer o exercício de olhar para os vários factores que influenciam a participação dos eleitores e por sua vez a vida democrática do nosso país. Desde logo, compreender que existem principalmente cinco fatores que contribuem para que o comum cidadão vote, ou não, e em quem vota.
Em primeiro lugar o senso comum, que está ligado ao que cada um acredita por convicção ideológica ou não.
Em segundo lugar, a influência familiar e de amigos, podendo contribuir para condicionar o pensamento e sentido de voto nas eleições.
Em terceiro, a perspetiva de futuro, ou seja, qual dos candidatos tem o conjunto de medidas que irão melhorar a vida do eleitor e seus próximos.
Em quarto, o ambiente em torno das eleições, como por exemplo a informação veiculada pela comunicação social e a campanha dos candidatos. Estes são fatores que acabam por contribuir para levar o eleitor a votar num ou noutro candidato, principalmente aqueles que possam estar mais indecisos.
Em quinto, o candidato, que tem cada vez mais importância. O eleitor antes de ir votar faz uma avaliação ao candidato e vota naquele com que se identifica mais e portanto, é justo dizer que hoje, se vota mais na pessoa do que em partidos.
Posto isto, hoje exige-se que os partidos se reinventem, se abram mais à sociedade, deixem de ter uma lógica quase associativa ou clubista. E dessa forma, assumam realmente o seu papel enquanto partidos políticos e tratem aqueles que se juntam ao partido, não como “sócios”, mas como verdadeiros militantes que se juntaram ao partido por convicção ideológica ou confiança numa figura do partido.
Além disso, não se pode aceitar que os partidos continuem a discutir questões acessórias, em vez de discutirem o essencial para o país e para os portugueses. Isso acentua o afastamento dos portugueses face aos partidos e aos momentos de decisão para o país, porque de facto, não se reveem em nenhum partido, nem nas suas propostas. O próprio sistema eleitoral deve ser renovado, existindo uma maior rotação de lugares e responsabilização na eleição.
Por fim, a comunicação social também assume um papel determinante neste xadrez. É através dos meios de difusão informativa que se acaba por condicionar o voto de boa parte dos eleitores. Daí, o facto de muitas vezes a dimensão que é dada aos episódios negativos ser maior que aos positivos, faz com que as pessoas ganhem ainda menos vontade de votar. Por outro lado, também a opção da comunicação social continuar a dar o seu tempo de antena sempre aos mesmos e não abrir espaço a novos rostos, também não ajuda a credibilizar e despertar interesse por parte dos eleitores.
No fundo, estes quarenta anos devem servir para amadurecer ideias e largar aquilo que devia ter ficado nos “vinte anos”.
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