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Caldas / Sociedade
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Almoço micológico na EHTO dá a conhecer benefícios terapêuticos dos cogumelos

Um almoço micológico foi a proposta da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) no passado dia 7, no âmbito do projeto “À la Carte”. Cogumelos para a entrada, nos pratos de peixe e de carne e na sobremesa. Foi assim o almoço temático que agradou bastante aos convivas que, durante duas horas, degustaram vários tipos de cogumelos confecionados de diferentes formas.

13-03-2019 | Marlene Sousa

Os alunos da EHTO aprendem novas técnicas de serviço de restaurante
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Os alunos da EHTO aprendem novas técnicas de serviço de restaurante
de diferentes formas.
Para abrir o apetite nada melhor do que um aperitivo no bar da escola, com a possibilidade de escolha entre um sumo tropical com ou sem álcool, inovação dos alunos do 2º ano de Técnicas de Restauração e Bebidas (TSRB).
O serviço elaborado pelos alunos finalistas dos cursos de cozinha e pastelaria, coordenado pelo chef Luís Tarenta, teve início com duas entradas, um trio de mousse de cogumelos e ravioli de queijo de cabra e shitake.
Da ementa fez parte ainda salmão com risoto de pleurotos e juba de leão e cachaço de porco preto com cogumelo rei. A sobremesa servida foi floresta negra com shimenji.
Entre os presentes esteve Catarina Sousa, que é responsável, com Eric Lourenço, pela empresa HortoFungi, de cultivo de cogumelos comestíveis, que considera que é uma iniciativa a repetir porque “existe um grande desconhecimento da vertente além combustível dos cogumelos”. “Conhecem-se muitas espécies de cogumelos com propriedades medicinais ou terapêuticas que fazem maravilhas à saúde”, disse, acrescentando que o “pleurotus ostreatus é muito procurado como potenciador do sistema imunitário por causa das constipações, asma e anemia”. O juba leão é “espetacular para Alzheimer”, adiantou.
“De paladar delicioso, os cogumelos trazem diversos benefícios à saúde, e com o mínimo de calorias e são ainda gluten free”, salientou, a engenheira informática que dedica algum do seu tempo à produção de vários tipos de cogumelos em Caldas da Rainha e em Óbidos. “Fazemos a produção de cogumelos com cem por cento de pinho e é necessário regular a temperatura e humidade para que possam crescer”, explicou.
A HortoFungi foi fundada em 2014, concretizando um sonho do francês Eric Lourenço, que é topógrafo, mas tem a paixão pelo cultivo de cogumelos “comestíveis, mas que ao mesmo tempo possuíssem a vertente medicinal”.
Por questões profissionais tiveram de abrandar a produção. Atualmente vendem para o cliente final. As encomendas podem ser feitas por telemóvel ou no facebook da empresa e a entrega é feita ao domicílio. “Queremos proporcionar acesso a um bem alimentar de qualidade a um preço acessível. O cogumelo é um alimento que apresenta quantidades consideráveis de aminoácidos essenciais, vitaminas, sais minerais, carboidratos e gorduras insaturadas, que não fazem mal à saúde. Possui o dobro de proteínas quando comparado com a carne e fibras que beneficiam igualmente o ser humano”, manifestou Catarina Sousa.

Aluno da EHTO esteve um mês em Goa

O aluno da EHTO, Henrique Vitorino, finalista do curso de cozinha e pastelaria, esteve na India um mês, de 3 de fevereiro a 3 março onde foi recebido pelo V. M. Salgaocar Institute of International Hospitality Education, localizado em Goa, para realizar um curso sobre gastronomia indiana.
Este intercâmbio decorreu no âmbito de um protocolo entre o Turismo de Portugal e o instituto indiano, que visa formação de alunos e formadores de ambos os países. O aluno da EHTO viajou com outros estudantes de escolas de hotelaria e turismo de Portugal e ao longo da estadia o grupo lidou com a gastronomia e cultura de Goa. Fizeram várias visitas culturais, bem como provas de iguarias.
A visita dos estudantes portugueses foi destacada na imprensa de Goa, que fez reportagens deste intercâmbio. Na comunicação social do país indiano foi elogiada a iniciativa, que representa uma “excelente oportunidade” para os alunos visitantes terem uma boa experiência da comida de Goa juntamente com visitas culturais para lhes dar uma verdadeira sabedoria da “nossa história e hospitalidade”.
Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, Henrique Vitorino, que reside em Peniche disse que adorou a experiência e que aprendeu muito sobre as utilidades das especiarias. “Fomos a uma quinta de especiarias e verificámos que temos que respeitar a sazonalidade dos ingredientes e que tudo preparado na hora vai-nos trazer mais sabor ”, disse”.
“Vimos uma árvore de canela que é parecida com a de cortiça e foi muito interessante ir à raiz dos alimentos e depois transportar isto para a cozinha”, apontou, acrescentando que “as especiarias mais naturais e feitas na hora vão fazer com que o cliente se sinta mais satisfeito do que uma coisa pré-preparada”.
O futuro chef gostou de trabalhar com o Tandoor, um forno de barro que é originário do norte da Índia. “A comida feita naquele tipo de forno tem um sabor especial, a começar pelo pão Nan que é cozido nas próprias paredes. Nele fazem-se também vários pratos de frango grelhado, tipicamente indianos e que são marinados de véspera com especiarias”, referiu.
Henrique Vitorino achou o país “muito pobre”. “Veem-se pessoas mal tratadas a pedir no chão e os mercados por exemplo têm um cheiro desagradável de carne misturada com o peixe dos animais vivos com os mortos mas achei engraçado a diversidade de frutas e de legumes”, contou. Considera que cresceu “muito profissional e pessoalmente” porque aprendeu “a dar mais valor às coisas”.
Para Goa, o aluno da EHTO levou aguardente da Lourinhã, ginja de Óbidos, renda de bilros e cavala de Peniche.
Segundo Henrique Vitorino, os alunos de Portugal fizeram uma ementa composta por pataniscas, pastéis de bacalhau, ameijoa à bulhão de pato, cataplana, arroz de pato, arroz doce e pastéis de nata. “Tivemos nesta refeição a presença do consulado português em Goa que nos aplaudiu”, contou, adiantando que “foi muito interessante ver o sentido de preservar o que foi território português”.
Na bagagem de regresso a Portugal trouxe algumas “especiarias, mas também muitos ensinamentos”.
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