Login  Recuperar
Password
  21 de Abril de 2019
Estão utilizadores online Existem actualmente entidades no directório

Pode fazer o registo (grátis) do seu mail pessoal/ profissional e ter acesso privado, password e serviços personalizados, nos sites e redes sociais dos jornais. Terá uma assinatura digital de Grupo (gratuita), mas personalizada. Pretende registar-se?

Registar-se com o seu email pessoal/ profissional

(aguarde 5)
Siga a nossa página Facebook Siga a nossa página Google Plus Siga-nos no YouTube Siga-nos no Twitter Dispositivos móveis Assine a edição impressa
Regional
Imprimir em PDF    Imprimir    Enviar por email   Diminuir fonte   Aumentar fonte

Monstros marinhos no Dino Parque

O Dino Parque – Parque dos Dinossauros na Lourinhã, inaugurado no ano passado, tem um novo trilho, dedicado a monstros marinhos. Podem ser vistos cerca de 30 fantásticos animais que habitaram mares e lagos ao longo de mais de 400 milhões de anos, que se juntam à centena e meia de exemplares à escala real existentes neste museu ao ar livre, o maior parque temático da Europa do género.

02-04-2019 | Francisco Gomes

Dunkleosteus, o maior peixe couraçado da era do Devónico, há 382 milhões de anos
[+] Fotos
Dunkleosteus, o maior peixe couraçado da era do Devónico, há 382 milhões de anos

Os percursos estão divididos pelos períodos do Paleozoico, Triásico, Jurássico, Cretácico e agora incluem o trilho dos monstros marinhos, desde o Megalodon (tubarão) ao maior crocodilo de todos os tempos, o Sarcosuchus, que habitou em Portugal.
“Após o sucesso do primeiro ano com cerca de 350 mil visitantes, quando a estimativa era 200 mil, tivemos de fazer um novo trilho dedicado aos monstros marinhos, porque faz todo o sentido para Portugal. Um país tão ligado ao mar, a porta de entrada da Europa e também a porta de saída dos Descobrimentos. Na verdade, monstros marinhos alimentaram as fábulas dos portugueses. Existiram durante muitos milhões de anos, foram crescendo e extinguindo-se. Os grandes animais marinhos atualmente estão a extinguir-se devido aos plásticos e a toda a poluição dos oceanos. Por ser um tema tão atual e tão importante para as novas gerações, achámos que faria todo o sentido abordar os grandes animais do passado e dos oceanos. Se não tivermos cuidado os animais contemporâneos podem extinguir-se graças ao lixo que deitamos nos oceanos”, manifestou Simão Mateus, diretor científico do Dino Parque.
O responsável descreveu que o novo trilho começa com um escorpião marinho com dois metros até ao primeiro grande peixe da era do Devónico, mais concretamente há 382 milhões de anos, o Dunkleosteus, “o maior peixe couraçado cujas mandíbulas conseguiam abrir tão depressa que criavam o efeito de sucção, alimentando-se de tudo e de todos, inclusive membros mais pequenos da sua espécie se não tivessem cuidado”. Era o predador de topo da altura, com a cabeça protegida por uma armadura óssea. A maxila tinha uma lâmina contínua que cortava as presas com a força de uma dentada.
A Archelon foi “a maior tartaruga que alguma vez existiu”. “Muito parecida com as tartarugas de hoje em dia”, referiu Simão Mateus, explicando que “as tartarugas foram um grupo de répteis extremamente estáveis em termos evolutivos, elas não alteraram muito”. No entanto, “nunca voltou a haver outra tão grande quanto esta, que foi sem dúvida a rainha das tartarugas”. É do período do Cretácico, há 85 milhões de anos.
O Plesiosaurus é um réptil marinho do Jurássico inferior, há 199 milhões de anos, com um pescoço comprido e associado aos avistamentos de uma estranha criatura no famoso lago Ness, na Escócia, pese embora a água que está no lago só se tenha formado muito após a extinção dos dinossauros.
Por sua vez, o Lusonectes foi descoberto nas Alhadas, na Figueira da Foz, e era um réptil do Jurássico, há 182 milhões de anos. O pescoço longo para chegar mais rapidamente aos peixes e belemnites, semelhantes às lulas, e os seus dentes longos para prender as presas escorregadias, são suas caraterísticas, a par das quatro grandes barbatanas com as quais nadava.
O Cearadactylus, de há 112 milhões de anos, era uma ave marinha cujos dentes serviam para capturar e prender os peixes. Habitou o atual Nordeste do Brasil, na Chapada do Araripe, no estado do Ceará (daí o nome). Este réptil voador viveu no fim do período Cretácico. Tinha cerca de 5,5 metros de envergadura com peso estimado de 25 quilos. Era um réptil carnívoro, de crânio alongado e mandíbulas em forma de espátula.
O Liopleurodon, do Jurássico, há 160 milhões de anos, é outra espécie deste percurso dos monstros marinhos. Um carnívoro que podia atingir sete metros de extensão e cinco toneladas de peso.
O Sarcosuchus foi um “super crocodilo que se extinguiu no final do Cretácico”, há 112 milhões de anos. Com possibilidade de atingir os doze metros de extensão e até oito toneladas, “era capaz de caçar o Tyrannosaurus rex, que acabou por desaparecer mais ou menos na mesma altura. Obviamente não seria a sua presa habitual mas caso se aproximasse de água inadvertidamente o Sarcosuchus era capaz de lhe dar uma boa dentada”, gracejou Simão Mateus.
Próximo do final do trilho está o Megalodon, o maior tubarão que viveu entre 23 e 2,6 milhões de anos atrás, no período Neogeno. “Incrivelmente existiu em Portugal. Foram encontrados fósseis dos grandes dentes deste animal tanto na zona da Lourinhã como na Costa da Caparica. Era um super predador, que inclusive caçava as baleias existentes na altura”, rematou o paleontólogo.

Tags:
COMENTÁRIOS
Deverá efectuar Login ou fazer o Registo (Grátis) para poder comentar esta notícia.
pub
Ciência & Tecnologia

A carregar, por favor aguarde.
A Carregar

    Notícias Institucionais

    A carregar, por favor aguarde.
    A Carregar