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Óbidos
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Entrevista a Carlos Pinto Machado, candidato do CDS-PP à Câmara de Óbidos

“Humberto Marques está a “vender-nos” a mentira descarada de que está tudo bem com a saúde financeira do município de Óbidos”

Carlos Pinto Machado recandidata-se à Câmara de Óbidos pelo CDS-PP. Fundador e atual presidente da concelhia do CDS-PP em Óbidos, foi candidato em 2013, duplicando a votação obtida em 2009.

13-09-2017 | Marlene Sousa

Carlos Pinto Machado diz que a sua candidatura tem um projeto viável para o concelho de Óbidos
Carlos Pinto Machado diz que a sua candidatura tem um projeto viável para o concelho de Óbidos
Volta à corrida em 2017 para “vencer”. Uma vez presidente da Câmara abdicará dum chefe de gabinete e contratará um médico municipal, que fará a “sua ronda semanal pelas aldeias para apoiar a população no que toca a receituário e resolução de situações clinicas corriqueiras, canalizando as outras para o SNS”.

JORNAL DAS CALDAS: Carlos Pinto Machado recandidata-se à Câmara de Óbidos nas eleições autárquicas de 2017. Porque é que decidiu aceitar este desafio novamente?
Carlos Pinto Machado - A Comissão Politica da estrutura concelhia do CDS PP em Óbidos entendeu por bem propor a minha recandidatura e eu aceitei. Encaro isso com naturalidade, pois tenho sido o rosto do CDS no concelho de Óbidos à mais de uma dezena de anos. Tenho protagonizado uma critica construtiva e tenho apresentado propostas assertivas sobre os problemas do concelho e da sua população. Diria mesmo que sou o único que se opõe de forma frontal e objetiva a este executivo incompetente que é liderado pelo atual presidente da Câmara.

J.C.: Nas eleições autárquicas de 2013 O CDS/PP aumentou o seu número de votos em relação às de 2009, de 109 para 194 (de 1,8% para 3,3%), mas nem assim conseguiu eleger um deputado na Assembleia Municipal. O que acha que vai acontecer a 1 de outubro de 2017?
C.P.M. - Estamos na corrida para vencer, conscientes de que não existem vitórias, nem derrotas antecipadas. Os resultados só se sabem quando as urnas forem abertas. Vivemos numa democracia e é o “Povo é quem mais ordena “para azar de alguns que no concelho de Óbidos pensaram que eram os “donos disto tudo”, atuando com arrogância e falta de humildade, subestimando o poder da população como é o caso deste executivo municipal do PSD.
As nossas espectativas são elevadas, o que nos levará a acreditar que deveremos ser eleitos para os órgãos de decisão do concelho (Câmara Municipal), da Assembleia Municipal e para as Assembleias de freguesia a que nos propomos, que são a freguesia da Amoreira e de Santa Maria/ S. Pedro / Sobral da Lagoa.
Decidimos não apresentar listas nas freguesias onde existissem movimentos independentes. Recomendamos assim o voto em todos os movimentos independentes que surgiram a disputar as freguesias, respetivamente do Vau, do Olho Marinho, da Usseira e A-dos -Negros e Gaeiras.

J.C.: - Não concorda com o rumo que o concelho está a levar com a gestão social-democrata?

C.P.M. - Obviamente que não concordo, se concordasse não seria capaz de estar aqui na qualidade de candidato, trata-se de uma questão de coerência.
Diria que a gestão do PSD em Óbidos é desastrosa para com o município (é percetível na trapalhada que é a gestão financeira e noutras coisas) e para com a sua população, que na maioria não tem a qualidade de vida que merecia e que seria possível proporcionar-lhe. As prioridades de desenvolvimento do concelho têm ficado esquecidas, por opções erradas e por uma gestão incapaz. As evidências estão à vista de todos, os conflitos de interesses também, o “ataque” aos investidores criando-lhes obstáculos aos investimentos, entre muitas outras coisas. É preciso frisar que a principal oposição que é o PS que ocupa lugares na vereação e na assembleia municipal, tem sido cúmplice, tem-se deixado seduzir, alguns mesmo não resistem ao “assédio” e mudam-se na busca de um mero “tacho”. É uma vergonha, dá mesmo para elaborar uma lista dos “vendidos” e a lista seria extensa o que é triste. Assim nunca se vai credibilizar a política com os protagonistas que referi e depois admiram-se que a abstenção atinge números nunca vistos.

J.C.: Tem sido um acérrimo crítico à gestão financeira do executivo municipal do PSD. Porquê?
C.P.M. - Em primeira mão, não nos podemos esquecer de que Humberto Marques foi desde os mandatos de Telmo Faria o vereador responsável pelo pelouro financeiro. O mesmo que literalmente enterrou financeiramente o município, não havendo maneira mais objetiva para definir o desastre que tem sido a gestão financeira da responsabilidade do executivo laranja. Como todos sabem o Município de Óbidos, fruto da má gestão e da irresponsabilidade de Humberto Marques (há cerca de quatro anos) teve de ser resgatado financeiramente, porque já não tinha capacidade para pagar a fornecedores. Teve recorrer ao PAEL (Programa de Apoio à Economia Local), situação esta que deixou o município de Óbidos hipotecado até 2026.
Importa também realçar que em todos os anos deste mandato autárquico de Humberto Marques registaram-se resultados negativos, segundo os dados divulgados pela própria Câmara.
Constata-se que no ano de 2016 se registou novamente prejuízo. O resultado líquido negativo da Câmara Municipal, no ano de 2016, ultrapassou 1.500.000,00 €. Reputo de forma veemente este agravamento, na medida em que quase duplicou o prejuízo registado no ano anterior que se cifrava já em cerca de 800.000,00 €.
Agravaram-se também de forma negativa os resultados operacionais, os resultados financeiros e os resultados correntes.
Diria que, tecnicamente se se tivessem incorporado todas as imparidades e constituídas provisões adequadas para os riscos de condenações judiciais, relativas aos inúmeros processos judiciais em curso, o resultado seria ainda muito pior!
A trapalhada financeira é tal que existe também uma dívida de cerca de 1.600.000 €, reclamada pelas Águas do Oeste. Esta divida é relativa a faturas que alegadamente não constam na contabilidade do município e que ao que parece dependem de decisão de processos judiciais. Ora, se as mesmas faturas fossem registadas na contabilidade do município, muito provavelmente teríamos um prejuízo em dobro do apresentado neste último ano.
Neste sentido, diria que a situação financeira é mais grave do que aquilo que Humberto Marques quer aflitivamente dar a entender que é, tentando a todo custo “vender-nos” a mentira descarada de que está tudo bem com a saúde financeira do município de Óbidos.

J.C.: Qual a sua estratégia para o desenvolvimento do concelho?
C.P.M. - Em primeiro lugar é preciso ter consciência de que a larga maioria da população do concelho de Óbidos é idosa, está financeiramente empobrecida e a maioria são pessoas doentes. Os jovens saem do concelho na busca de emprego e de uma vida melhor, a maioria emigra e deixa para trás pais e avós.
Prometo ao eleitorado soluções integradas para os seus problemas, esperança no futuro para os mais jovens.
Diria que as mais importantes, assentam em três vetores distintos, como soluções para os mais jovens de proteção Social e para o desenvolvimento e emprego. Para tal procederei à disponibilização de habitações para arrendamento Jovem.
Promoverei a criação de uma Escola de Artes & Ofícios para formar profissionais e dotá-los de competências para poderem exercer uma profissão. Promoverei apoios à natalidade de forma explicita e continuada (não basta a atribuição de um mero cabaz quando o bebé nasce.).
Promoverei apoios ao pré escolar, nomeadamente infantários em regime de parceria com privados ou mesmo criação de infantários municipais nas antigas instalações das escolas, bem como a atribuição de livros escolares gratuitos até ao ensino básico.
Criação de um programa “Simplex Municipal”, para a captação de investimento sustentável, por forma a criar postos de trabalho para os jovens e para os inúmeros desempregados do nosso concelho;
Avançaremos para a revisão e alterações ao PDM, tendo em vista a criação de mais Parques Industriais (p/ captação de investimento e criação de postos de trabalho), para podermos concessionar à iniciativa privada a construção de um Hospital Termal nas Gaeiras (criará também mais emprego) pelo que será aberto um concurso internacional para efeito, bem como a possibilidade com argumentos defensáveis, da construção de um novo Hospital Distrital também nas Gaeiras (este em particular cuja decisão não depende do Município depende do Governo).
Procederemos à dinamização do Parque Tecnológico, fazendo parcerias com Universidades nacionais ou internacionais, tornando aliciante para as empresas da área tecnológica poderem adquirir lotes a preço simbólico e poderem lá instalar as suas empresas, tendo como contrapartida contratual a criação de um número mínimo de postos de trabalho duradouros.
A par com o que referi, impõe-se o saneamento financeiro do concelho, acabando de vez com a trapalhada que se instalou na gestão financeira.

J.C.: Qual o projeto que tem para os mais desfavorecidos, ou seja, como pode melhorar a qualidade de vida dos desses munícipes?
C.P.M. - Colocarei o Município de Óbidos como parceiro privilegiado das principais entidades que se dedicam ao apoio social (IPSS e outras) no concelho. Não consigo dormir descansado enquanto houver um Obidense a passar mal. Não sou como Humberto Marques, que finge não ver o que se passa no concelho e ainda se dá ao luxo de desperdiçar milhares de euros em festarolas e fogo de artificio para se promover eleitoralmente, enquanto o concelho tem gente a passar mal, sem luz elétrica em casa, com dificuldades para se alimentar e sem capacidade de comprar os medicamentos de que necessita para viver.
Abdicarei dum chefe de gabinete e contratarei um médico municipal, que fará a sua ronda semanal pelas aldeias para apoiar a população no que toca a receituário e resolução de situações clinicas corriqueiras, canalizando as outras para o SNS. Não quero ouvir ninguém dizer que é doente crónico e que não tem receita para aviar os medicamentos de que precisa para viver.

J.C.: Óbidos tem-se afirmado nos últimos anos com a realização de diversos eventos e iniciativas com bastante projeção. Estes eventos são sustentáveis? E podem sê-lo no futuro?
C.P.M. - Repito aquilo que já tenho dito a vários jornalistas. Não sou , nem nunca fui contra os eventos, muito pelo contrário, estes poderão ser uma importante fonte de receita e de promoção para o Município e têm um papel de apoio social às nossas coletividades locais, o que é muitíssimo positivo, como acontece com o “Mercado Medieval”.
Sou de opinião de que os eventos devem continuar, que devem ser dinâmicos e inovadores. Os eventos devem ser reformulados para se tornarem interessantes para o público.

J.C.: Quais são os principais problemas de Óbidos que gostava de ver resolvidos?
C.P.M. - Tudo o que referi são problemas que existem e que este executivo municipal teima em não ver. Tenho soluções para os começar a resolver, mas preciso do apoio de todos para protagonizar uma mudança positiva para o nosso concelho.

J.C.: O que é que defende para as aldeias e freguesias do concelho?
C.P.M. - Acima de tudo mais respeito pelas pessoas que lá vivem. As aldeias estão ao abandono e só se lembram delas quando há eleições, o que é triste. O pouco investimento que este executivo tem feito, obedece a interesses meramente eleitoralistas. As coletividades que não são conotadas com o partido do poder (PSD) não são apoiadas, por pura discriminação com é o caso do Vau.

J.C.: Quais os pontos mais relevantes que diferenciam a sua candidatura das outras? Como vê os seus adversários?
C.P.M. - A nossa candidatura é acima de tudo uma candidatura que tem um projeto viável para o concelho de Óbidos e é conhecedora dos verdadeiros problemas da população e tem soluções para os mesmos. O que nos diferencia dos outros candidatos, além dos já mencionados, são os princípios e valores que norteiam a nossa maneira de estar na vida. Estamos na politica para servir, não andamos à procura de emprego politico como alguns andam, a avaliar pela forma como saltitam de partido, para partido, como é o caso do PSD, PS e BE. Nada mais tenho a acrescentar.

Marlene Sousa
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