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Exposição no Museu do Ciclismo

Memórias do Cine-teatro Pinheiro Chagas, do Salão Ibéria e da cinematografia

Um conjunto de produções cinematográficas, onde não faltam os cómicos “Bucha e Estica” e “Charlie Chaplin”, são alguns dos panfletos e cartazes de filmes que constituem a exposição “Na rota das memórias do cine-teatro Pinheiro Chagas, do Salão Ibéria e da cinematografia exibida nas Caldas da Rainha”, que será inaugurada no dia 29 de abril, no Museu do Ciclismo. Integrada no programa das comemorações do 25 de abril, esta exposição vai contar ainda com apresentação da recriação de um pastel, “Pelicano”, que durante décadas fez parte da doçaria tradicional das Caldas, pelo Grupo Calé - Pastelarias Contradição.

18-04-2017 | Mariana Martinho

Mário Lino, responsável pela exposição
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Mário Lino, responsável pela exposição
Desta vez, o espaço de sala de exposições temporárias do Museu do Ciclismo abarca uma mostra dedicada às salas de cinema “desaparecidas” das Caldas da Rainha, como o velho Animatógrafo no Salão da Convalescença do Hospital Termal, o Cinematógrafo High-life, na Rua Camões, o Ibérica Club na Rua de Camões, o Salão Ibéria, no Parque D. Carlos I, o Teatro Pinheiro Chagas, na Praça 5 de outubro, e o Estúdio Um, junto ao Hotel Cristal Caldas, bem como, “inúmeras centenas de panfletos e folhetos de filmes”, cartazes de grande dimensão de produções, fotografias dos edifícios e dos espetadores, e outros fragmentos do “passado gloriosos das salas do cineteatro Pinheiro Chagas e do Salão Ibéria ”, como as cadeiras dos cinemas e até fitas de filmes.
Segundo Mário Lino, “é uma exposição que comecei a montar há vinte anos quando escrevi uma revista sobre os dois cinemas das Caldas, cine-teatro Pinheiro Chagas e o Salão Ibéria e que continuei a colecionar”. Além disso, sublinhou que neste ano que se assinalam cento e vinte e dois anos sobre a data da primeira sessão de cinema, esta mostra tem o objetivo de “preservar este património que faz parte da memória da cidade e serviu de instrução cultural para nós que íamos ao cinema”.
Como “frequentador assíduo dos cinemas”, Mário Lino explicou que “a ida ao cinema aos domingos no tempo da minha juventude fazia parte de um comportamento rotineiro de muitos caldenses”. Aliás, explicou que “o Chagas e o Salão Ibéria foram, além de salas de exibição de filmes, espaços culturais de grande dinâmica e de salutar convívio durante uma época”.
A exposição encontra-se dividida por núcleos, sendo que o cartaz de apresentação do filme “Barba Azul”, em 1905, marca o início da mostra e “abre as portas da história que atravessa 75 anos do percurso das exibições de filmes em Caldas da Rainha”. Conta ainda com 20 painéis pendurados na parede que suportam uma “mescla de produções cinematográficas por onde não faltam os cómicos “Bucha e Estica” e “Charlie Chaplin””, bem como “um conjunto de histórias que fizeram sonhar várias gerações”.
A primeira parte do núcleo é dedicada ao “Salão Ibéria” e outras duas salas existentes no Parque D.Carlos I (velho Animatógrafo no Salão da Convalescença do Hospital Termal, o Cinematógrafo High-life e Ibérica Club), que segundo Mário Lino representavam o “pulmão cultural das Caldas e é isso que tem de voltar acontecer”.
Outra das motivações da exposição, de acordo com Mário Lino, é “servir como ponto de partida para a redescoberta da cinematografia com projeções de cinema ao ar, nas melhores noites de verão em cruzamento com programação de outras atividades culturais, no Parque D.Carlos I”.
Construído por volta de 1918, no Parque D.Carlos I, o Salão Ibéria, ao longo dos anos de atividade que prestou à cidade, teve a sua “arquitetura inicial reformulada e o seu ecrã de grandes dimensões transformou-se num lugar exclusivo de cinema e preferido pelos cinéfilos” e que acabou por desaparecer depois da sua última sessão em 1978.
O segundo núcleo da exposição abarca a história do primeiro edifício do Teatro Pinheiro Chagas, que encontrava-se situado na antiga Praça do Peixe. Com milhares de filmes exibidos, esta “lenda” foi inaugurada em 1901, onde exibiu o primeiro filme sonoro português, “A Severa”, de Leitão de Barros, em 1931. Mais tarde, entre 1937 a 1939, o teatro foi sujeito a obras de remodelação, dando-lhe uma nova arquitetura, com plateia e duas ordens de camarotes.
Além dos panfletos e documentos, a exposição proporciona uma reflexão de como a sala servia para diversas áreas, “não só cinematográficas mas também teatrais”, destacando assim “a larga diversidade da programação apresentada” no cine-teatro, que em 1992 foi demolido.
A exposição também conta com um núcleo de homenagem à atriz Cremilda Gil, nascida nas Caldas da Rainha, a 23 de fevereiro de 1927, que começou a sua atividade teatral em 1958, no Conjunto Cénico Caldense.
Tem um vasto currículo de participações em novelas e telefilmes, bem como em companhias de teatro.
“Merece destaque o seu desempenho no papel de Dionísia, principal figura feminina no filme “A Cruz de Ferro” de J. Brum do Canto, tendo-lhe sido atribuído o primeiro prémio do cinema, no ano de 1967, pela sua soberba interpretação”, salientou Mário Lino, adiantando que foi de “propósito ao Alentejo, onde vive sozinha, para a fotografar”.
“Esta viagem ao passado”, segundo Mário Lino, pretende homenagear todos os que contribuíram para os espetáculos teatrais e cinematográficos, como “os projecionistas, rebobinadores, arrumadores, bilheteiros e gerentes, que entre as décadas de 50 a 80, proporcionaram a possibilidade aos caldenses de poder apreciar de excelentes filmes”.

“Pelicano”- recriação de um pastel caldense

Sendo um produto criado e desenvolvido exclusivamente pela viúva do Tenente Sangreman Henriques, no início do séc. XX, e distribuído pelos principais cafés da cidade pela “mulher elétrica”, o “Pelicano” fez parte da cultura caldense durante anos.
Agora recriado pelo Grupo Calé - Pastelarias Contradição, que se dedica ao fabrico e comercialização de produtos alimentares, o tradicional pastel de Caldas da Rainha, o “Pelicano”, tem objetivo de trazer novamente aos caldenses a memória desta famosa e desaparecida especialidade da doçaria caldense, que também será apresentado na inauguração da exposição.
Segundo Hélia Calé, proprietária juntamente com o seu marido, do Grupo Calé, “sentimos a necessidade de criar um doce típico para Caldas da Rainha, além das tradicionais trouxas de ovos e os beijinhos”. Após uma grande pesquisa, “descobrimos em tempos que existiu um pastel de Caldas da Rainha, que acabou por desaparecer, até que tentámos aproximar ao máximo da receita original, com recheio de amêndoa”.
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