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Caldas / Política
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PCP contacta trabalhadores das empresas das Caldas

“Valorizar o trabalho e os trabalhadores. Não à exploração”, foi a mensagem que elementos da concelhia caldense do PCP passaram no dia 7 de fevereiro, na campanha de contacto e esclarecimento junto dos trabalhadores das empresas das Caldas da Rainha, Promol, Schaeffler e Faianças Bordalo Pinheiro.

12-02-2020 | Marlene Sousa

Bruno Pronto e Vítor Fernandes, da concelhia caldense do PCP, distribuíram propaganda pelos funcionários da Fábrica Bordalo Pinheiro
Bruno Pronto e Vítor Fernandes, da concelhia caldense do PCP, distribuíram propaganda pelos funcionários da Fábrica Bordalo Pinheiro

“Apesar de termos saído da crise a melhoria de vida dos trabalhadores não melhorou porque continuam com baixos salários”, revelaram os dirigentes comunistas que distribuíram propaganda pelos funcionários quando estes saiam das empresas. 

A campanha insere-se numa ação nacional do partido com o mesmo lema no distrito de Leiria, com a distribuição de propaganda em 21 empresas nos concelhos de Ansião, Pombal, Leiria, Marinha Grande, Alcobaça, Porto de Mós, Batalha, Caldas da Rainha, Bombarral e Peniche.

A iniciativa, que irá prolongar-se durante o primeiro semestre deste ano, tem como objetivo a “denúncia do agravamento da exploração do trabalho e as suas causas, nomeadamente os avultados lucros dos grandes grupos económicos que contrastam com uma política de baixos salários”. 

A exigência do fim da precariedade e da desregulação dos horários, o respeito por direitos laborais e sindicais, nomeadamente da contratação coletiva, e a reivindicação do direito às 35 horas semanais para todos os trabalhadores são questões que a campanha do PCP pretende lutar, bem como o respeito e cumprimento dos direitos dos trabalhadores por turnos, o aumento mínimo de 90 euros e do salário mínimo para 850 euros mensais.

Em declarações à imprensa, Bruno Pronto, da concelhia do PCP das Caldas da Rainha, afirmou que “é necessário promover a estabilidade de emprego, cumprindo e fazendo cumprir o direito ao trabalho e à segurança no emprego, assegurando que a postos de trabalho permanentes correspondam vínculos de trabalho efetivos, erradicando todas as formas de precariedade”. 

Segundo o dirigente, esta política “tem graves consequências para os trabalhadores, com mais de 1 milhão e 200 mil situações de precariedade, mais de 400 mil em situação de pobreza e mais de 2 milhões com horários desregulados”. 

Disse que escolheram estas empresas das Caldas da Rainha porque é onde conseguem chegar a mais trabalhadores, uma vez que “saem quase todos da empresa a uma determinada hora, enquanto das grandes superfícies trabalham por turnos”. 

“As carreiras profissionais não são valorizadas e temos centenas de funcionários que estão há vinte anos nessas empresas e o salário base pouco difere do salário mínimo”, salientou. 

Bruno Pronto disse que são empresas que “têm baixos salários, onde a maioria dos trabalhadores ganha o ordenado mínimo e até os que lá estão há mais anos e que ensinam os mais novos”. 

Quanto à Schaeffler, referiu que “apesar dos trabalhadores não se terem manifestado” há uma grande preocupação do PCP das Caldas em relação às “dificuldades que a empresa está a passar, podendo despedir alguns trabalhadores”.

No entanto, adiantou que neste contato com os trabalhadores é notório o “grande descontentamento com a classe política, colocando todos os partidos no mesmo barco, o que não corresponde à verdade”.  

Segundo o elemento do PCP, “as opções da política da direita dos governos das últimas décadas de PS, PSD e CDS foram sempre as de favorecer o grande patronato, os seus interesses e a sua acumulação de riqueza, à custa dos rendimentos e direitos dos trabalhadores”. 

“Quem tem governado o país desde 25 de Abril está do lado dos grandes empresários e do grande capital e os trabalhadores não se sentem representados”, apontou o dirigente. 

“Se um trabalhador nos ouvir ou se sentir esclarecido com a nossa ação já vale a pena e é este o nosso caminho”, sublinhou. Considera que têm de ser os colaboradores a “organizarem-se para serem mais valorizados e receberem mais ordenado, porque não vão ser os patrões a tomar a iniciativa de aumentar o salário”. 

Nos primeiros dias do novo mandato da Assembleia da República, o PCP apresentou um conjunto de propostas para defender os direitos e a melhoria dos rendimentos dos trabalhadores. “Garantia da reforma aos 40 anos de descontos em penalizações, reposição dos valores de pagamento do trabalho suplementar, consagração do direito a 25 dias de férias anuais, reforço dos direitos dos trabalhadores em trabalho noturno e por turnos”, são medidas do PCP em favor da classe trabalhadora.  

A campanha irá continuar com outras iniciativas, como debates, sessões de esclarecimento, visitas de deputados do PCP, levantamento de problemas, entre outras.

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