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Caldas / Economia
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Ministro da Agricultura considerou volume de negócio da pera rocha do Oeste um orgulho para o país

A XX cerimónia da pera rocha do Oeste, que teve lugar na passada quinta-feira, nas Caldas da Rainha, teve a presença do ministro da Agricultura, Capoulas Santos, que considerou esta fileira “um orgulho para o país” e que “tem ajudado o país a sair da crise onde representa anualmente uma produção de 200 mil toneladas de pera que geram um volume de negócios de 180 milhões de euros”.

14-12-2018 | Marlene Sousa

O presidente da ANP homenageou o Ministério da Agricultura com prémio a Capoulas Santos
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O presidente da ANP homenageou o Ministério da Agricultura com prémio a Capoulas Santos

No evento, que esgotou por completo a sala do restaurante a Lareira, o governante respondeu a algumas reivindicações da ANP - Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha e da CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal.
Mais de 300 pessoas assistiram à gala da pera rocha do Oeste, que premiou os melhores produtores, os maiores exportadores, os técnicos do ano e as personalidades de destaque do setor mais votados, como os que contribuíram nas campanhas 2016, 2017 e 2018 para o sucesso da fileira da pera rocha e do setor da hortofrutícola nacional.
Sobre a estratégia de promoção e internacionalização o ministro da Agricultura disse que “é importante que tenhamos mais mercados abertos e diversificados porque é a melhor forma de proteger quem exporta caso haja alguma crise, como aconteceu recentemente com a Rússia”.
“Nos últimos três anos para o conjunto agroalimentar português abrimos já 52 mercados para quase 200 produtos diferentes e estão em negociação outros 55”, revelou o governante.
Com metade da produção da pera rocha a ser atualmente exportada para cerca de 20 países, o ministro da Agricultura anunciou que há um conjunto de novas oportunidades que estão abertas, como por exemplo, México, Costa Rica, Arábia Saudita, Jordânia, Costa do Marfim, panamá, El Salvador, Africa do Sul e India. “No que diz respeito à India há um primeiro operador que já tem um distribuidor contratado e provavelmente na próxima semana seguirá o primeiro carregamento para a India”, relatou.
Segundo o ministro, “depois da uva é o próximo produto em negociação” com vista à abertura de novos mercados na China, onde o governante estima que “dentro de cerca de um ano” possa passar a ser comercializado.
Aproveitando a recente visita do presidente da China, o governante disse que estão abertos mercados para o “vinho, produtos lácteos, a fileira da carne de porco, e estamos em negociação com as uvas, peras rocha e as maçãs”.
“A estratégia da administração chinesa é de que só trata de um produto de cada vez e quando se inicia o processo de um determinado produto só quando está a negociação concluída é que passam para outro”, apontou Capoulas Santos.
Respondendo ao caderno reivindicativo do presidente da CAP e da ANP, disse que o governo já se antecipou em relação aos seguros agrícolas. “Estamos agora a querer dar um novo passo e foi constituído há algumas semanas um grupo de trabalho para a criação de fundos mútuos, com financiamento comunitário”, referiu o ministro.
Segundo o governante, o objetivo é “conciliar o sistema de seguros com os fundos mútuos de forma a rentabilizar os recursos financeiros com maiores apoios e maiores garantias de cobertura para os agricultores”.
Quanto à água para a rega, o ministro da Agricultura revelou que puseram “em execução um programa de regadio muito ambicioso que estará em execução até 2023, com alguns empreendimentos na região, como a barragem do Arnóia”. “Iremos dotar o país de 100 mil hectares de regadio até 2023, metade destes projetos já estão aprovados, cerca de 270 milhões de euros, e até ao final de janeiro ficarão aprovados os restantes, num montante sensivelmente igual”, adiantou.
No encontro foram ainda abordadas “as regras ambientais que devem ser fixadas” no país para alcançar “uma agricultura que seja competitiva, mas que seja ambientalmente sustentável” disse o ministro.

Mão de obra escassa na época das colheitas

Domingos dos Santos, presidente da ANP, disse que apesar de representar uma “fileira recheada de sucessos e com uma história ímpar no panorama da agricultura em Portugal”, esta cerimónia decorre num momento complexo com o aumento significativo dos custos de produção, com a energia elétrica, combustíveis” e que o “mercado não tem conseguido compensar”.
Domingos dos Santos apelou ao ministro da Agricultura um “ministério unido em que nós, operadores económicos, só nos devemos preocupar em cumprir as regras e as leis e não andar de organismo a organismo, incluindo o ministério do Ambiente, para obter o quer que seja”.
“Precisamos de água para regar os nossos pomares e com as alterações climáticas e o aumento da hortifruticultura no Oeste é necessário encarar a necessidade de reforço da quantidade de água disponível”, apontou. O presidente da ANP considera importante “fomentar a construção de charcas, promover sistemas de rega mais eficientes, mas também trazer água de outras bacias hidrográficas”. “Andamos preocupados com um conjunto de situações de aproveitamento de águas sujas com custos muito elevados e depois quando cai a água da chuva não a aproveitamos”, reconheceu.
Perante o governante, Domingos dos Santos sublinhou ainda que os seguros têm que ser mais “abrangentes, adaptados à realidade e terem mais clientes para serem mais baratos”.
A mão de obra escassa especialmente na época das colheitas, foi outra questão abordada, onde este responsável criticou os “procedimentos legais para a contratação que são demasiadamente burocráticos”. “Para fazer uma contratação de um país fora da União Europeia, precisamos de sete, oito meses, quando sabemos que os ciclos das peras são quatro meses”, salientou.
O presidente da ANP falou da nova imagem da marca coletiva Rocha do Oeste, que também alterou a sua forma de “comunicar” com “novas caixas e uma mascote”, criando uma “nova dinâmica, fundamental para dar mais notoriedade às nossas peras”.
Presente nesta cerimónia esteve Lacerda Fonseca, que é o novo diretor regional de Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo.

Prémios

O prémio ao maior exportador da campanha 2017/2018 foi para Triportugal, o 2º lugar pertence à Lusopera e em 3º lugar ficou a Coopval. O técnico premiado do ano 2017 foi Renato Luz, da APAS, e o técnico de 2018 foi Davide Cordeiro, da Frutalvor.
Eduardo Diniz e Francisco Torres receberam o prémio reconhecimento. Foram ainda premiados os produtores da Campotec (Jorge Bento), Central Frutas do Painho (Carlos Henriques), Cooperativa Agrícola do Bombarral (Graciano Moura), Coopval (Antonio Nazaré), Cooperativa Agrícola Porto Mós – Lusofruta (Sapravital lda), Cooperfrutas (Luis Almeida), E. Timóteo (Hugo Rocha), Ecofrutas (Ricardo Firmino), Extrafrutas (Luís Eduardo), Ferreira da Silva (Nuno Marques), Frubaça (Pedro Tiago), Frutalvor (Fernando Henriques), Frutoeste (João Silva), Frutus (Grão da Luz - Júlio Garcia), Globalfrut (Engricola-Act. Agrícolas Lda), JDR & Filhos (Rui Rebelo), Mundial Rocha (Joaquim Tavares), Nacfrutas (Vítor Pereira), O Melro (Frutas Ventura), Obirocha (Marta Casaleiro), Primofruta (João da Silva) e Quinta do Pizão.
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