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Sobrelotação desvia doentes no Oeste para outros hospitais

Como consequência dos surtos de Covid-19 que atingiram as três unidades do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), em Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras, e perante a necessidade de ocupar espaços hospitalares para internamento dos doentes infetados, verifica-se uma situação de sobrelotação, que afeta os serviços de urgência geral, obrigando os hospitais, em certos períodos de pressão, a reencaminharem doentes emergentes.

12-01-2021 | Francisco Gomes

O hospital das Caldas da Rainha está a reencaminhar doentes emergentes
O hospital das Caldas da Rainha está a reencaminhar doentes emergentes
Os doentes críticos estão, em determinados períodos, a ser reencaminhados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) para outras unidades hospitalares, de acordo com a situação clínica.
“Já era normal nesta altura do ano haver um pico de procura na urgência geral por causa da gripe. Agora quer a urgência geral quer a urgência Covid estão muito congestionadas”, indicou ao JORNAL DAS CALDAS a administradora do CHO, Elsa Baião.
Trata-se de uma situação que vai variando consoante os períodos de maior ou menor pressão. “As urgências não estão encerradas”, assegurou, explicando que podem, no entanto, ficar por vezes bloqueadas para as ambulâncias de emergência, que são desviadas para outras unidades, em Lisboa, Leiria ou Coimbra.
“Os doentes que são encaminhados pelo CODU são doentes emergentes, precisam de cuidados imediatos e não podem ficar à espera. Sempre que possível são desviados para as unidades que têm maior capacidade de resposta. É uma solução a bem dos doentes”, clarificou.
Por outro lado, “todos os doentes que se desloquem diretamente às urgências serão admitidos”, sublinhou a administradora. Quem ali aparecer ou for transportado sem que tenha sido acionado meio de socorro será atendido. Depois poderá eventualmente ser reencaminhado.
Esta solução já havia sido praticada anteriormente em casos de sobrelotação da unidade, mesmo antes da pandemia. Há um ano, quando o novo coronavírus ainda não tinha chegado a Portugal, o CHO pediu ao CODU para reencaminhar para outros hospitais doentes críticos que chegassem em ambulância de socorro, por sobrelotação da urgência e do internamento nas Caldas da Rainha.
Na ocasião vivia-se o pico da gripe, com uma afluência fora do normal e o hospital estava sem camas vagas, quer na urgência, quer no internamento, o que levava os médicos a tentar dar alta a doentes com situação clínica mais estável.
O mesmo aconteceu em outubro passado, quando a urgência médico-cirúrgica da unidade das Caldas da Rainha ficou “muito congestionada” e a administração hospitalar, para não encerrá-la, solicitou ao CODU para que não encaminhasse doentes críticos para este serviço, os quais seriam desviados para outras unidades hospitalares de referência, de acordo com a gravidade da situação.
Apesar de ter havido um reforço de camas, o número de utentes é superior, facto que se deve à pandemia da Covid-19.
Como os serviços e a capacidade de internamento estão sobrelotados e há também que fazer a desinfeção dos espaços por causa dos surtos nos hospitais, torna-se difícil receber doentes. O problema vai diminuindo à medida que forem dadas altas de internamento.
No hospital de Peniche, onde não está a ser efetuado internamento de doentes infetados com Covid-19, em meados deste mês prevê-se a entrada em funcionamento de uma nova ala de internamento com 21 camas destinadas a doentes não Covid.
“Peniche não terá internamento Covid porque está relacionado com a tipologia do hospital, com menos capacidade de resposta para situações críticas, por isso queremos colocar lá doentes menos críticos”, relatou Elsa Baião.
No que diz respeito ao aproveitamento de espaços na comunidade para acolher doentes Covid, a administradora disse que “não podemos excluir essas alternativas, mas esses espaços funcionam para doentes com situação clínica estabilizada ou eventualmente alta clínica. Não estamos a falar de doentes agudos”.
De qualquer forma “temos de estar preparados para acionar esses espaços, porque se não houver alternativa para internamento os doentes mantêm-se nas urgências, o que causa o caos”.
Para além disso obriga ao cenário de retenção de macas das ambulâncias. “Verifica-se pontualmente e tem a ver com os picos de procura e dificuldade de escoar os doentes para o internamento”, admitiu.
Vítor Dinis, porta-voz da comissão de utentes do CHO, revelou ao JORNAL DAS CALDAS que perante a pressão da parte de utentes, “reunimos com a administração do hospital e sugerimos a ocupação do pavilhão da mata, da enfermaria da Escola de Sargentos do Exército e da enfermaria do Hospital Termal, mas fomos demovidos porque um doente Covid em fase mais agressiva implica equipamentos e outras condições de recursos humanos que era impraticável nestas soluções”.
Para a comissão, a construção do novo hospital do Oeste era a solução a médio/longo prazo para resolver o problema crónico das urgências. “Está pedida uma reunião com a ministra da Saúde há mais de um ano para desbloquear a obra”, lamentou Vítor Dinis.

Surtos nos hospitais

O surto de Covid-19 identificado no hospital de Torres Vedras já provocou oito mortos e tem ativos 102 casos, de acordo com os boletins diários emitidos pela Câmara Municipal.
O total engloba utentes que foram contagiados quando estiveram internados no hospital por outras doenças, mas que estão a recuperar em casa.
O CHO informou que nas instalações hospitalares foram registados dois óbitos e estão infetados 20 doentes. Foram também atingidos pelo surto 11 profissionais de saúde. Foram testados 131 funcionários e os 76 doentes dos serviços envolvidos.
De acordo com a última informação disponibilizada pelo CHO, os surtos no serviço de cirurgia da unidade das Caldas da Rainha e no serviço de medicina interna da unidade de Peniche provocaram 15 mortos, em doentes com idades compreendidas entre os 74 e os 95 anos. Estes surtos envolveram 37 doentes e 20 profissionais. 16 doentes tiveram alta para o domicílio e os profissionais de saúde ainda infetados cumprem isolamento em casa.

Internato de 75 novos médicos

O CHO acolheu 75 médicos internos, que escolheram as unidades das Caldas da Rainha e de Torres Vedras para completarem o seu processo de formação médica.
Desde o passado dia 4 que o CHO recebe 64 médicos da formação geral e 11 de formação especializada em pneumologia (1), ginecologia/obstetrícia (1), ortopedia (1), medicina interna (4), cirurgia geral (2) e pediatria (2). Comparativamente ao ano anterior, em 2021 regista-se um aumento no número de médicos internos (mais 14) que escolheram o CHO para realizar o internato médico.
Devido à atual situação de pandemia, a cerimónia de acolhimento promovida pela direção do internato médico do CHO decorreu em formato online e contou com as intervenções do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Sales, do presidente do Conselho Nacional do Internato Médico, João Ribeiro, do Bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, e do médico intensivista, Gustavo Carona.
O conselho de administração do CHO considera que o aumento do número de internos que escolheram o CHO “representa o reconhecimento da qualidade da capacidade formativa da instituição”.
O internato médico realiza-se após a licenciatura/mestrado integrado em medicina e corresponde a um processo de formação médica especializada, teórica e prática, que tem como objetivo habilitar o médico ao exercício tecnicamente diferenciado na respetiva área de especialização.
No primeiro ano, designado por formação geral, os médicos passam durante nove meses pelos serviços hospitalares de medicina interna, pediatria e cirurgia geral. Os restantes três meses são dedicados à especialidade de medicina geral e familiar e à saúde pública, nos centros de saúde do Oeste. No que respeita à formação especializada, pode ter a duração de quatro a seis anos, dependendo da área de especialidade.

Casa de Saúde do Montepio reabriu

A Casa de Saúde do Montepio Rainha Dona Leonor, nas Caldas da Rainha, reabriu portas à atividade assistencial na manhã da passada sexta-feira, depois de um surto de Covid-19 ter motivado a suspensão, para “controlar eventuais impactos sociais que pudessem advir dos poucos casos identificados na nossa instituição”, manifestou João Gomes, enfermeiro diretor.
“Reabrimos depois de confirmarmos as condições plenas de segurança para utentes e profissionais”, indicou, adiantando que “será um novo ciclo que se inicia, com cautelas redobradas e cientes de que o risco continua presente”.
Um surto na Casa de Saúde do Montepio Rainha D. Leonor chegou a infetar oito doentes idosos, tendo igualmente testado positivo seis enfermeiros, quatro assistentes operacionais e uma fisioterapeuta.
A situação obrigou a transferir nove utentes com testes negativos e que se encontravam transitoriamente na unidade de saúde enquanto decorrem obras no lar da instituição, onde residem.
Esses utentes foram levados para casernas militares na Escola de Sargentos do Exército, numa ação articulada com a autoridade de saúde e a proteção civil, para defendê-los de um eventual contágio.
Os idosos infetados permaneceram na Casa de Saúde, mudando de piso à medida que as instalações foram alvo de ações de descontaminação.
Por este motivo também os serviços de atendimento no estabelecimento de saúde abertos ao exterior estavam temporariamente encerrados desde a véspera de natal.
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