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Escolhas do Editor, Caldas da Rainha
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Restaurantes caldenses reabriram com lotação reduzida e cuidados redobrados

Depois dos cabeleireiros e do comércio local chegou a vez dos restaurantes, cafés e pastelarias, que até aqui funcionavam apenas em regime de take-away, reabrirem portas, na passada segunda-feira, podendo assim servir os clientes no interior dos espaços, mas com normas de segurança e lotação máxima reduzida a metade.

19-05-2020 | Mariana Martinho

No Lisboa XL, os clientes no buffet passam a ser servidos por três colaboradores destacados para o efeito
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No Lisboa XL, os clientes no buffet passam a ser servidos por três colaboradores destacados para o efeito
A nova fase do calendário de desconfinamento em Portugal trouxe várias reaberturas, nomeadamente os restaurantes, que depois de cerca de dois meses com as portas fechadas por causa da pandemia, agora reabrem com o espaço reduzido e medidas de segurança redobradas. É o caso do restaurante de comida brasileira e portuguesa, Sabores da Rainha, que além de ter reduzido o número de mesas para “apenas quatro”, de forma a cumprir o distanciamento físico recomendado, também implementou um conjunto de outras regras de higienização no espaço.
Aberto há quase dois anos, na Rua do Sacramento, o Sabores da Rainha nunca esteve parado, funcionando até aqui em regime de take-away, solução essa que continua a ser privilegiada pela responsável. “A confeção de comida para fora foi a solução que encontrámos para continuar a funcionar no estado de emergência”, sublinhou Elisângela Passos, adiantando que “apesar do take-away ter corrido bem, não foi o suficiente para fazer face a algumas despesas”. Além disso referiu que o “meu foco é a confeção de comida brasileira e infelizmente os caldenses não estão muito habituados ao meu género de comida, como tal, é claro que o meu negócio vai sair muito prejudicado com esta pandemia, pois parte dos meus clientes era de fora”.
Apesar disso, Elisângela Passos tentou adaptar o restaurante às novas regras impostas pela Direção-Geral da Saúde (DGS). Além de ter colocado um dispensador de solução à base de álcool junto da entrada para que os clientes façam a higienização das mãos, antes e depois da refeição, a proprietária do restaurante optou por trocar as toalhas e higienizar as mesas com produtos recomendados entre cada cliente, bem como substituir as ementas individuais por apenas uma, que “está fixa na parede para todos os clientes”. “Todas as zonas de contacto frequente como maçanetas, torneiras de lavatórios, mesas e bancadas são desinfetadas pelo menos seis vezes por dia com recurso a detergentes adequados”, explicou a proprietária, adiantando que todos os utensílios só são colocados na mesa quando os clientes estiverem sentados.
Todas essas alterações, que implicaram “um custo extra no orçamento”, fizeram com que o Sabores da Rainha “criasse uma nova rotina, de modo a garantir a segurança de todos”. No que diz respeito ao horário, Elisângela Passos optou por manter, tendo no período da noite apenas um funcionário.

Solar do Cabrito reduziu a lotação para “sete mesas”

Quem também nunca encerrou portas foi o restaurante de comida tradicional portuguesa “Solar do Cabrito”, na rua Mestre Francisco Elias, que nestes últimos dois meses continuou a apostar no serviço de take-away, e a fornecer “pão caseiro, com chouriço ou com torresmo”.
“Antes desta situação, o Solar do Cabrito já fornecia refeições para fora, mas não era o nosso principal foco”, explicou a proprietária do espaço, Ana Sousa, adiantando que “durante o estado de emergência o take-away acabou por servir para dar continuidade ao negócio e principalmente para manter o vínculo com o cliente”. Agora novamente de portas abertas, e com o espaço limitado a “sete mesas”, a responsável afirmou que “sempre que possível é preferível o take-away, já que permite que os clientes recolham apenas a refeição, estando menos tempo no espaço de restauração”.
Além disso teve que readaptar o restaurante à nova realidade, de modo a “cumprir rigorosamente as regras que a DGS criou” para o setor da restauração. “Reduzimos a lotação para pouco mais de metade, colocámos um dispensador de álcool gel à entrada e saída do restaurante, bem como nas casas de banho criámos um circuito de entrada e saída para os clientes, de modo a evitar cruzamentos, e ainda estabelecemos o uso da máscara como regra obrigatória no restaurante”, esclareceu Ana Sousa.
Igualmente substituiu as tradicionais toalhas de tecido pelas toalhas descartáveis, e todos os utensílios só serão são colocados na mesa quando o cliente estiver sentado.
No que diz respeito à ementa, e “para evitar que estes objetos sejam manuseados por muita gente, foram substituídas por ementas plastificadas e desinfetadas após cada utilização”. Entre clientes, “tudo é desinfetado e higienizado”.
“O Solar do Cabrito já tinha todos esses cuidados, que agora serão redobrados para a segurança de todos”, frisou a responsável, que também decidiu alterar o horário de funcionamento, servindo apenas almoços.

Lisboa XL reabriu com “algumas diferenças”

Com restrições também está o restaurante Lisboa XL, que voltou abrir portas na passada segunda-feira, depois de dois meses em regime de lay-off. “Devido à situação e com o restaurante fechado, não tive outra opção se não recorrer ao lay-off”, frisou o responsável pelo espaço, Luís Lisboa, que colocou os seus 23 funcionários em regime de ‘lay-off simplificado até há bem pouco tempo, pois há cerca de duas semanas decidiu reabrir o espaço para o serviço de take-away.
Situado na estrada na Zona Industrial das Caldas da Rainha, o Lisboa XL sempre funcionou com o sistema de buffet, tendo capacidade para receber até 400 pessoas. Contudo, e de modo a respeitar as normas da DGS, o espaço reabriu mas com “algumas diferenças”.
Além da criação de circuitos e do gel desinfetante, que os “clientes devem utilizar, tanto à entrada como à saída”, o restaurante reabriu com o “número de lugares reduzido para 120, e com o sistema de buffet diferente do habitual”, em que os clientes passam a ser servidos por três colaboradores destacados para o efeito.
“Ninguém se poderá servir a si próprio, mas continuam a poder escolher o que querem e repetir as vezes que quiserem”, frisou o responsável pelo espaço, adiantando que só serão permitidas pessoas no espaço que usem máscaras de proteção. Foram ainda substituídas as toalhas de pano por descartáveis, os talheres passaram a ser “todos empacotados antes de irem para as mesas”, e “reforçámos todo o processo de desinfeção do espaço”.
“Apesar de não voltar a ter a faturação que tinha antes, estou confiante que as pessoas a pouco e pouco vão-se adaptar a esta nova realidade”, referiu o responsável, que também implementou um “novo horário”, no Lisboa XL. Nesse sentido, o espaço passou a funcionar de segunda a sexta-feira apenas durante o período de almoço, entre as 12h e as 15h30, e aos sábados apenas ao jantar, das 19h às 23h, deixando assim de haver música ao vivo durante o fim-de-semana.
Além destes restaurantes também houve outros espaços na cidade que voltaram abrir, de acordo com as medidas impostas pela DGS. É o caso do Copacabana, que “apesar das restrições voltou à luta”. Tendo em conta as medidas de prevenção aconselhadas pela DGS em relação ao novo vírus, o restaurante reduziu a lotação da sala de refeições para o máximo de doze pessoas, de forma a aumentar o espaço entre os diferentes clientes, reduziu o número de pratos do menu, passando a servir apenas dois pratos em diárias (um de peixe e um de carne), e retirou os cestos de pão das mesas, sendo este servido apenas no prato, coberto por um guardanapo.
Igualmente reforçou a higienização das superfícies e dos puxadores de portas, bem com como solicita aos clientes lavagem e desinfeção das mãos antes e depois de terminar a sua refeição, através do gel desinfetante que instalou à entrada do restaurante para esse efeito, e ainda impôs um novo horário de funcionamento, entre as 08h e as 23h00. Para evitar espera por mesa, o restaurante aconselha “sempre que possível a reserva”, mas caso seja necessário esperar, o cliente terá de o fazer no exterior das instalações.
A par disso, a gerência do Copacabana também apela a que os clientes sejam responsáveis para que “tudo possa voltar o mais rápido possível à normalidade”.
Já o restaurante “Sons Tons & Sabores”, instalado no Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha, além do gel desinfetante à porta e da higienização do espaço várias vezes ao dia, também reduziu o espaço para dez mesas, e a esplanada com três mesas para duas pessoas, visto que “dispomos de uma grande área que nos permite respeitar o distanciamento social necessário”. Quem também reduziu a capacidade de 92 para 46 lugares foi o restaurante A Lareira, que nesta fase inicial estará aberto apenas durante o período do almoço.
No restaurante Paraíso do Coto também foram seguidas todas as normas de higienização e segurança recomendadas pela DGS, de modo a garantir os almoços e jantares de segunda a sábado, até às 23h. Já o Bar dos Bombeiros, além das recomendações da DGS, também impôs o uso da máscara como obrigatório, e proíbe “o acesso ao interior a quem não respeitar as regras”.
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