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Caldas / Economia
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Entre as 00h00 e as 09h00

Nova greve de duas semanas dos motoristas da Rodoviária do Oeste depois do carnaval

28 motoristas das Caldas da Rainha, trabalhadores da Rodoviária do Oeste que estavam em greve, entregaram na passada segunda-feira ao presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, uma resolução aprovada nos plenários, pedindo ao autarca que se assuma como mediador. Paulino Rodrigues, dirigente sindical dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), disse ao JORNAL DAS CALDAS que o objetivo foi também “alertar o presidente da razão da nossa paralisação, que está a prejudicar centenas de crianças, que hoje e amanhã [segunda e terça-feira] não têm transporte para a escola”.

06-02-2019 | Marlene Sousa

Motoristas das Caldas da Rainha, trabalhadores da Rodoviária do Oeste que estavam em greve, entregaram uma resolução ao Município das Caldas para que se assuma como mediador
Motoristas das Caldas da Rainha, trabalhadores da Rodoviária do Oeste que estavam em greve, entregaram uma resolução ao Município das Caldas para que se assuma como mediador
Perante a diferença do salário em trabalhadores que desempenham as mesmas funções e a ausência de acordo na valorização do salário, os trabalhadores “tendo a noção das dificuldades que as paralisações estão a causar aos munícipes das Caldas da Rainha, aliado aos transtornos e prejuízos para todo o concelho”, apelaram ao autarca para que, “dentro das suas competências e dos seus interesses da população, possa interferir como mediador deste processo”. É o desejo dos motoristas “que sejam valorizados os trabalhadores e acabar com as dificuldades dos utentes, mas a não se encontrar solução irá ser agravada a greve por tempo indeterminado já a partir do início do próximo mês”.
“Ao longo dos últimos anos, os trabalhadores da Rodoviária do Tejo e recentemente da Rodoviária do Oeste e do Lis, têm vindo a sofrer por parte das administrações destas empresas as consequências graves dos sucessivos atos de gestão que originaram que atualmente existam motoristas que auferem um salário base inferior ao valor do salário mínimo nacional em vigor na função pública”, diz a resolução que foi entregue ao presidente da autarquia.
O documento adianta que a profissão de motorista para além do “desgaste rápido, físico, psíquico e mental que origina, é ainda menos valorizada quando constatamos que os custos inerentes aos requisitos legais para o seu desempenho rondam os três mil euros”.
“O salário base destes trabalhos cifra-se em 609 euros, sendo verdade que no fim de cada mês, a sua retribuição é variável entre os 700 e os 900 euros, não deixando de ser preocupante que, sendo este valor médio, não é menos verdade que estes profissionais estão diariamente ao serviço das empresas 12, 13, 14 e mais horas e muitas vezes, trabalhando nos seus dias de folga para poder face às dificuldades do seu custo de vida”, refere o comunicado.
Após a recusa das empresas em negociar a valorização do salário, segundo a resolução os trabalhadores foram obrigados a encetar um processo de luta para obtenção dessa melhoria. “Estas lutas vêm-se traduzindo em paralisações que os penalizam ainda mais, tal como também aos utentes que se veem privados do seu transporte diário para as escolas, os hospitais, locais de trabalho, entre outros”.
Segundo adianta a resolução, “ao fim de duas reuniões com a Fectrans, os responsáveis do grupo Tejo, de uma forma unilateral, encerraram o processo sem o acordo dos trabalhadores, fixando o salário mensal dos motoristas no valor de 639 euros e num ato de pura discriminação ignoraram por completo os restantes trabalhadores da área da manutenção e do setor administrativo”.
Referiram também que recentemente o “Grupo Barraqueiro, que detém 49% do capital social do grupo Tejo, aumentou os seus trabalhadores para valores salariais que rondam os 700 euros e nalguns casos ultrapassa esse valor, o que significa que perante a diferença do salário, acrescido do valor mais baixo das horas extras e das folgas, estaremos a falar em diferenças que podem ultrapassar os 200 euros por mês, em trabalhadores que desempenham as mesmas funções”.
Segundo o dirigente sindical do STRUP, “à falta de uma nova proposta, os trabalhadores vão avançar, depois do carnaval, com nova paralisação de duas semanas entre as 00h00 e as 09h00”.
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