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Bombarral
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Região Demarcada da Lourinhã

Aguardentes Vínicas com Denominação de Origem Controlada (DOC) são reconhecidas pela sua qualidade

A região da Lourinhã é produtora de aguardentes vínicas cuja qualidade tem sido reconhecida.

08-08-2018 | Marlene Sousa

Enólogo e confrade da Colegida das Aguardentes da Lourinhã, Miguel Móteo
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Enólogo e confrade da Colegida das Aguardentes da Lourinhã, Miguel Móteo
O mérito deste produto foi em 1992 reconhecido com a publicação do Decreto-Lei nº34/92 de 7 de março que estabelece a Região Demarcada da Aguardente Vínica de Qualidade com Denominação de Origem Controlada “Lourinhã” aquela que constitui a primeira e única região demarcada do país somente para produção de aguardentes.
Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, o enólogo e confrade da Colegida das Aguardentes da Lourinhã, Miguel Móteo, referiu que as “aguardentes são controladas pelo cumprimento e aplicação do regulamento que estabelece as condições dos solos, as características de cultivo e de tecnologias de vinificação, conservação, destilação, envelhecimento e engarrafamento que devem ser seguidas para que a produção obtida possa usar a menção DOC “Lourinhã” atribuída pela Comissão Vitivinícola Regional de Lisboa (CVRL). “Os vinhos destinados à produção de aguardentes vínicas com direito à denominação “Lourinhã” são elaborados na região, em adegas inscritas e aprovadas pela Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVRL) que ficam submetidas ao seu controlo, e devem ser “destilados no interior da Região Demarcada, o mais tardar até final do mês de abril imediato à vinificação”, apontou.
Segundo o enólogo, o título alcoométrico natural máximo dos vinhos a destilar é de 10% em volume. “Um vinho com caraterísticas para a destilação, deve apresentar, além de um aroma fino, uma boa riqueza em ácidos orgânicos. A vinificação é feita sem adição de anidrido sulfuroso (SO2)”, explicou.
Adiantou, Miguel Móteo que a “destilação contínua é o processo de destilação mais usado na Região Demarcada da Lourinhã em coluna de cobre com o diâmetro máximo de 18 polegadas, de alimentação contínua, sem qualquer órgão de retificação suplementar. Caso seja utilizado um gerador de vapor, o aquecimento não pode realizar-se a vapor direto. O título alcoométrico do destilado não pode ser superior a 78% volume.
O envelhecimento é efetuado na região, em “barris de carvalho com capacidade até 800 litros”. “As aguardentes “Lourinhã” só podem ser comercializadas após 24 meses de envelhecimento em barris de carvalho”, disse, Miguel Móteo, acrescentando que “nos locais de envelhecimento são armazenadas, exclusivamente, aguardentes vínicas com direito à denominação “Lourinhã”.
O controlo de certificação é efetuado pela CVRL.
De acordo com o enólogo, as aguardentes vínicas devem ser servidas em copo “tipo balão, permitindo este o aquecimento gradual da aguardente com aconchegar das mãos no copo de forma a se libertarem os aromas voláteis”. “O aquecimento do balão poderá ser uma outra opção”, na opinião deste especialista “com algum risco pelo facto de um excesso aquecimento do copo potenciar a libertação em maior quantidade do álcool tornando o digestivo uma bebida menos equilibrada e harmoniosa”.
A área geográfica correspondente à produção de aguardente com direito à denominação “Lourinhã” compreende, o município da Lourinhã, às freguesias de Lourinhã, Atalaia, Ribamar, Santa Bárbara, Vimeiro, Marteleira, Miragaia, Moita dos Ferreiros, Reguengo Grande, Moledo e São Bartolomeu. Do município de Peniche, abrange as freguesias de Atouguia da Baleia e Serra d´EI-Rei. De Óbidos, a freguesia de Olho Marinho, do município do Bombarral, a freguesia de Vale Covo e de Torres Vedras, a freguesia de Campelos.
Segundo o enólogo, “as vinhas devem estar instaladas em solos mediterrânicos pardos ou vermelhos, normais ou parabarros de arenitos finos, argilas ou argilosos e solos calcários pardos”.
Durante mais de 200 anos, as casas produtoras dos melhores vinhos do Porto beneficiaram da aguardente vínica produzida região Oeste, em particular na região da Lourinhã para produzir os seus afamados vinhos generosos.
“Nos últimos 30 anos, com o apoio da Estação Vitivinícola Nacional (Dois Portos), foi testada e confirmada a sua superior qualidade, a qual encontra paralelo, a nível europeu nas aguardentes francesas das regiões de Cognac e Armagnac”, revelou, Miguel Móteo.
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