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Inauguração do Moinho das Boisias “fechou com chave de ouro” o feriado municipal

O centenário moinho das Boisias, em Alvorninha, que deixou de laborar há 15 anos, foi restaurado pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha em parceria com a Junta de Freguesia de Alvorninha, e inaugurado na passada terça-feira, durante as Festas da Cidade.

17-05-2018 | Mariana Martinho

Comitiva na inauguração do moinho das Boisias
[+] Fotos
Comitiva na inauguração do moinho das Boisias
Esta recuperação, que custou cerca de 15 mil euros, tem como objetivo dar a conhecer os processos usados na moagem, através de visitas guiadas a escolas, visitantes e turistas, tendo já uma visita marcada para o dia 16 de junho para um grupo de 60 pessoas.

Este moinho, que é único na região com uma torre toda em madeira, foi o momento escolhido para “fechar com chave de ouro” o feriado municipal. Trata-se de um exemplar centenário construído em madeira, que “estava num estado de degradação elevada” e que foi “todo ele descascado, retirado e reaproveitado o que era possível aproveitar”.
Com cerca de sete metros e meio de altura, o moinho conta com uma base de betão e oito pilares de madeira que sustentam a estrutura, e ainda duas mós, uma para o trigo e outra para o milho.
Além disso, possui três pisos, sendo que o mais alto é usado para girar as velas consoante o vento, o segundo é onde possui as mós e no primeiro ficam as tulhas para onde cai a farinha.
Apesar de ser propriedade privada, os proprietários aceitaram que autarquia o recuperasse, delegando as obras à junta de freguesia, que aproveitou para “embelezar a zona envolvente”, com a instalação de um parque de merendas.
Essa recuperação, segundo o filho dos proprietários, Carlos Barros, foi uma “longa jornada mas que através desta parceria que vai muito para além dos interesses, com uma visão estratégica no que diz respeito à recuperação do património”, e permitiu que “hoje tenhamos um exemplo de serviço público e cultural”.
Foram substituídos alguns pilares e praticamente todas as tábuas, exceto “um dos pilares que suporta o moinho na plenitude” que se manteve. Aliás, “mais de 60% foi reaproveitado, e só a parte do exterior e as cruzetas é que são novas”, referiu o filho dos proprietários.
O mecanismo instalado no piso superior foi reposto no seu lugar e também reaproveitado, bem como as oliveiras instaladas no primeiro piso.
Para o atual presidente da Junta de Freguesia de Alvorninha, José Henriques, “esta é uma peça que vai valorizar a região e criar o gosto por Alvorninha”. Aproveitou ainda a ocasião para recordar o ex-presidente da Junta, Avelino Custódio, que “sempre considerou o moinho de madeira das Boisias uma referência e um símbolo” e fez com que “houvesse interesse por parte da família e da autarquia para que chegássemos a este ponto que temos aqui hoje”.
Igualmente destacou que a “família dos proprietários sempre mostrou interesse de encontrar uma solução ou uma parceria, de modo a que tivéssemos o património recuperado, que é uma raridade nas condições em que está”.
José Henriques também agradeceu à autarquia pelo interesse que demonstrou em remodelar o moinho, tendo visto nele, um “potencial em termos pedagógicos”.
Apesar de não ser o único moinho de madeira no país, o autarca acredita que é seguramente o único com estas caraterísticas “a funcionar desta forma no país e até na Europa”.
Relativamente ao parque de merendas criado no espaço envolvente do moinho, o responsável disse que fazia todo sentido ter uma estrutura de apoio, com uma churrasqueira e mesas para “embelezar a paisagem”.
Depois de feita uma visita ao moinho, o presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, referiu que o processo de remodelação “não foi nada fácil”, visto que não havia interesse do ponto de vista particular no investimento num equipamento desta natureza, que já não tem a rentabilidade de outros tempos. Contudo, a autarquia tinha todo interesse do ponto de vista do património público, em que o moinho funcionasse”.
“Foi um trabalho difícil, que contou com a imaginação dos juristas para conseguir criar condições para que houvesse um investimento público no espaço privado e que houvesse aceitação por parte da família”, esclareceu o autarca. Esse acordo, que “ocorreu entre a família, o município e a Junta de Freguesia”, permitiu que se recuperasse o moinho.
Nesse sentido, a família assumiu o compromisso de disponibilizar o acesso do público ao moinho.
A autarquia quer usá-lo para dar a conhecer os processos usados na moagem, com visitas guiadas às escolas, cidadãos ou turistas para que “se conheça o que se passa ali dentro” do moinho. Essas visitas, que são organizadas pela Junta de Freguesia, estão programadas para as últimas sextas-feiras do mês e sábados a seguir.
Para o edil, “esta é uma forma de dar a conhecer como um equipamento destes funciona e ainda é um elemento de atratividade para a região”.
No final, houve oportunidade de provar pão com chouriço feito com a farinha moída no moinho.
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