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Aniversário da fuga da cadeia do Forte de Peniche foi evocado

17-01-2012 |

Aniversário da fuga da cadeia do Forte de Peniche foi evocado
Aniversário da fuga da cadeia do Forte de Peniche foi evocado
No dia 3 de janeiro de 1960 teve lugar uma das fugas mais espetaculares, e historicamente relevantes, das prisões políticas do regime fascista de Oliveira Salazar. Nesse dia, nove dirigentes e militantes do Partido Comunista Português - Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Francisco Miguel, Guilherme de Carvalho, Pedro Soares, Carlos Costa, Jaime Serra, Rogério de Carvalho e José Carlos -, cumprindo penas por crimes delito de opinião, levaram a cabo uma ousada fuga da Cadeia do Forte de Peniche, cujo êxito abalou as fundações do próprio regime, afirmando este acontecimento como um marco maior na história da resistência antifascista ao Estado Novo em Portugal. Volvidos 52 anos sobre esta efeméride, o Município de Peniche evocou a memória deste significante facto histórico, precursor da revolução de abril de 1974. “Dentro da Fortaleza de Peniche, o Governo mandou construir um pavilhão de tipo penitenciário, especialmente seguro e resguardado, submetido a uma vigilância enorme. De tal maneira inspirava confiança que Álvaro Cunhal, até ali encarcerado na Penitenciaria, tanto para o isolarem dos outros presos como para evitarem qualquer possibilidade de fuga, foi posto nesse edifício”, recorda o historiador José Dias Coelho. Segundo descreve na obra “A Resistência em Portugal”, os detidos eram “coagidos a uma verdadeira vida de isolamento, cada um encerrado na sua cela, sem se poderem falar senão durante o recreio. Até as portas das celas são blindadas e fechadas por uns complicadíssimos ferrolhos automáticos. Aí foram colocados, além de Álvaro Cunhal, entre outros, alguns dos presos mais responsáveis e com mais longas penas a cumprir”. “Poderia parecer incrível que nas condições em que se encontravam aqueles homens, encerrados no interior de uma fortaleza amuralhada, cercados pela apertada rede de sentinelas da GNR no interior e no exterior, espiados constantemente pelos ferozes guardas prisionais, pensassem em fugir”, refere. O auxílio da direção do Partido Comunista, com a preparação dos aspetos exteriores - transportes, afastamento rápido e em segurança do local, estudo do itinerário, alojamentos, entre outros, foi fator imprescindível para a fuga. O seu êxito deve-se ainda a uma cuidadosa e disciplinada organização e coordenação do interior com o exterior. “O antifascismo do povo português, o seu apoio e admiração pelos que lutam contra a ditadura desempenharam um papel igualmente importante nesta fuga coletiva”, sustenta José Dias Coelho. A sentinela do terraço do 3º piso, de onde os presos fugiram, José Jorge Alves, foi o auxiliar preponderante dos evadidos, proporcionou-lhes a fuga e fugiu com eles. Um guarda prisional foi dominado e adormecido com um narcótico. Em silêncio, soltaram um pano de muralha com a altura de mais de um andar, desceram, por uma corda de lençóis, do cimo da Fortaleza ao fosso e deste treparam para o muro exterior, alcançando a rua. Alguns transeuntes observavam, paralisados de espanto, a estranha cena. Mas nem uma boca se abriu para avisar os guardas.        
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