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Educação
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Jovens estudantes criam os seus próprios negócios

Há uma nova geração com alma de empreendedores, que nos últimos meses tem dado provas que as oportunidades de negócio estão aí. Com uma série de projetos inovadores mas também cativantes, os estudantes, com pouco mais do que vinte anos, desenvolvem os seus próprios negócios, atraindo novos públicos.

31-05-2017 | Mariana Martinho

Fundadores do projeto MAPO
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Fundadores do projeto MAPO
O primeiro caso é dos três estudantes do curso de Engenharia Informática na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria, Diogo Massena, Hugo Borga e Marcelo Amaral, que juntos desenvolveram o MAPO- Mercado Agrícola Português Online.
A ideia, que começou a ser desenvolvida há pouco mais de um ano, é um portal de comércio de produtos agrícolas online, nomeadamente agroindustriais, cereais, ervas aromáticas, florícolas, frutícolas, hortícolas e viveiros.
Os caldenses conheceram-se no secundário e a partir daí começaram a desenvolver projetos fora do ambiente escolar. Todos com ligações ao setor, Diogo Massena explicou que “decidimos juntar duas coisas que mais gostamos de fazer, a agricultura e a tecnologia, numa só, o MAPO” e além disso, “detetámos que havia uma falha online no meio agrícola para escoar os produtos agrícolas, fator este que muitas das vezes condiciona novos investimentos na agricultura”.
Após um estudo de mercado, “concluímos que seria positivo criar um portal”, onde qualquer produtor pode colocar todos os seus produtos à venda de forma totalmente gratuita e sem qualquer comissão sobre as vendas.
Numa fase inicial o MAPO conquistou o 3º lugar no Concurso de Empreendedorismo Oeste Portugal 2015 desenvolvido pela ROE – Rede Oeste Empreendedor, tendo a plataforma posteriormente sofrido mudanças relativamente à ideia inicial. “Estamos a desenvolver novas funcionalidades que irão ser agregadas à plataforma e assim enriquecer bastante os serviços que o portal irá oferecer”, explicou Marcelo Amaral.
O MAPO, segundo Diogo Massena, pretende “não só potenciar o desenvolvimento agrícola do Oeste, que tem elevado potencial para a execução das práticas agrícolas, mas também de todo o país”. Assim, o portal pretende ser uma ferramenta útil aos agricultores, que lhes permita escoar os seus produtos, bem como, negociar os valores dos mesmos.
Igualmente procura criar sinergias entre os pequenos produtores e o consumidor final, bem como entre produtores com dimensões mais alargadas e entidades que visam a exportação.
Além da vertente de comércio, a plataforma dispõe de outros serviços, como a criação de micro-páginas para os produtores que procuram uma presença na internet, associada a um baixo custo.
Atualmente, a plataforma online conta com duas centenas de utilizadores, cerca de 200 subscritores e 282 produtos. Aliás, os jovens destacaram que “tem havido mais procura que oferta, pois somos atualmente visitados por 95 países e nós não temos agricultores suficientes para os pedidos”.
Desde o seu lançamento em agosto do ano passado até ao presente, o portal tem crescido, marcando presença em diversos eventos nacionais, com vista “a conquistar alcance internacional”.
Para a equipa, “a presença do MAPO neste tipo de eventos tem sido bastante proveitosa e motivadora, o que nos tem permitido alcançar novos produtores, recolher feedbacks com o intuito de maximizar a prestação dos nossos serviços e aumentar o tecido empresarial entre os diversos ecossistemas”.
Os três jovens estudantes gerem o seu tempo entre os estudos e o negócio. “Tem sido difícil gerir as duas coisas, mas quando se faz por gosto tudo torna-se mais fácil”. Contudo, afirmam que “a ideia é quando terminarmos o curso, o negócio já esteja estável o suficiente para estarmos os três a trabalhar e a viver exclusivamente do próprio projeto”.
Apesar do negócio estar a “correr bem”, os jovens ambicionam “conquistar outros produtos e um certo público-alvo, pois achamos que na área da agricultura temos muitas ramificações por onde podemos pegar a nível de modelos de negócio”.

Design e ilustração é a base da Pupuce

Outro caso de sucesso é da marca Pupuce Factory, criada por Constança Bettencourt e João Margarido, há cerca de três anos. João Margarido, a terminar o mestrado em Design de Produto, na Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha (ESAD.CR) e Constança Bettencourt, com mestrado em Artes Plásticas ESAD.CR, procuram através dos diferentes materiais “levar a arte às pessoas e fazer com que sintam algo”.
Com base num termo francês, a “Pupuce” é fruto da vontade de querer aliar os dois mundos - o design e a ilustração, numa “marca nossa, com produtos desenhados e criados por nós”.
Além de estudante João Margarido leciona atividades extracurriculares e trabalha como técnico assistente, enquanto Constança Bettencourt trabalha como artista freelancer.
Para os responsáveis, “conciliar a marca com os nossos compromissos diários nem sempre é fácil devido à necessidade de uma constante manutenção - novos desenhos, temas, objetos, a consequente criação e reposição de stock”. Porém, afirmam que é um “projeto muito importante para nós e pretendemos mantê-lo, mesmo que haja períodos em que possamos estar um bocadinho menos presentes”.
Ambos encontram-se satisfeitos com a recetividade por parte do público, que é “sempre bastante positiva”, quer nas redes sociais, em www.facebook.com/pupucefactory/ e instagram”, como nas feiras, o que “nos faz sentir que o nosso trabalho agrada às pessoas e que estas têm vontade em adquirir os nossos produtos”.
A marca é procurada pelos seus produtos originais - t-shirts, madeiras, estojos - sendo que “o mais vendido são os cadernos, pois temos com diversas ilustrações, títulos diferentes que são inspirados nas próprias ilustrações, nos seus gestos e expressões”. Aliás, a jovem sublinha que a marca tem uma grande variedade de opções, o que “permite alcançar diferentes faixas etárias, géneros, gostos”.
“Começámos com cadernos, t-shirts, sacos e autocolantes, mais tarde, fizemos serigrafia, porque as primeiras t-shirts eram feitas uma a uma e pintadas à mão pelo João”, salientou.
Apesar de serem de Lisboa, ambos admitem que “já fomos adotados pelas Caldas. O nível de vida é muito diferente e há oportunidades de trabalho para nós, jovens criadores, em início de carreira”. Contudo, continuam a deslocar-se a com frequência a Lisboa, para divulgar o produto pois “há uma maior procura e adesão, está já enraizada no público da capital essa cultura de 'feira'”.
Atualmente, a marca encontra-se num momento de mudança. “O nosso objetivo é crescer enquanto artistas e marca. Temos tido uma grande procura para trabalhar em diferentes projetos, o que nos vai permitir que deixemos um pouco o lado das feiras e trabalhar mais como um atelier”, disse.

Rock alternativo dos Fuzzil
Existente desde 2014, a banda alcobacense inspirou-se nos discos da malta mais velha para compor um rock alternativo, dando origem aos “Fuzzil”.
Alexandre Ramos e Daniel Costa, alunos da ESAD.CR, Leonardo Batista, estudante de jazz na Academia de Música de Alcobaça, e Wilson Rodrigues, que entrou mais tarde, decidiram dar vida ao projeto, que surge da “vontade de compor, gravar e tocar as nossas próprias músicas”.
Caracterizada por misturar várias sonoridades para criar um som muito próprio, a banda admite que “até hoje não conseguimos descrever o género das nossas músicas. No início queríamos fazer sons dentro do stoner rock mas entretanto a nossa sonoridade foi mudando e acabámos por não nos preocupar em compor à volta de um género”.
Depois de lançar ao mundo o single “Unconscious Minds”, que está presente no EP “Boiling Pot”, a banda deu a conhecer recentemente o novo EP, intitulado "Molten p".
Para os músicos, “desde que o nosso novo EP saiu, muitas vezes dizemos, em tom de brincadeira mas que acaba por fazer algum sentido, que o nosso género é "Molten p" porque são as nossas músicas que nos definem, são todas as nossas influências e todos os género "fundidos" num só”.
Quer em “Boiling Pot”, como “Molten p” as letras surgiram de uma “forma muito natural, é uma questão de ouvirmos as ideias de cada um e juntar essas ideias de maneira a gostarmos de tocar e ouvir tudo junto”.
O grupo, que divide o tempo entre Alcobaça, Caldas da Rainha e outros locais, tenta conciliar a paixão pela música com os estudos.
Alexandre Ramos esclarece que “nunca faltamos a uma aula para ensaiar ou para ter um concerto. É uma questão de organização apesar de às vezes ser muito complicado”. Aliás, explica que “já tivemos dois elementos que saíram da banda por ser mesmo complicado conciliar trabalho/faculdade”.
“Tentamos sempre orientar primeiro tudo o que é da faculdade para depois podermos estar mais disponíveis para a banda”, frisou. Apesar de “não termos lançado nenhum álbum mas sem dúvida que é um bom plano”, os Fuzzil já têm uma série de concertos marcados, entre Caldas da Rainha, Porto, Alcobaça e Leiria.
Reconhecem que “o que ganhamos não é muito”, mas preferem falar do “amor” que têm pelo seu projeto, sublinhando que “é muito gratificante quando alguém vem ter com um de nós para dar a sua opinião sobre os sons, sobre o concerto”, afirmou. Por agora, a banda tem apostado na divulgação do novo trabalho, com concertos de apresentação pelo país.

Mariana Martinho
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