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Opinião
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Olhar JSD

O natal

Como a tradição do natal veio parar a Portugal? D. Fernando II, segundo marido da Rainha D. Maria II e Príncipe Consorte de Portugal entre 1836 e 1837, era alemão. O homem que conhecemos por Fernando, o nome era Ferdinand August Franz Anton Von Sachsen-Coburg und Gotha, era também primo de D. Alberto, o marido da Rainha Vitória do Reino Unido. Os dois primos, que cresceram com as tradições germânicas, foram responsáveis pela introdução dos costumes de natal em Portugal e Reino Unido, respetivamente. Foi D. Fernando II que montou uma árvore de natal para a esposa e os filhos, e andou a distribuir presentes vestido de São Nicolau. Em Inglaterra, Alberto fazia o mesmo.

26-12-2019 |

Camila Reis
Camila Reis

Mas os portugueses não aceitaram rapidamente esta tradição! Até aos anos 50 ainda havia alguma resistência a fazer uma árvore de natal, sendo o presépio a principal decoração da quadra.

Neste momento maior parte das decorações é a árvore de natal. Esta tradição tem raízes bem mais longínquas que o próprio natal. Os romanos enfeitavam árvores por ocasião da Saturnália – festa em honra ao deus Saturno, deus da agricultura -, os egípcios enfeitavam a casa com galhos verdes no solstício, e os druidas decoravam carvalhos também na mesma altura.

O presépio de natal era já uma tradição completamente inserida na cultura da Península Ibérica, no século XVIII. As três figuras indispensáveis são Maria, José e o Menino Jesus.

Mas existe quem elabore presépios muito maiores e mais completos, incluindo os três reis magos que chegam, vários animais de curral que teriam aquecido o Jesus recém nascido, o ano que anunciou a chegada da criança, aldeãos curiosos, entre muitos outros.

Em Portugal é comum representar-se o presépio com vários elementos e até fazer uma miniatura da vila ou aldeia a que se pertence. Embora a árvore de natal, o pinheiro, tenha ganho popularidade, o presépio não foi substituído na maioria das casas, sendo montados tanto o presépio como o pinheiro durante a época festiva de natal.

Ao longo das últimas semanas, como já é habitual, as Caldas voltou a surpreender com as famosas luzes de natal mas este ano superou todas as expetativas tendo a árvore de natal, as habituais luzes espalhadas pela cidade, um presente gigante, casa do pai natal, o comboio de natal, uma eco pista de gelo e ainda um balão de ar quente. 

Entrámos oficialmente na magia do natal!

Para muitos o natal são presentes, compras, árvores de natal, luzes pela cidade, a casa cheia de familiares e a mesa cheia de comida! Mas já ninguém sabe de que é feito o natal!

O natal é feito de amor, luz, paz e energias positivas.

O natal é feito da doce amizade, do amor familiar e das brincadeiras carinhosas.

O natal é feito com pessoas especiais, com a esperança de dias melhores.

O natal é mais um dia para dizer às pessoas que as amamos e que vamos estar sempre lá, é sermos verdadeiros connosco e com os outros, é sentar à mesa e recordar.

O natal é tudo isto e muito mais, é um momento de partilha, é ajudar o próximo, é mostrar amor, custa assim tanto demonstrar isso?!

As pessoas hoje em dia concentram-se muito em si e acabam por se esquecer de se concentrar no verdadeiro espírito natalício, que não é nas lojas de presentes, não é debaixo da árvore, nem na mesa cheia de comida ou nas luzes de natal. Para ser verdadeiro, o espírito de natal deve vir do coração de cada um...

De janeiro a dezembro passamos por várias experiências alegres e difíceis que podem gerar os mais diversos sentimentos de tristeza, alegria, frustração, fúria, paixão, ou saudades. O tempo vai passando e nesse mundo barulhento, cheio de trabalho e apressado em que vivemos, percebemos que precisamos de silêncio e de uma paz interior que parece difícil de encontrar mas é nesta altura que devemos de pensar e sorrir.

Se vivermos o verdadeiro espírito natalício, estamos a sentir a felicidade mais pura que existe.

Por isso, não devemos perder tempo, devemos cuidar daqueles que gostamos todos os dias e não apenas nos épocas importantes, porque essas são raras e devem ser encaradas apenas como o culminar do amor e partilha entre famílias e amigos.


Camila Reis, vogal da Comissão política da JSD Concelhia das Caldas da Rainha

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