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Opinião
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Saúde Mental

21-10-2009 |

Saúde Mental
Saúde Mental
O “João Pestana” chega cada vez mais tarde O que é isto de saúde mental? Já lá vão alguns anos em que as entidades de saúde descoravam por completo a vertente mental do ser humano, restringindo-se ao “tratamento” do lado físico. Hoje entende-se que para que haja realmente saúde na sua plena acepção, o indivíduo deve sentir-se capaz de realizar desejos, satisfazer necessidades e lidar com o meio ambiente estando equilibradas as componentes física, social e mental. Com o regresso ou ingresso nas aulas, põe-se a questão do sono das crianças, será que o seu filho tem uma noite de sono com qualidade? O sono é um processo fundamental na vida do ser humano embora nem sempre seja respeitado. As actividades crescentes das crianças e dos adolescentes, muitas vezes, impõem um padrão de sono irregular, insatisfatório e em ambientes e condições inadequadas, o que se reflecte nos diversos e crescentes distúrbios de comportamento decorrentes dos maus hábitos na hora de dormir. E é mesmo verdade que dormir faz crescer! A hormona do crescimento actua durante o sono. Sendo as fases da infância e adolescência os períodos de crescimento por excelência, é fundamental uma boa noite de sono reparador. Sendo o sono um ciclo, a privação de um sono de qualidade causa alterações que condicionam fortemente o dia-a-dia das crianças. “Só mais um bocadinho…” Dos 3 aos 6 anos, a vida social e familiar tornam-se cada vez mais apetecíveis, daí a relutância em ir para a cama. Os pais passam o dia fora e muitas vezes têm que entregar os filhos aos cuidados de alguém, e o único momento do dia em que pais e filhos podem conviver é à noite. Assim, as crianças recusam-se a deitar, pedem sempre mais cinco minutos, mais uma história, mais um beijinho, insistem em dormir na cama dos pais e estes, talvez pelo sentimento de culpa por estarem pouco tempo junto dos filhos, têm dificuldade na colocação de limites, agravando o problema. O ideal é que a rotina seja organizada de modo a que se estabeleçam sempre alguns momentos para que pais e filhos partilhem tempo de qualidade, já que a quantidade não é possível. É importante prevenir a hiperestimulação, evitando televisão, jogos de vídeo e brincadeiras excitantes antes de dormir, preferindo actividades relaxantes e avisando da aproximação do horário de dormir, para que tenham tempo de se preparar para esta fase da rotina diária. Quando a família passa por algum problema ou alteração da rotina, como o divórcio, conflitos permanentes ou até a chegada de um irmãozinho, a criança pode ter fantasias, pesadelos, que vêm à tona na altura de dormir. Os pesadelos fazem eclodir uma crise de ansiedade, acompanhada de aceleramento respiratório, por vezes a criança chega a gritar e a acordar muito assustada, a tal ponto que a perturbação a impede de voltar a adormecer. Nestes casos os pais devem conter as crianças, conversar, acarinhar, securizar, regular os hábitos de sono e prevenir as diversas hiperestimulações e o stress emocional. A falta de sono causa grande ansiedade tanto às crianças como aos pais, o que põe em causa a saúde mental de ambos. A falta de sono nocturno, especialmente na primeira infância (0-3 anos), pode afectar o desempenho da criança na escola mesmo que esses padrões de sono se normalizem mais tarde. No dia seguinte, aos pais, espera-lhes um dia de trabalho cansativo e é difícil manter o rendimento depois de uma noite mal dormida. A falta de sono nem sempre causa sonolência durante o dia, podendo apresentar um conjunto de sintomas muito enganador, como hiperactividade, dificuldade de relacionamento, irritabilidade e agressividade. Uma criança que dorme durante toda a noite é, quase sempre, garantia de bom humor e energia na manhã seguinte. Para crianças e adolescentes terem uma boa noite de sono, precisam de criar rotinas, dormindo e acordando sempre à mesma hora. É recomendado que as crianças dos 3 aos 6 anos durmam entre 11 a 13h/noite e que a partir da entrada na escola durmam entre 10 a 11h. O quarto deve ser confortável, acolhedor, escuro e não muito quente, para ajudar a acalmar e entrar no sono em paz. Não devem adormecer com fome mas também não é favorável uma grande refeição antes da hora de deitar. Pesquisas actuais comprovam que maus hábitos de sono, práticas educacionais demasiado flexíveis e a presença de material electrónico no quarto do adolescente estão relacionados com menor capacidade de atenção e, consequentemente, pior desempenho escolar. Na adolescência inverte-se o relógio, criam-se hábitos noctívagos, dormir de dia e passar a noite nos jogos, na Internet, ao telefone, vendo filmes, à espera que o sono chegue, mas este tarda em chegar devido à hiperestimulação a que estão sujeitos, ou até mesmo pelo consumo de algumas substâncias estimulantes como a cafeína. Televisão, computador, jogos de vídeo e telemóvel no quarto relacionam-se directamente com maus hábitos de sono e pior desempenho escolar. Sinais e sintomas de noites mal dormidas: Muitas vezes os pais pensam que os filhos estão a dormir mas não estão. Devemos estar atentos aos sinais exibidos durante o dia: • Sonolência excessiva durante o dia. • Recusa em ir dormir ou em ir sozinho para a cama. • Agitação psicomotora. • Dificuldade em manter a atenção e concentração. • Impulsividade. • Problemas de memória. • Agressividade face aos colegas e à família. • Alterações do humor. ?• Ansiedade (derivada de medos, fobias, problemas emocionais). • Problemas de aprendizagem. Higiene do sono – como fazer? - Estabelecer horários regulares para dormir e despertar; - Evitar actividades que estimulem a vigília após o jantar como Internet, jogos, televisão, telemóvel e discussões; - Estabelecer uma rotina de relaxamento associada à hora de deitar como um banho morno, um copo de leite, contar/ler uma história, uma canção; - Exercício físico pode ajudar o sono desde que não seja vigoroso e muito próximo da hora de dormir; - Retirar a televisão, os jogos e o computador do quarto. - Uma sesta após uma manhã inteira de aulas pode ajudar a consolidar a memória; - Não usar cafeína (café, chá, alguns refrigerantes); - Se for necessário, deixar acesa uma luz de presença. Sara Carvalho Malhoa Psicóloga Clínica
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