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Caldas / Cultura
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Teatro "A Paz" encenado no Largo do Hospital Termal

O Teatro da Rainha juntou elementos do seu grupo e com a colaboração de alunos de teatro e de elementos da população caldense encenou a peça de teatro "A Paz", de Aristófanes, no Largo do Hospital Termal, nas Caldas da Rainha, entre 23 e 26 de maio.

30-05-2018 | Francisco Gomes

Peça do Teatro da Rainha (Foto José Nascimento)
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Peça do Teatro da Rainha (Foto José Nascimento)
Peça escrita em 421 antes de Cristo, “A Paz,” como o título indica, é a expressão política do desejo de Aristófanes alcançar a paz, pela boca de Trigeu, um agricultor vinhateiro, face à prolongada e destruidora guerra entre Esparta e Atenas, a famosa guerra do Peloponeso.
Comédia política, é uma crítica direta às desavenças entre as cidades que impediam a paz de progredir, ao mesmo tempo que uma crítica radical dos belicistas, dos que fazem negócios com a guerra, dos traficantes de armas. Na peça, cansado de tanta destruição e impedido, como os lavradores, em geral, de viver do seu trabalho no campo, Trigeu decide falar com Zeus que, entretanto, não está no Olimpo, pois fugira para os confins do céu, farto dos humanos. É Hermes quem o atende e é com este deus que as coisas se resolvem.
O protagonista, ao invés de montar Pégaso, vai de escaravelho ao Olimpo. E o cómico começa pelo bicho, não só pela figura nada poética, uma verdadeira geringonça voadora, mas também porque o seu alimento são excrementos. Que pretende Aristófanes? Intervir pela paz, falar do que a paz pode trazer de bem-estar e festa, contra a miséria e a fome e pelos prazeres.
Resgatada esta do seu exílio forçado, é em clima de festa constante que se celebra, elogiando-se sem qualquer tipo de limite os prazeres da sensualidade, a beleza das mulheres e os gozos do vinho e dos alimentos. Tudo o que é carnal é virtuoso, parece dizer Aristófanes.
Tratou-se de uma grande montagem, ao longo de setenta minutos, com a intervenção de instituições da cidade no coro, sendo integrada nas festas da cidade.
Teve a interpretação de Isabel Lopes, Raquel Monteiro, Matilde Fialho, José Ferreira, Carlos Borges, Alexandre Calçada, Fábio Costa, Victor Santos, Nuno Machado e José Carlos Faria, e conta com a participação de alunos estagiários de teatro da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, Carolina Rosa e Neuza Nunes, da Escola Superior de Teatro e Cinema, de Lisboa, Mafalda Taveira, de elementos da Universidade Sénior Rainha D. Leonor, António Vicente, Luís Couto, Filipe Ferreira, Fernando Rodrigues, Vítor Duarte, Virgílio Pimenta, e de elementos da população - Cibele Maçãs, Diana Gata, Teresa Paula, Manuel Gil e Manuel Freire.
A encenação foi de Fernando Mora Ramos, com dramaturgia e adaptação de Isabel Lopes e Fernando Mora Ramos sobre a tradução de Maria de Fátima Sousa e Silva. Completaram a peça a cenografia de José Carlos Faria, os figurinos de Isabel Lopes e José Carlos Faria, a música de António José Xavier e Fernando Lopes, o desenho de som de Francisco Leal, a iluminação de Jorge Ribeiro e a fotografia de Margarida Araújo.
A entrada era livre, condicionada aos lugares disponíveis.
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