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Escolhas do Editor, Caldas / Economia, Caldas da Rainha
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Feira Nacional de Hortofruticultura 2017 atraiu 30 mil visitantes nos três primeiros dias

Começou na passada sexta-feira, mais uma edição de uma das mais concorridas feiras de hortofrutícolas entre os anos 70 e 90, no centenário Parque D.Carlos I, nas Caldas da Rainha, prolongando-se até ao próximo domingo.

23-08-2017 | Mariana Martinho

A cerimónia inaugural começou logo à entrada do Céu de Vidro, com uma exposição
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A cerimónia inaugural começou logo à entrada do Céu de Vidro, com uma exposição
Mas, só nos primeiros três dias, a 29º edição da “Frutos - Feira Nacional de Hortofruticultura 2017”, atraiu trinta mil visitantes à “ festa da fruta”, que conta a participação de 200 expositores, ligados aos frutos, doçaria tradicional, licores, máquinas agrícolas e turismo, e ainda conta com um “vasto cartaz de animação”. 
Logo à entrada, no Céu de Vidro, a inauguração do certame deu a conhecer à comitiva uma parte da história etnográfica do concelho, com um conjunto de fotografias dos ranchos da Fanadia, Nadadouro, Ramalhosa, Alvorninha e Coto, do fotógrafo Carlos Barroso. Contando com a presença da diretora Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, Elisabete Jardim e de outros autarcas da região, a comitiva passou por todos os stands, cumprimentando os representantes e provando as frutas e vinhos.
Feita a ronda, que viria a demorar mais de três horas para dar a volta aos duzentos expositores, a comitiva concentrou-se na tenda institucional para falar com a imprensa local.
O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, enalteceu mais uma vez o certame que na sua opinião “não fica atrás da edição anterior, mas com bastantes novidades e iniciativas diferentes”, como a possibilidade dos visitantes poderem comprar a fruta e legumes, e só levantá-los antes de irem embora, bem como a alteração do layout da feira, em que as pessoas têm de entrar pelo stand institucional.
O autarca destacou ainda a organização do certame, estando este ano a feira separada por setores. Além disso, sublinhou que “o espaço de exposição aumentou significativamente, mais do dobro relativamente ao ano passado”.
Reconhece também a importância das sessões temáticas, que “são fundamentais para os produtores melhorarem os seus produtos e com isso, melhorar a sua exportação, de modo atingir novos mercados”. Ainda alertou para a presença de outras regiões e países no espaço institucional, fazendo o autarca “recordar as feiras antigas do parque, que tinha a presença da Madeira e dos Açores”.
Para Tinta Ferreira, o “objetivo é criar feiras ao nível das primeiras, que tiveram uma grande pujança, mas mais modernas e adaptadas aos novos dias”.
A diretora Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, Elisabete Jardim, que chegou a visitar as antigas feiras dos frutos no Parque e que também marcou presença na inauguração do ano passado, afirmou que “ esta edição está melhor e bem mais organizada relativamente à anterior, com os espaços mais bem conjugados”. Aliás, referiu que “apesar de ser uma feira denominada frutos, achei muito interessante o facto de ter outros setores a completar o espaço”.
Relativamente à barragem de Alvorninha, “ desde sempre esteve considerada como uma das nossas prioridades”, a diretora anunciou que “foi possível criar uma medida específica para completar a candidatura, que a direção regional está a preparar e que será submetida até ao final do mês de setembro”. Neste momento, a responsável explicou que estão a ser feitos os estudos para determinar as obras necessárias para a barragem, e “só depois será determinado o preço da obra”, que atualmente tem um orçamento de 300 mil euros.
Aproveitou igualmente a iniciativa para esclarecer que “não é verdade que retirámos serviços às Caldas da Rainha. Apenas reorganizámos os serviços”.

Doze ceramistas, doze projetos na Casa dos Barcos
A cerimónia terminou com uma visita da comitiva ao espaço cerâmica, na Casa dos Barcos. Neste espaço dedicado à cerâmica, que junta doze ceramistas locais - Ana Maria Sobral, Carlos Enxuto, Catarina Nunes, Cláudia Canas, Elsa Rebelo, Francisco Resende Correia, Joel Pereira, Laboratório d’Estórias, Mariana Sampaio, Rita Frutuoso, Umbelina Barros e Vítor Agostinho, e os seus doze projetos mais “recentes e emblemáticos” num só espaço, permitiu à comitiva “ver a força que a cerâmica caldense tem”, explicou a professora e diretora executiva da MOLDA, Carla Cardoso.
Inserida no programa MOLDA, esta mostra intitulada “Cerâmica Contemporânea das Caldas da Rainha, doze ceramistas, doze projetos”, procura mais uma vez reafirmar o compromisso do programa, que assenta na candidatura da cidade a título de Cidade Criativa reconhecido pela UNESCO.
O espaço conta ainda com peças da coleção de Design Cerâmico Internacional das Caldas da Rainha, detida pela Câmara Municipal e pelo Instituto Politécnico de Leiria.

Sessões temáticas, frutas, e tascas com comes e bebes
Mas nem só de cerâmica vive o evento. Há também um espaço ligado à fruta e legumes, e alguns dos seus derivados, como doces e compotas.
Pelo recinto também há outros espaços dedicados ao artesanato, venda de produtos biológicos, nutrição e bem-estar, maquinaria, e muita gastronomia do concelho.
Encontra-se ainda um espaço dedicado às famílias com crianças, com baby sitting, insufláveis, pinturas faciais e uma quinta pedagógica, e ainda uma área reservada a demonstrações ao vivo de cozinha com chefes nacionais, e restaurantes e bares.
Dentro das novidades, está o Espaço Entrega de Compras, que logo no primeiro dia foi aproveitado pelos visitantes. Este serviço permitiu a quem visita-se a FRUTOS durante o fim de semana, especialmente à noite, ter a possibilidade de comprar a fruta e os legumes, diretamente aos produtores locais e recolhê-la apenas no momento de saída, após os concertos.
Para o casal, Joana Andrade e Afonso Dias “ esta novidade facilitou-nos muito a vida, assim pude assistir ao concerto todo sem ter a preocupação de andar com um saco de compras”. Já na ótica dos comerciantes, “não sentem que tem ajudado mas é de louvar a iniciativa”.
Tal como no ano passado, o certame promove um conjunto de sessões temáticas com uma série de entidades para falar sobre o setor, tendo as primeiras abordado a segurança no trabalho, agricultura biológica, entre outras.
Este ano, os visitantes tem oportunidade de assistir ao videomapping, durante todos os dias em sítios diferentes do recinto. ?Durante o evento a organização disponibiliza também um autocarro, após os concertos, para levar as pessoas às festas que existem nas freguesias.

Lançamento do Pastel “Bordallo”
Além das conhecidas Cavacas das Caldas, os beijinhos, as deliciosas trouxas de ovos bem como as lampreias de ovos, agora também juntou-se à riqueza da doçaria do concelho das Caldas da Rainha o pastel típico “Bordallo”. Apresentado oficialmente no passado sábado à tarde, na Frutos, o doce contou com a presença de várias entidades, entre as quais o próprio Rafael Bordallo Pinheiro (José Ramalho).
Este que é diferente dos restantes, com um “formato especial- quadrado” é uma ideia da ACCCRO, que acredita que poderá ficar enraizado na história na nossa cidade, de forma a promover sinergias entre o design e a doçaria. Conta com o envolvimento da autarquia, através do Centro de Promoção e Divulgação de Produtos Regionais e a Associação Nacional de Municípios e de Produtos para a Valorização e Qualificação dos Produtos Regionais (QUALIFICA), que vai garantir a responsabilidade da certificação do pastel, bem como a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO).
A apresentação contou com a participação de Isabel Castanheira, escritora especialista na obra de Rafael Bordallo Pinheiro, que criou uma história para o doce. Seguiram-se várias intervenções onde foi explicado as várias fases do projeto, desde a sua génese, passando pelo produto/receita, pelo design, em que Maria João Botas foi a vencedora do concurso de Design para a embalagem, bem como o marketing e a intervenção do município no processo.
A ACCCRO adiantou também que já foi contactada por uma grande empresa de referência a nível nacional/internacional, com interesse em estabelecer uma parceria para promoção/comercialização do pastel nos seus canais de distribuição.
Paulo Agostinho, presidente da ACCCRO, sublinhou que “criámos um novo elemento da doçaria fina que incorpora os melhores produtos e o saber e competência dos melhores mestres pasteleiros das Caldas da Rainha”. Além disso, referiu, que o 'Pastel Bordallo' é um produto de excelência que vai dignificar o nome do mestre, engrandecer a marca 'Caldas da Rainha' e que vem colmatar uma falha identificada na oferta doceira”.
Assim, afirmou que “queremos deixar uma marca na história, também na história da doçaria, com a chancela da ACCCRO”.
Quem também pôs as “mãos na massa” foi o presidente da autarquia Tinta Ferreira, que considerou “muito interessante a junção dos conhecimentos de um mestre pasteleiro, que traz a tradição com um mestre da nova geração”.
Após apresentação, todos os presentes degustaram o pastel.
O pastel vai ser produzido exclusivamente em Caldas da Rainha, e inicialmente pelo Forno do Beco e pela Fábrica Paris, podendo ser adquiridos a partir desta semana.

Mariana Martinho
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