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Visabeira investiu 8,3 milhões de euros na ampliação da fábrica Bordallo Pinheiro

A fábrica da Bordallo Pinheiro na Zona Industrial das Caldas da Rainha foi alvo de obras de ampliação, passando de 9.000 para 12.000 metros quadrados. O novo espaço, que teve um investimento de 8,3 milhões de euros, deverá entrar em funcionamento em outubro deste ano, com novo equipamento, como fornos cerâmicos, que vão modernizar a produção, ajustar às necessidades de cada secção, sobretudo ao nível da pintura e da ornamentação, e ainda aumentar a quota de exportação, de modo a que 75% da faturação seja proveniente do mercado externo.

17-05-2018 | Mariana Martinho

O secretário de Estado das Autarquias Locais fez uma visita à fábrica Bordallo Pinheiro
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O secretário de Estado das Autarquias Locais fez uma visita à fábrica Bordallo Pinheiro
Igualmente inserida nas comemorações da cidade, a visita às instalações da fábrica Bordallo Pinheiro”, na Zona Industrial das Caldas da Rainha, decorreu na passada terça-feira à tarde. Fundada a 30 de junho de 1884 pelo mestre Rafael Bordalo Pinheiro, hoje em dia é, segundo o presidente da Comissão Consultiva do Grupo Vista Alegre Atlantis e Bordallo Pinheiro, Paulo Pires, “sem sombra de dúvidas um dos símbolos universais desta cidade e concelho”.
Apesar de “nem sempre se viverem momentos de alegria”, a fábrica de Bordalo Pinheiro há quase uma década “renasceu de um fim anunciado”. Em 2009, a empresa atravessava uma grave crise, com “resultados muitos negativos”, tendo sido adquirida pelo grupo de Viseu, que desde logo apostou numa gestão assente em métodos rigorosos, investimento na modernização de alguns setores da fábrica, novas ideias para a produção, “sem perder o ADN bordaliano”, e ainda criou novas coleções, com base em alguns modelos antigos. Igualmente apostou no designer e na marca, criando parcerias com artistas de renome, bem como no mercado externo.
Esse rumo estratégico foi fundamental para que em “menos de uma década tenhamos conseguido devolver à empresa uma nova alma”.
Desde então, a empresa não pára de crescer, pois só no ano passado o volume de negócios ultrapassou os seis milhões de euros, dos quais 43% são provenientes das exportações, e teve ainda 1,4 milhões de euros no EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Nesse sentido, a ampliação da fábrica da Bordallo Pinheiro é “fruto desse crescimento” que a empresa tem tido desde que foi adquirida pelo Grupo Visabeira.

“Estamos a construir uma nova era nesta centenária empresa”

A unidade fabril da Zona Industrial cresceu em área para conseguir responder às solicitações do mercado. Igualmente vai permitir que seja criada uma nova configuração, com novas zonas de conformação como prensas, máquinas de enchimento, entre outros equipamentos.
Este projeto aumenta as competências da Bordallo Pinheiro, através da partilha entre as empresas Cerutil e a centenária Vista Alegre. Isso irá permitir o desenvolvimento de um projeto inovador, possibilitando a produção de equipamentos e processos produtivos de última geração. “No fundo, as peças vão nascer nestas novas instalações”, frisou o responsável.
Esta ampliação vai permitir que nas antigas áreas passem a funcionar os novos fornos, as novas estufas e surgiram novos ateliers de pintura artística e ornamentação, criando assim “melhores espaços e condições para os nossos profissionais”.
Para Paulo Pires, “este é um investimento que ascende a 8,3 milhões de euros”. Além disso, significa o aumento do número de colaboradores, que já estão integrados e em formação continua.
Atualmente conta com a colaboração de 255 trabalhadores, com “tendência de crescimento nos próximos tempos”.
Com instalações ampliadas, o presidente da Comissão Consultiva do Grupo Vista Alegre Atlantis e Bordallo Pinheiro afirmou que a empresa tem capacidade para aumentar a produção em 60%, passando de 1 milhão e 800 mil peças para 2 milhões e meio por ano, e ainda, desenvolver novos produtos da marca Bordallo, com a criação de pelo menos quatro coleções novas por ano.
Parte desse equipamento vai também permitir uma poupança na factura energética, em pelo menos 20%, bem como aumentar a quota de exportação, de modo a que 75% da faturação seja proveniente do mercado externo.
Contudo, Paulo Pires apontou que “os investimentos não ficam pelas instalações fabris”, também a profunda remodelação e reorganização dos espaços da loja Bordalo e do museu da fábrica, a qual se juntará futuramente abertura de uma nova loja da Vista Alegre, irão contribuir para a “criação da nova centralidade artística comercial das Caldas da Rainha”.
A Bordallo Pinheiro vai abrir ainda em breve lojas da marca em Paris e em Madrid, mas com um “conceito diferente, uma loja da próxima geração da Bordallo”.

“Novo conceito de hoteleira ligada à cerâmica” nos Pavilhões do Parque

O Montebelo Bordallo Pinheiro Caldas da Rainha, que resulta da transformação dos Pavilhões do Parque num hotel de cinco estrelas a construir pela Visabeira nas Caldas da Rainha, terá uma área de intervenção de 19 mil metros quadrados, com capacidade para 100 unidades de alojamento (214 camas), piscina exterior, restaurante, e sala de eventos, e “deverá ser concluído para abrir em outubro de 2020”. Este novo conceito de hoteleira ligada à cerâmica terá um investimento previsto de 14,5 milhões de euros, e levará à criação de “largas de dezenas de postos de trabalho”.
Além disso, o hotel será também um centro de criação, providenciando o alojamento de “artistas consagrados de todo o mundo, que se deslocarão às Caldas da Rainha para integrarem projetos artísticos contemporâneos desenvolvidos pela Fábrica Bordallo Pinheiro”, e ainda proporcionará aos hóspedes uma “experiência que lhe permite um conhecimento da obra e do legado de Bordalo Pinheiro, podendo ao mesmo tempo complementar a sua estadia com atividades ligadas ao trabalho da cerâmica, visitas ao museu e aqui à fábrica”.
“Tudo isto será possível nas requintadas condições do hotel”, afirmou o responsável, adiantando que o “projeto final da nossa parte está tudo feito, falta agora as entidades e autoridades locais e nacionais fazer as validações”.
Para o presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, a “Bordallo Pinheiro ao longo dos seus 134 anos tem-se desenvolvido e tido uma importância fundamental na criação de riqueza, emprego e sobretudo, na afirmação das Caldas da Rainha pelo mundo”. Aproveitou para recordar que em 2009 o município procurou “dar um balão de oxigénio” à antiga fábrica, comprando parte do património para “ela se poder aguentar mais algum tempo”.
“Em boa hora o Grupo Visabeira assumiu a responsabilidade de assumir a fábrica Bordallo Pinheiro”, afirmou o autarca, acrescentando que o grupo empenhou-se na promoção e valorização do produto, o que “acabou por contribuir para desenvolvimento da fábrica e aumento da produção e de postos de trabalho”.
Relativamente à ampliação, o autarca esclareceu que foi preciso fazer uma “revisão pontual do PDM”, no sentido de alterar o ornamento da zona industrial, de forma que a fábrica pudesse ir para além da percentagem de ocupação do solo.
Já o secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, sublinhou que “depois dessa fase difícil, chegar aqui ao dia de hoje e ver que as coisas se aguentaram como ainda se ampliaram, é tudo aquilo que se pretende”.
Após as visitas às instalações da unidade fabril, o secretário de Estado e o presidente da Câmara receberam uma peça simbólica da Bordallo Pinheiro.
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