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Opinião, Óbidos
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Artigo 39 Centenário da Implantação da República (1910-2010)

10-02-2011 |

Artigo 39    Centenário da Implantação da República    (1910-2010)
Artigo 39 Centenário da Implantação da República (1910-2010)
Numária O Papel-moeda Por: Luís Manuel Tudella CEM ESCUDOS Fernando Pessoa Chapa 9 O retrato de Fernando Pessoa, poeta português de projecção mundial, foi o escolhido para terminar o ciclo das notas de 100, cujo retrato integra a parte da frente com a chapa número 9. O trabalho de gravação das chapas e da estampagem das notas foram efectuadas pela firma inglesa Thomas De La Rue & Cº. Ltd., Basingstoke, Hampshire. A maqueta é de autoria do Professor Luís Filipe de Abreu. A estampagem a talhe-doce da frente da nota, foi feita a três cores, com o tom predominante azul, engloba a efígie do poeta, trabalhos trapezoidais, dísticos e ornamentos. O fundo, impresso em “offset”, simultâneo. Com evolução de cor, do motivo principal, sobre o lado esquerdo, uma rosácea de centro pentagonal branco, elemento de registo frente e verso, quando visto à transparência. O verso da nota tem uma estampagem a talhe-doce, também a três cores, apresenta dísticos e uma rosa. O fundo do verso também em “offset” simultâneo, irisado apresenta como motivo principal, um emaranhado de fitas com heterónimos criados pelo poeta, envolvendo o desenho pentagonal do registo frente e verso. Possui uma marca de água no lado direito da nota representada pela cabeça descoberta do poeta de perfil para a direita. Incorporado na nota um filete de segurança microimpresso com a palavra “Portugal”, e quando sob incidência de luz ultravioleta, fibras florescentes vermelhas e verdes sobre a superfície. Dimensões da nota 149 x 74 mm. Foram emitidas 135 449 000 notas com as datas de 16 de Outubro de 1986, 12 de Fevereiro de 1987, 3 de Dezembro de 1987, 26 de Maio de 1988 e 24 de Novembro de 1988. Foram retiradas de circulação em 31 de Janeiro de 1992. Biografia: Fernando António Nogueira Pessoa, mais conhecido por Fernando Pessoa, nasceu na cidade de Lisboa, a 13 de Junho de 1888, escritor e poeta, dos maiores da língua portuguesa, logo seguido a Camões, era oriundo de famílias da pequena burguesia, filho de Joaquim de Seabra Pessoa e de sua mulher Maria Magdalena Pinheiro Nogueira Pessoa. Fernando Pessoa teve uma infância bastante marcada pelo infortúnio; no ano de 1893 e com apenas 5 anos de idade, perdeu o convívio do pai, por morte deste. Em 1894, viu partir o irmão Jorge. É por este ano que surge o primeiro heterónimo (Chevalier de Pas). Neste ano o seu futuro padrasto é nomeado cônsul em Durban (África do Sul). A mãe casou-se por procuração com o cônsul João Miguel Rosa. No inicio de ano de 1896 a família partiu para Durban, e no fim desse ano nasce a irmã Henriqueta. A formação e a educação de Pessoa foi de origem inglesa, pois a sua juventude foi toda passada na África do Sul. Esta educação proporcionou-lhe um grande contacto com a língua adoptiva, sendo os seus primeiros escritos e estudos expressos em inglês; mantém contacto com a literatura inglesa através de autores de expressão europeia, como; Shakespeare, John Milton, Edgar Allan Poe, Lord Byton, entre outros. No ano de 1897 fez o curso primário. Em 1898 nasceu a segunda irmã, Madalena. No ano seguinte, em 1899, ingressou no Durban High School; cria o pseudónimo “Alexander Search”. Em 1900 ao dobrar do século, a família é aumentada com o nascimento do irmão Luís Miguel. No ano de 1901 foi aprovado com distinção no exame Cape School High Examination. Sofreu um desgosto com a morte da irmã Madalena. Escreveu o primeiro poema infantil “À Minha Querida Mamã”. Iniciou a composição das primeiras poesias em língua inglesa. No mês de Agosto deste ano a família partiu de viagem para uma visita a Portugal. No ano de 1902, nasceu em Lisboa o seu irmão João Maria. Pessoa deslocou-se à ilha Terceira em visita a familiares, pois sua mãe era oriunda desta ilha; neste mesmo ano deslocou-se também a Tavira e aí entrou em contacto com a família paterna, donde seu pai era oriundo e escreveu o poema “Quando ela passa”. No ano de 1902 a família regressou a Durban. No ano seguinte em 1903, candidatou-se à Universidade do Cabo da Boa Esperança conseguindo tirar a melhor nota de entre os 900 candidatos, recebendo o “Queen Victoria Memorial Prize” (Prémio Rainha Vitória). No ano seguinte, 1904 nasceu sua irmã Maria Clara. Terminou os estudos em Durban. Aprofunda a sua cultura lendo clássicos ingleses e latinos; escreveu poesia e prosa em língua inglesa, surgindo os heterónimos Charles Robert Anon e H.M.F.Lecher. Em 1905 decidiu regressar de vez a Portugal, indo viver com a sua avó, continuando a escrever poemas em inglês. No ano de 1906 a mãe e o padrasto regressam a Portugal, indo Pessoa viver com eles. Em Outubro, matriculou-se no Curso Superior de Letras; sofreu mais um desgosto com a morte da irmã Maria Clara. Em 1907 a família regressou à África do Sul - Durban excepto Fernando Pessoa que foi morar com a sua avó. Entretanto desistiu do curso em Agosto, e passado um curto espaço de tempo faleceu a sua avó; esta, deixou-lhe em testamento alguns dinheiros que rapidamente aplicou na montagem de uma pequena tipografia, que após alguns meses abre falência, obrigando a encerrá-la. No ano de 1908, dedicou-se à tradução de correspondência comercial, uma actividade que desempenhou durante toda a sua vida, tendo uma modesta projecção social na vida pública. No ano de 1910, redigiu poesias e prosas nas línguas portuguesa, francesa e inglesa. Neste ano iniciou a actividade de ensaísta e crítico literário com os artigos “Reicidindo…”, A Nova Poesia Portuguesa Sociologicamente Considerada” e “A Nova Poesia Portuguesa no seu Aspecto Psicológico”, publicados na revista A Águia. O ano de 1913 foi de intensa produção literária, escreveu “O Marinheiro”. Em 1914, criou os heterónimos Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Bernardo Soares, em que nas próprias palavras deste dizia, “A minha pátria é a língua portuguesa”. Neste ano escreveu os poemas “O Guardador de Rebanhos” e o ” Livro do Desassossego”. Em 1915 saiu o primeiro número de Orpheu. Em 1916 sofreu mais um grande desgosto com a morte do seu grande amigo Mário de Sá Carneiro. Em 1918 escreveu poemas em inglês que são publicados no jornal “Times”. No ano de 1920 conheceu Ofélia Queiroz, mas devido a problemas de saúde relacionados com uma depressão, rompeu o relacionamento com a mesma. A mãe e os irmãos regressam a Portugal. Fundou a editora Olisipo, onde publicou poemas em inglês no ano de 1921. Em 1924 surgiu uma nova revista “Atena”, dirigida por Pessoa e Rui Vaz. Um outro desgosto sofreu com a morte de sua mãe em 1925. Dirigiu com um seu cunhado a “Revista de Comércio e Contabilidade”. No ano seguinte passou a colaborar com a revista Presença. Em 1929 voltou a relacionar-se com Ofélia, rompendo o relacionamento no ano de 1931. Publicou em 1934 o livro “Mensagem”, que era composto de poemas dedicados às grandes personagens históricas portuguesas. Foi a única colectânea editada em vida de Fernando Pessoa. Criou vários heterónimos, mas dos que mais se destacaram foram: 1- Bernardo Soares, o autor do Livro do Desassossego, importante obra literária do século XX. Foi considerado um semi-heterónimo, por ter imensas semelhanças com Fernando Pessoa. II- Álvaro de Campos, era a personagem de um engenheiro de origem portuguesa, mas de educação inglesa, com a sensação de se mostrar um estrangeiro em qualquer parte do mundo. Foi com este heterónimo que escreveu um dos mais conhecidos poemas ”Tabacaria”. Era uma personagem crítica e revoltada, fazendo a apologia da vida moderna, em linguagem um pouco radical. III- Ricardo Reis era um médico que se exprimia em línguas latinas e revia-se como um monárquico. Era o símbolo de herança clássica na literatura ocidental. Segundo Pessoa, Reis mudou-se para o Brasil, como protesto da implantação da República. IV- Alberto Caeiro era a personagem natural da cidade de Lisboa, iletrado com apenas a instrução primária, teria vivido a quase totalidade da sua vida como camponês, mas considerado o mestre dos heterónimos. Este heterónimo de Pessoa foi o único a não escrever prosa. Pessoa é um poeta universal, na medida em que caindo por vezes em contradições, tem uma visão simultânea múltipla e unitária da vida. A explicação da criação dos principais heterónimos, prende-se com as várias formas que tinha de ver o mundo, servindo-se do racionalismo e pensamento oriental. Pessoa é o primeiro português a figurar na Plêiade (Collection Bibliothèque de la Pléiade), colecção francesa de grandes nomes da literatura mundial. A sua obra bastante extensa é apreciada em todo o mundo, estando traduzido em muitas línguas. Faleceu, solteiro no dia 30 de Novembro de 1935, na cidade de Lisboa. F I M Bibliografia: “O papel-moeda em Portugal” Banco de Portugal. Wikipedia/Fernando Pessoa. Trechos avulsos. Óbidos, Março de 2010.
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