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Caldas / Sociedade, Caldas da Rainha
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Grupo Visabeira assina contrato para transformar Pavilhões do Parque em hotel

Os Pavilhões do Parque D.Carlos I e o antigo casino, que foram projetados nos finais do século XIX por Rodrigo Berquó para fazer da cidade uma verdadeira estância termal, terão de ser reabilitados e transformados num hotel de cinco estrelas, e abrir as portas ao público até ao final de 2020. Foi definido um prazo de um ano para apresentação do projeto, após o qual haverá 180 dias para iniciar a construção do hotel, de acordo com o contrato de concessão do direito de exploração dos imóveis centenários assinado na passada sexta-feira entre o município e o Grupo Visabeira, que se propôs investir 15 milhões de euros na construção.

13-09-2017 | Mariana Martinho

Cerimónia de assinatura do contrato entre a autarquia e o Grupo Visabeira
Cerimónia de assinatura do contrato entre a autarquia e o Grupo Visabeira
Após a realização do concurso público internacional para que os investidores apresentassem propostas para a requalificação dos Pavilhões do Parque D. Carlos I, que se encontra em risco de ruína, o grupo Visabeira foi a única empresa a concorrer à exploração daquele património centenário, propondo investir 15 milhões de euros na construção de um hotel de cinco estrelas.
O contrato de concessão do direito de exploração dos edifícios foi assinado entre a autarquia e a Empreendimentos Turísticos Monte Belo, sociedade do Grupo Visabeira, numa cerimónia onde foi determinado que o projeto para a requalificação e reabilitação do imóvel deverá ser entregue no prazo de um ano e que, após a aprovação do mesmo pela Câmara Municipal e pela Direção Geral do Património Cultural, a obra deverá de arrancar num prazo de 180 dias.
O futuro projeto hoteleiro, de acordo com o anteprojeto, terá uma área total de intervenção de construção de cerca de 19 000 m2 e uma capacidade de 105 quartos, sendo colocado como limite de abertura ao público o dia 2 de dezembro de 2020, prazo que José Luis Nogueira, administrador da empresa do Grupo Visabeira, se comprometeu a “tudo fazer para que seja cumprido”.
A ideia da Visabeira que vai ser agora desenvolvida é replicar o modelo do Montebelo Vista Alegre em Ílhavo, tendo como base “um conceito de ligação da indústria hoteleira à indústria de faiança”, sendo a “chave do projeto”. Explicou também que “apostar na construção de um projeto inovador que liga estas duas vertentes, a indústria e o turismo tem dado frutos na nossa primeira experiência inovadora a nível mundial de associar a cerâmica à hotelaria e que “queremos transpor aqui para as Caldas”.
O objetivo desta ligação à fábrica e o respetivo museu pretende facultar a oportunidade ao turista de integrar programas de formação de desenho ou pintura ou simplesmente aproveitar para conhecer em mais detalhe a obra do Mestre Bordalo. Ou seja, colocar os hóspedes “a mexer na massa e a fazer as suas peças”.
Para além da experiência do turista, o hotel será também um centro de criação, providenciando o alojamento de “artistas e designers internacionais, em mais uma atividade e centro de interesse para atrair turistas”. O projeto comtemplará ainda “uma ligação ao Museu da Cerâmica e ao Museu Malhoa” apostando na vertente cultural aliada à oferta hoteleira”.
Após a cerimónia, o administrador da empresa confirmou que a unidade hoteleira, cuja entrada poderá ser feita pelo edifício do Céu de Vidro, não porá em causa a realização de eventos como a Feira dos Frutos no Parque D. Carlos I. Aliás, o responsável afirmou que “o importante é que as coisas sejam articuladas, porque é importante criar animação para a cidade atrair pessoas e é importante criar as condições para que as pessoas quando cá estão se sintam satisfeitas”.
Já Tinta Ferreira, presidente da Câmara Municipal, sublinhou que assinatura deste contrato “é de extrema importância”, pois o “município e os caldenses foram assistindo impotentes ao longo dos anos à degradação do seu principal património termal, que não foi cuidado adequadamente”. Além disso, significa um “salto qualitativo do ponto de vista económico, cultural e patrimonial da cidade”, bem como a “possibilidade de salvar os pavilhões da sua ruína”, e assim tornarem-se “uma referência de qualidade na hotelaria e um elemento de atratividade decisivo para economia da cidade”
O autarca também recordou que desde o início foi intenção da autarquia “procurar dentro de um concurso internacional um grupo que pudesse ter interesse na possibilidade de transformar estes edifícios num hotel de qualidade”, sublinhando que “estou certo que será uma unidade hoteleira de referência nacional, com impacto internacional”.
O período de concessão daquele espaço é de 48 anos, e o investidor deverá pagar à autarquia uma renda mensal de 3.500 euros. O contrato permite ainda “um desconto mínimo de 5% nos serviços e atividades que foram desenvolvidas” para os residentes no município.

Mariana Martinho
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