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Caldas da Rainha, Caldas / Política
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Entrevista a Luís Patacho, candidato do PS à Câmara das Caldas

“Tenho um projeto assente na economia local e na aposta em fazer das Caldas uma cidade termal a sério”

Luís Patacho, de 41 anos, casado e com dois filhos, advogado com escritório no concelho, é apresentado como “um ilustre caldense e um dos mais distintos jovens quadros do Partido Socialista”, onde milita há 20 anos, tendo já desempenhado diferentes funções, destacando-se a presidência da Comissão Política. 

13-09-2017 |

Luís Patacho acredita na vitória
Luís Patacho acredita na vitória
Acredita na vitória a 1 de outubro porque “32 anos consecutivos da mesma maioria (PSD) esgota qualquer projeto e qualquer equipa”. Garante que o PS das Caldas tem um projeto de desenvolvimento estratégico para o concelho assente na “economia local e na aposta em fazer das Caldas uma cidade termal a sério”.
Considera que a agricultura e o mundo rural no concelho foram “ignorados há dezenas de anos pelos executivos camarários” e garante que a sua equipa, “jovem e enérgica” está “muito bem preparada”.

JORNAL DAS CALDAS: Nas eleições de 2013, o PS caldense conseguiu assegurar os mesmos lugares na Assembleia Municipal e na vereação. No entanto, ao contrário da tendência nacional, desceu nos resultados, tendo obtido menos 767 votos do que em 2009. O que acha que vai acontecer a 1 de outubro de 2017?
Luís Patacho - A alternância democrática, com uma vitória do PS. 32 anos consecutivos da mesma maioria (PSD) esgota qualquer projeto e qualquer equipa. A perpetuação da mesma força partidária no poder é contrária aos princípios de uma democracia plena. Significa que o nosso sistema sociopolítico não se consegue regenerar. O PS tem vindo a demonstrar no Governo que não há fatalismos nem um caminho único! Quando tantos achavam que não havia outra opção ao caminho que o país estava a seguir, aí está a prova de que há sempre alternativa, e com melhores resultados. Também nas Caldas somos a alternativa para quem não se revê nesta gestão camarária e quer outra maioria.

J.C.: Tendo já desempenhado várias funções, como a presidência da comissão política caldense, é, no entanto, a primeira vez que se candidata como cabeça de lista à Câmara? Porque é que aceitou este desafio?
L.P. - Por imperativo cívico e pelo grande apego à minha terra. Porque não podia mais assistir ao definhar do nosso concelho face a outros da nossa região e do distrito. Há 30 anos as Caldas ombreavam com Leiria e era o principal polo do Oeste. Hoje está a anos luz de Leiria e já foi ultrapassada por Torres Vedras, perdendo continuamente serviços, valências e preponderância geopolítica. Ora, a responsabilidade por este atraso só pode ser da maioria PSD que nos tem governado durante este período. Não me resigno. Vamos inverter este ciclo. Vamos pôr as Caldas a Liderar.

J.C.: Não concorda com o rumo que o concelho está a levar com a gestão social-democrata?
L.P. - O problema não é o rumo, é a falta dele. O PSD tem a maioria na Câmara há 32 anos consecutivos sem qualquer projeto concreto de desenvolvimento do concelho. A sua gestão sempre foi casuística, na espuma dos dias, sem estratégia ou planeamento a médio-longo prazo. Por isso a cidade cresceu de forma desordenada, estando hoje descaraterizada. Tenho um projeto de desenvolvimento estratégico para o concelho assente fundamentalmente num forte desenvolvimento da nossa economia local e na aposta em fazer das Caldas uma cidade termal a sério. E os sucessivos executivos PSD? Que concreto projeto tiveram? Que apostas estratégicas fizeram? Nem a rede de saneamento básico concluíram. A freguesia do Carvalhal ainda não tem saneamento! O atual presidente, que está na Câmara há cerca de 20 anos, apontou como prioridades estratégicas para o atual mandato a resolução de três assuntos: o termalismo, a Lagoa e a Linha do Oeste: estão todos por resolver.

J.C.: Que mudanças implementava?
L.M.P. - Não permitindo a exiguidade destas curtas linhas ser mais abrangente, escolho três estruturas que implementarei de imediato, sintomáticas da importância que dou à proatividade do Presidente da Câmara no apoio à economia local, ao Planeamento e ao movimento associativo: uma Agência do Investimento, um Gabinete de Planeamento Estratégico e de Projetos, com equipas exclusivamente dedicadas à promoção da economia local, e um Balcão do Associativismo dedicado às associações e aos seus dirigentes.

J.C.: Na apresentação da sua candidatura, disse que o termalismo, saúde e bem-estar, deverá ser um dos eixos centrais do plano para o desenvolvimento estratégico. Qual o seu projeto para a reabertura do hospital termal das Caldas da Rainha?
L.P. - Entendo que necessitamos reabrir quanto antes as termas, mas não basta abri-las e ver no que vai dar. O nosso património termal tem enorme interesse histórico e cultural mas é antigo, não acompanhando as atuais exigências de modernidade nem permitindo a sua utilização plena. Por isso, proponho um projeto de expansão e de viabilidade económica para o termalismo, com uma nova unidade termal, mantendo, todavia, alguma atividade hidrológica no atual Hospital Termal e Balneário Novo. É a forma de tornar o nosso termalismo competitivo e sustentável, realizando a sua função medicinal mas, simultaneamente, conferindo-lhe uma dimensão económica pela dinamização que trará ao turismo, hotelaria, restauração e comércio tradicional. Adicionalmente proponho também um Programa de Apoio ao Termalismo, Saúde e Bem-Estar (PATer), que promova a sua dinamização.

J.C.: Quer posicionar Caldas da Rainha como concelho amigo do investimento, apostado no empreendedorismo. Qual a sua estratégia para o desenvolvimento do concelho em termos de captação de investimentos?
L.P. - Pretendo ser proativo junto de empresários e de instituições do ensino superior para trazer para as Caldas empresas com forte ligação à ciência e ao conhecimento e alguns Centros de Investigação e de Inovação Tecnológica. Isso significa criação de riqueza e de emprego, muito dele qualificado. Para isso, precisamos cultivar um clima de atratividade que passe pelo melhoramento das condições de acolhimento empresarial e pela implementação de um Parque Tecnológico na “Zona Industrial”, integrado com a regeneração urbana, requalificação ambiental, restruturação da Linha do Oeste, diversificação da oferta cultural e marketing territorial. Depois temos que ter um Plano de Incentivos ao Investimento (PII) ambicioso para captação de investimento, mas que contemple igualmente os empresários já sediados no concelho. Por outro lado, darei prioridade imediata à constituição de uma Agência do Investimento e de um Gabinete de Planeamento Estratégico e de Projetos, com equipas dedicadas em exclusivo ao apoio à economia local, cujas valências, tal como os incentivos do PII, elencamos no nosso programa eleitoral.

J.C.: Defende a preservação ambiental. Qual a sua estratégia para um concelho mais sustentável?
L.P. - Uma cidade termal pressupõe um meio ambiente qualificado. Precisamos concluir a rede separativa de águas pluviais e residuais para despoluirmos as linhas de água, em especial o Rio da Cal, que vai, por seu turno, poluir a Lagoa. E depois de despoluído fazer um “Corredor Verde” ao longo do seu curso desde a cidade até à Lagoa, criando um novo percurso pedestre e ciclável.
É prioritário assegurar a 2ª fase de desassoreamento da Lagoa, a requalificação da margem norte e a sua despoluição. E a reconversão das ETAR’s, obsoletas e regularmente avariadas. Reforçaremos a higiene urbana, a manutenção do Parque e da Mata e a promoção das nossas riquezas naturais. Apostaremos também em novas zonas verdes e na criação de uma rede de ciclovias, promovendo a mobilidade sustentável.

J.C.: Quais os seus planos para as políticas de solidariedade social, nomeadamente no combate à pobreza? Quais as suas propostas de intervenção social?
L.P. - As políticas sociais devem ter uma forte componente de inserção social, e por isso apresentamos medidas vocacionadas para o fomento da empregabilidade, como a constituição do Conselho Municipal para o Emprego e Formação Profissional, uma feira das profissões e do emprego, ou serviços de orientação para a inserção de jovens na vida ativa. Elaboraremos também um plano atualizado de mobilidade e de acessibilidade para pessoas com limitações de mobilidade. No combate à pobreza destacaria as seguintes novas medidas: apoio a pessoas com problemas crónicos de saúde e carenciadas economicamente, como seja na aquisição de ortóteses ou de próteses, apoio no transporte e deslocação de profissionais de saúde junto à comunidade para consultas, pensos e preparação da medicação semanal, ou comparticipação de medicamentos a pessoas idosas carenciadas economicamente.

J.C.: Caldas da Rainha tem-se afirmado na realização de diversos eventos com bastante projeção. Qual a iniciativa que gostava de realizar ou continuava com as mesmas?
L.P. - Os eventos de massas são importantes não só para a dinamização socioeconómica do concelho como para a imagem que projetamos para fora, constituindo-se como importantes marcos de marketing territorial. Defendo a manutenção e promoção dos atuais, embora a Feira dos Frutos deva ver reforçada a sua vertente técnica para benefício da nossa hortifruticultura, e a criação de novos, como a nova Feira da Cerâmica ou o Festival da Lagoa, com uma componente gastronómica e outra de promoção das suas atividades socioprofissionais.

J.C.: Quais os pontos mais relevantes que diferenciam a sua candidatura das outras?
L.P. - O projeto de desenvolvimento estratégico para o concelho assente no desenvolvimento da economia local e do termalismo. É um projeto integrado e estruturante com forte impacto na geração de riqueza e de emprego para o concelho, e que, por outro lado, dará sustentabilidade ao nosso termalismo, assente na sua expansão e viabilidade económica. Vejo noutras candidaturas algumas ideias, mas nenhum outro projeto de desenvolvimento estruturante para o concelho. A importância dedicada à agricultura e ao mundo rural, ignorados há dezenas de anos pelos executivos camarários. E a nossa equipa: jovem, enérgica e muito bem preparada.
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