Sexta-feira 13 associada ao azar?
A última sexta-feira 13 do ano foi assinalada com um almoço com treze participantes que iniciou às 13h00 no Food Lab, cafeteria no Parque Tecnológico de Óbidos, organizado pela 91FM Rádio.
20-10-2017 |
Marlene Sousa
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| Última sexta-feira 13 do ano foi assinalada com um almoço com treze participantes no Food Lab |
A sexta-feira 13 para alguns é um dia de normal, mas vulgarizado como a combinação certa para um dia azarado. Muitos não admitem, mas as superstições existem e fazem parte da vida de alguns portugueses e no dia da má sorte o cuidado redobra-se. Num ambiente sem contornos macabros onde o objetivo foi festejar a data, treze pessoas voltaram a ser convidadas por João Carlos Costa, da 91FM Rádio. O JORNAL DAS CALDAS também fez parte dos convidados. Foi uma viagem ao mundo do oculto num evento que pretendeu discutir a superstição, o medo e o agouro, num cenário com alguns símbolos ligados ao tema, como o gato preto, o trevo de quatro folhas para trazer sorte neste dia e o número 13. Apaixonado pelas ciências esotéricas, o cabeleireiro Rodrigo Menezes diz que não é supersticioso. No entanto, é sensível ao tema até porque acaba por partilhar “sensações com os clientes”. Considera que as pessoas estão mais abertas ao conhecimento sobre o que é o verdadeiro esoterismo”. “O esoterismo é a verdadeira ciência do espírito, da alma, da mente e da vida”, apontou, sublinhando que “programas televisivos, telenovelas sobre o tema acabaram por travar certos tabus”. Cristina Poleri, responsável pela loja “Encanto das Crenças”, nas Caldas, com vários artigos esotéricos e espirituais, também considera que as pessoas têm mais conhecimento sobre as tradições esotéricas e que estes temas “já não são tabus intocáveis”. “Há mais conhecimento espiritual sobre terapias alternativas, as pessoas têm a mente mais aberta”, apontou, acrescentando que “os cristais para proteger das más energias estão em alta”. Mizé Jacinto, da Casa da Eira, faz consultas da leitura da aura, uma perspetiva positiva de analisar a vida. Não é supersticiosa e acredita que “as coisas não acontecem por acaso”. Tem uma ligação grande à natureza e antigas tradições e considera que “tudo tem uma razão de ser”. Elisabete Alves, mãe de santo, está à frente do terreiro Ilê Omin Nilá. Não é supersticiosa, mas considera a sua presença na iniciativa importante porque, dada a sua experiência, “pode trazer algo diferente”. Faz consultas através do jogo de búzios e é da opinião que as pessoas já não têm preconceitos, porque tem clientes de várias nacionalidades e religiões. Carlos Martinho, presidente da Óbidos.com, também foi um dos convidados e sublinhou que não é “nada supersticioso” e que a sexta-feira 13 é um “dia normal como outro e até pode ser de sorte”, daí ter marcado a tomada de posse da associação para aquele dia. Fernanda Francisco é mestre reiki e iniciou o mestrado em ciências religiosas e quis passar uma mensagem de crenças injustificadas, considerando que “as pessoas não pensam por elas e é a grande dificuldade do ser humano, então limitam-se a acreditar no que os outros acreditam”. Para compreendermos a superstição do gato preto “temos que fazer um estudo e procurar a resposta para aquilo que não se compreende”, apontou. João Carlos Costa teve como tarefa a organização do almoço, que foi transmitido em direto para a 91FM Rádio com a colaboração de Catarina Florêncio. A sexta-feira 13 é uma data que tem assinalado há cinco anos. Não é supersticioso, mas considera o tema “importante”, alegando que as pessoas puseram de lado os preconceitos e falam mais abertamente sobre as “ciências ocultas”, referindo que “todas as sociedades têm crenças, amuletos e hábitos enraizados”. “Muitas pessoas dizem que não são supersticiosas e depois evitam abrir um chapéu de chuva dentro de casa ou passar por baixo de um escadote”, indicou, acrescentado que de manhã “enquanto entrevistava pessoas para a rádio sobre a sexta-feira 13 houve uma senhora que recusou ser entrevistada junto ao gato preto da Rota Bordaliana”.
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