Instituto Histórico e Geográfico de Caldas da Rainha
Creio que está mais do que na hora de Caldas da Rainha possuir uma instituição que recolha, trate e preserve, todo o acervo histórico e geográfico que está na mão de particulares, para o bem comum e a salvaguarda da memória caldense.
31-01-2018 |
Rui Calisto
Os organismos existentes (que, no geral, os habitantes desta cidade desconhecem) e que deveriam realizar esse objetivo, não passam de meros depósitos de vaidades, onde desfilam meia dúzia de seres arrogantes a ostentar títulos sem sabor e sem peso cultural. A fundação de um estabelecimento como o “Instituto Histórico e Geográfico de Caldas da Rainha”, tendo nos seus quadros jovens formados em história e geografia, seria uma mais-valia para um concelho que pouco possui para mostrar aos visitantes, no que trata à sua verdadeira condição de burgo com mais de quinhentos anos de biografia. Essa entidade deve, inclusive, fomentar a pesquisa, além de incentivar os núcleos familiares a doar-lhe acervos (fotografias, epistologia, literatura e demais documentos relevantes, que descrevam, cada um a seu modo, a história pessoal e familiar de cada caldense, assim, construindo e preservando a memória de sua própria família e de sua região). Dentro do seu organograma, deviam ser criadas duas comissões, a de história e a de geografia, preparadas para acolher e tratar as respetivas memórias, em todos os formatos possíveis. Um dos passos importantes e seguintes, naturalmente, seria o da publicação de acervos, revelando, para o país e para o mundo, todos os conteúdos locais. Essa publicação deveria ser feita em dois formatos: o digital, através de um sítio criado para esse fim e, claro, em papel (creio que em volumes semestrais), organizados de modo imparcial, simples e sem ostentação. Deveria, essa instituição, abraçar também outras causas, como a de organizar um concurso literário anual, que premiaria a melhor monografia sobre a “História das Caldas da Rainha”, tanto a antiga quanto a contemporânea, fixando, assim, para a posteridade, todo um rol de documentos vivos, e necessários, para a construção da personalidade local. O “Instituto Histórico e Geográfico de Caldas da Rainha”, recolhendo e publicando documentos valiosos para a história e a geografia do seu concelho estará, certamente, incentivando os caldenses a valorizar o seu próprio património. E, num “efeito dominó”, incentivando o ensino e o amplo estudo sobre a região e os seus naturais. Como está tudo por fazer, no que trata à investigação e à recolha de toda a memória histórica e geográfica de Caldas da Rainha, creio que o bom senso indica-nos que devemos recrutar apoio, também, da Academia das Ciências de Lisboa, da Universidade de Lisboa, da Torre do Tombo e da Fundação Calouste Gulbenkian, para se conseguir efetuar um trabalho coordenado e que venha, num curto espaço de trinta anos, recuperar uma história com mais de quinhentos anos. Os fundadores de tão indispensável instituição devem ser oriundos de todos os quadrantes sociais caldenses, contendo, inclusive, um elemento representativo de cada partido político local. Importante: Os habituais parasitas da sociedade (os que gostam de muito destaque e de pouco trabalho) devem ser mantidos longe, pois a sua presença em tão nobre instituição pode afetar o seu bom funcionamento.
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