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Jogo de futsal entre reclusos, empresários e autarcas a pensar na reintegração profissional

A possibilidade de reintegração profissional após cumpridas as penas de prisão, foi a mensagem levada por um grupo de empresários e autarcas aos reclusos do estabelecimento prisional das Caldas da Rainha, no passado dia 25. Um jogo de futsal foi o pretexto para se falar do assunto.

02-12-2014 | Francisco Gomes

Jogo foi bem disputado
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Jogo foi bem disputado
Tal como se falha um golo mas se pode marcar noutra jogada, também na vida pode haver uma segunda oportunidade. Foi para mostrar que as portas não estão fechadas a um novo rumo, que empresários e autarcas se deslocaram à cadeia das Caldas da Rainha e através de um jogo de futsal passaram essa mensagem.
Para a diretora do estabelecimento prisional, Joana Patuleia, a iniciativa permitiu, em primeiro lugar, “intervir na promoção de estilos de vida saudáveis e de competências que a prática desportiva também dá, ao nível do comportamento, interajuda, espírito de equipa e disciplina”.
Por outro lado, a ligação ao meio exterior é “uma ponte para a inserção laboral”, junto de empregadores locais, e “para os próprios empresários terem uma noção diferente das pessoas que aqui estão a cumprir pena de prisão”.
Os reclusos, ao longo do cumprimento da pena, têm acesso não só em termos profissionais, a estarem ocupados laboralmente, mas também podem adquirir outras competências ao nível da escolaridade, com o 2º, 3º ciclo, ensino secundário e formação profissional, que tornará mais fácil a integração na sociedade. As casas de regime aberto e de saída, junto à cadeia, têm parcerias com a Câmara e Centro Hospitalar para a reinserção social das pessoas que ali estão alojadas.
Olhar para o potencial que pode ser aproveitado dos reclusos foi um dos objetivos do evento. “Muitas das pessoas que foram convidadas tiveram algumas reticências de início, mas estão a aperceber-se desta realidade, que é diferente, e que pode ser o princípio de uma boa jogada”, comentou João Carlos, que organizou a partida.
Pretende-se combater o preconceito de empregar um ex-recluso. “Esse é o grande problema, porque muitos acabam por não ter as possibilidades de retomar a sua vida ativa normal e as dificuldades levam nalguns momentos a prevaricar novamente, mas têm direito a uma segunda oportunidade e oxalá as saibam aproveitar”, manifestou Vítor Marques, empresário e presidente da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório.
Os reclusos, que venceram o jogo com muitos golos de diferença, admitem que a ação os deixou a pensar em novos horizontes. “Deixa pensar um bocado na perspetiva de chegarmos lá fora e termos alguém que nos dê a mão e eventualmente arranjarem trabalho”, afirmou Flávio Santos, recluso.
A possibilidade de reintegração profissional foi levada ao estabelecimento prisional das Caldas da Rainha num encontro de futsal que juntou empresários, autarcas e reclusos, e que culminou com um lanche convívio.
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