Um homem de 51 anos, indiciado da prática do crime de violência doméstica, cometido sobre a sua ex-companheira, de 38 anos, vai ficar a aguardar o desenvolvimento do processo judicial com pulseira eletrónica e proibido de sair da sua habitação, e enquanto tal não acontecer fica em prisão preventiva.
O Ministério Público do Tribunal das Caldas da Rainha apresentou o detido a primeiro interrogatório judicial no dia 27 de fevereiro. O homem é suspeito de ter molestado física, verbal e psicologicamente a sua ex-companheira e mãe dos seus filhos, nas Caldas da Rainha, “perseguindo-a, insultando-a, ameaçando-a de morte, desferindo-lhe bofetadas, um murro e apertando-lhe o pescoço”.
As agressões terão sido cometidas a partir de 30 de setembro do ano passado, data em que o arguido saiu da prisão, após o cumprimento de pena pela prática de vários crimes, designadamente, de ofensa à integridade física, ameaça e injúria.
Em virtude de não aceitar o fim da sua relação com a vítima, terá praticado algumas agressões “mesmo depois de ter sido confrontado com intervenção policial e constituído arguido no inquérito e quando se encontrava embriagado”.
O Tribunal determinou que o arguido aguardasse o processo sujeito à medida de coação de obrigação de permanência na habitação, fiscalizado por meios eletrónicos de controlo à distância, para além da proibição de contactos com a vítima, ficando em prisão preventiva até à implementação da vigilância eletrónica.
A investigação é dirigida pelo Ministério Público das Caldas da Rainha, com a intervenção da PSP.