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Escolhas do Editor, Caldas / Sociedade
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Nas Caldas e Óbidos

Maioria dos restaurantes e cafés só deixa animais de estimação entrar nas esplanadas

Apesar do Parlamento ter aprovado a 9 de fevereiro a entrada de animais em espaços fechados de restauração, uma mostra significativa de restaurantes nas Caldas e Óbidos continua com o dístico que proíbe cães e gatos no interior do espaço. Destas proibições são excluídos os cães de assistência, para os cegos ou outra deficiência.

11-07-2018 | Marlene Sousa/Inês Martins

Os animais que entram nos restaurantes terão de estar presos com trela curta e não podem circular livremente
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Os animais que entram nos restaurantes terão de estar presos com trela curta e não podem circular livremente
Os projetos do partido Pessoas, Animais e Natureza (PAN), do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Ecologista os Verdes (PEV) para mudar a lei que proíbe a presença de animais nos estabelecimentos comerciais foram debatidos na comissão parlamentar da Economia, Inovação e Obras Públicas, tendo os deputados votado algumas alterações.
Segundo as alterações aprovadas, são os “proprietários dos estabelecimentos que decidem se pretendem ou não admitir animais dentro do espaço”. As unidades que o permitam devem apresentar um dístico que os aceitem, mas é necessário obedecer às regras descritas na lei. Os animais terão de estar presos, “com trela curta”, e “não podem circular livremente”, estando vedada a sua presença na zona de serviços ou onde existam alimentos. Pode ainda ser fixada uma lotação máxima de animais pelo restaurante, de modo a "salvaguardar o seu normal funcionamento”.
A Associação Empresarial das Caldas da Rainha Óbidos e Oeste criou, conforme a lei, um dístico de autorização que permite a entrada de animais dentro de restaurantes. Segundo Marina Ezequiel, até o momento “nenhum estabelecimento de restauração pediu este novo dístico de permissão, só nos pedem aquele que proíbe a entrada de animais”.
O dístico de permissão também pode ser descarregado gratuitamente num site do Governo.
O JORNAL DAS CALDAS contactou mais de 50 restaurantes nas Caldas da Rainha e Óbidos e nenhum aderiu ao dístico de permissão. Muitos dos donos responderam que “animais só são bem-vindos à esplanada”.
No entanto houve dois estabelecimentos do setor que apesar de ainda terem na entrada os dísticos que proíbem a entrada de cães e gatos, são flexíveis quando lhes pedem permissão para entrar com o animal de estimação.
Por exemplo, Carla Amaro, responsável do Restaurante Ricardo, na Cidade Nova, nas Caldas da Rainha, assegurou que quando um cliente vem de passagem e pede para entrar com o gato ou cão de porte pequeno deixa entrar. “Tem que haver bom senso. Se o animal for pequeno e não perturbar os clientes nós deixamos entrar”, disse Carla Amaro. Revelou ainda que o seu restaurante tem duas salas e que poderá eventualmente “fixar uma área reservada para clientes com animais” e aí “aderir ao dístico de permissão”. Alegou que tem que ser “uma questão bem ponderada de modo a não prejudicar os clientes e exige uma maior manutenção do espaço”.
Apesar de adorar cães e gatos, Anabela Ferreira, dona do restaurante o Traçadinho, em Óbidos, declarou que não aderiu ao dístico de permissão de animais, mas quando lhe pedem autorização para entrar com o animal de estimação costuma deixar. “Tem que haver bom senso da parte do dono do animal e dos responsáveis do restaurante para que não interfira com os outros clientes”, referiu, exemplificando que tem que ser “um cão de porte pequeno e ter uma trela”.
Paulo Feliciano, dono da Casa Antero, nas Caldas da Rainha, disse que não pode permitir a entrada e permanência de animais no seu espaço porque é “muito pequeno”.
 
O JORNAL DAS CALDAS falou igualmente com proprietários de outros estabelecimentos comerciais não ligados à restauração.

Barbearia Lucky aceita animais

“Faço questão que um cliente com o seu animal de estimação entre na minha barbearia em vez de ficar à porta ou no veículo fechado. Até pode ficar em cima do sofá, gostamos que os nossos clientes se sintam em casa e os cães e gatos são bem-recebidos”, garantiu Diogo Cunha, dono da Barbearia Lucky, nas Caldas da Rainha. “Ao contrário de Portugal, em Barcelona ou França, por exemplo, estranho é ver alguém entrar num café, restaurante ou loja e deixar o animal de companhia à porta”, adiantou.

Gonzaga já é conhecido no centro da cidade

Gonzaga, o cão da proprietária da Sapataria Bom-Tom, já é conhecido na Rua Dr. Miguel Bombarda pela sua simpatia. Passa horas à porta da loja ou lá dentro e já faz parte da casa.  Segundo Maria João, é sociável, muito meigo e não incomoda os clientes, e “a maioria gosta de lhe fazer festas”.

Emigrantes no Canadá surpreendidos com nova lei em Portugal

Miguel e Cláudia Piramani são de Québec - Montreal e costumam todos os anos passar férias nas Caldas. Em casa têm dois cães de porte pequeno e gostaram de saber que em Portugal já é permitida a entrada de animais de estimação em alguns restaurantes.
No entanto, Miguel tem consciência que “levá-lo para um restaurante pode incomodar os outros clientes”. Já Cláudia considera a lei “espetacular” mas “acha que só se o animal souber se comportar e não ladrar e não ficar alterado quando vê comida”.
Os emigrantes revelaram que é proibido levar animais de estimação para dentro de lojas, bares e restaurantes em Montreal, exceto os cães de assistência a pessoas que necessitam.

“Pode entrar em função da educação que se dá”

Vítor Dinis, das Caldas da Rainha, considera que “todo o ser vivo deste planeta tem direitos, dentro de circunstâncias”. “Cães, gatos e outros animais sempre tive e nunca houve problemas, porque é tudo em função da educação que se dá”, contou. Indicou que é “extremamente a favor da lei” que permite a entrada dos animais em estabelecimentos comerciais e restaurantes, mas sublinhou que “é da responsabilidade do dono de animal saber como se vai comportar e saber a hora que vai dejetar”. “Um animal que é devidamente tratado dejeta à mesma hora e no mesmo sítio”, comentou.
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