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Caldas / Sociedade
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Formador da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste aposta no sucesso dos alunos

“A formação é prioritária para criar sensações agradáveis na cozinha. O meu trabalho incide no sucesso dos alunos. É para mim mais concretizante ver um ex-aluno ser um grande chef do que eu próprio”, manifesta Luís Tarenta, formador-coordenador da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, nas Caldas da Rainha.

28-07-2020 | Francisco Gomes

Chef Luís Tarenta
Chef Luís Tarenta
“Costumo dizer que nasci entre os tachos. Os meus pais tinham uma casa de pasto e cresci neste meio”, conta o chef, de 43 anos,
O pai era cozinheiro dos navios da pesca do bacalhau e foi quem lhe transmitiu a paixão pela arte e fê-lo descobrir a sua vocação. “Ainda hoje é ele quem cozinha em casa”, sublinha.
Natural da aldeia de Seixo de Mira, no distrito de Coimbra, desde os onze anos passou a ajudar a família e até deixou de estudar um ano para trabalhar em cozinha. Acabou o 12º no ensino noturno e aos 18 anos foi tirar a licenciatura em engenharia alimentar.
Não chegou na ocasião a concluir o curso, porque ao mesmo tempo que trabalhava em hotéis e restaurantes optou por, aos 21 anos, fazer o curso de cozinha e pastelaria na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra durante três anos. No final foi convidado a fazer parte da equipa de formação, depois de ter estagiado no Hotel Le Meredien Penina em Portimão, Casino da Póvoa de Varzim, Hotel Quinta das Lágrimas em Coimbra e ainda em Paris no restaurante Les Beauvilliers, com estrela Michelin.
Mais tarde concluiu a licenciatura, trabalhando em paralelo em unidades hoteleiras e empresas de catering.
Embora não abdicando de mostrar a sua gastronomia em espaços de restauração, prestando também consultorias na área de cozinha, desde 2013 a sua principal atividade é ser formador-coordenador da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste e está a concluir um mestrado sobre alimentação na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Diz que a cozinha “é uma arte que não conhece monotonia” e, apesar de ser um defensor dos sabores tradicionais portugueses, não esconde a necessidade “de misturar técnicas, confeções e produtos de todos os tipos de cozinha”.
Em 2014 foi finalista do concurso nacional “Chefe Cozinheiro do Ano”.
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