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Caldas / Sociedade
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Sabores da cozinha da indiana e goesa marcaram o último almoço do projeto “Raízes”

Após treze almoços temáticos realizados no âmbito do “Raízes”, que tinha como objetivo estimular os alunos finalistas a estudar formas de utilização de produtos típicos na confeção de ementas gastronómicas criativas, diferentes e de qualidade, o projeto chegou ao fim no passado dia 3. Ao longo do ano letivo 2017/2018 os alunos finalistas dos cursos técnicos de cozinha (TCP) e pastelaria e de restauração e bebidas da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) confecionaram vários menus inspirados em países como Itália, França, Alemanha, Grécia e Espanha, terminando com uma refeição que colocou os sabores da nova cozinha indiana à mesa do restaurante pedagógico.

17-05-2018 | Mariana Martinho

João Santos e os restantes colegas responsáveis pelo menu
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João Santos e os restantes colegas responsáveis pelo menu

Este almoço temático, que teve como especialidade os sabores típicos da gastronomia indiana e goesa, foi confecionado pelo aluno finalista do curso de TCP, João Santos, que fez formação na Índia através de um protocolo do Turismo de Portugal que possibilita o intercâmbio de alunos. Permaneceu no Instituto da V.M. Salgaocar, em Goa, durante um mês (entre 4 de fevereiro e 4 de março), o que permitiu ter “uma experiência muito interessante e fundamental para uma aprendizagem do curso”.
A gastronomia indiana é, de facto, uma junção das variadas culinárias regionais dos vários povos que habitam a Índia. Apesar de ser caraterizada por muita diversidade, tem algumas tendências gerais na maioria das culinárias indianas. Nesse sentido, o aluno escolheu seis propostas para este menu. Começou por servir a “bebida preferida dos indianos, o chá”, que leva leite e açúcar, e também especiarias como cardamomo e estrela de anis, para acompanhar a entrada principal que consistiu numa espetada de “batawada” e “onion pakora”, ambos snacks fritos compostos por cebola e bolinhos de batata. Do menu constou ainda beringela recheada com um de vários molhos usados na Índia, neste caso com queijo, legumes e verduras.
A Índia também é conhecida por ser o país com a maior taxa de vegetarianismo no mundo, pois a religião hindu tem muita influência nisso. Como tal, João Santos escolheu um prato vegetariano para acompanhar o menu, que consistiu numa mistura de cebola, tomate, cogumelos e soja.
Tradicional é igualmente o caril, como um molho temperado em diversos pratos, e como tal, neste menu não podia faltar, tendo sido utilizado no prato de peixe, com o carapau e o arroz cominho, bem como no prato de carne, frango com caril. Por fim, foi servida uma sobremesa da culinária indo-portuguesa de Goa, a “bebinca”, acompanhada de um muffin de banana. Esta é confecionada com gemas de ovo, açúcar, cardamomo, leite de coco, farinha e manteiga, entre outros ingredientes.
Todas as propostas apresentadas, segundo o aluno, foram a “parte mais fácil deste menu”. Aliás, esclareceu que durante o intercâmbio foi selecionando “os pratos que ia gostando mais”, tendo sido esses que optou por dar a conhecer no almoço temático.
Este almoço, segundo o aluno, foi “um trabalho em conjunto misturado com o gosto pessoal de cada um, sem fugir à tradição indiana e goesa”. Além disso, destacou que “há pratos tradicionais goeses que são também pratos tradicionais portugueses, como por exemplo o sarapatel, que é um prato tradicional da zona de Santarém”.
O aluno também sublinhou que a cozinha indiana utiliza as especiarias mais comuns como açafrão, canela, cardamomo, pimentas várias, em “quase tudo como base de qualquer refugado”, enquanto “nós usamos as especiarias apenas para temperar”.
O chef Luís Tarenta, que coordenou este almoço, destacou que “pelo segundo ano consecutivo, o Raízes termina com um balanço bastante positivo”. “Chegou a altura em que são três anos em que ligamos o aspeto técnico e profissional, com o aspeto de ligação de proximidade, quase família com os alunos”, frisou o formador, adiantando que “este almoço é uma espécie de despedida desta turma”.
Para Luís Tarenta, “todos os menus confecionados foram um desafio constante, mas este para mim por exemplo foi uma aprendizagem e é por isso que estas experiências são muito vantajosas, não só para os alunos como também para nós, formadores”.
Este projeto, segundo o chef, acaba por ser uma “troca de experiências entre formadores e alunos”, o que permite que a cozinha “seja uma aprendizagem constante”.
Igualmente o formador da área de Restaurante e Bar na EHTO, Jorge Guilherme, sublinhou que “os alunos no último ano de formação vão ao fundo daquilo que é a base da gastronomia e das bebidas”. Isso permite que eles consigam ter “resultados como estes que temos neste almoço temático”.
Por fim, felicitou os alunos pelo trabalho que desenvolveram ao longo do ano letivo, desejando que seja “útil para quando estiverem no mundo do trabalho”.
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