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Equipa de resgate ajuda saída

Espeleólogo caldense retido em gruta espanhola

Um grupo de quatro espeleólogos portugueses, incluindo um das Caldas da Rainha, esteve retido numa gruta em Espanha, entre sábado e segunda-feira, devido à subida do nível da água, por causa da forte precipitação registada, tendo sido retirado do interior com a ajuda de uma equipa de resgate espanhola, apesar de não ter estado verdadeiramente em perigo.

23-10-2019 | Francisco Gomes

O grupo de quatro espeleólogos portugueses, com o caldense (segundo a partir da direita), que ficou encurralado na gruta Cueto-Coventosa
O grupo de quatro espeleólogos portugueses, com o caldense (segundo a partir da direita), que ficou encurralado na gruta Cueto-Coventosa

Os quatro portugueses, pertencentes ao Clube de Montanhismo Alto Relevo, de Valongo, foram surpreendidos na gruta Cueto-Coventosa, no município de Arredondo, na zona da Cantábria, no norte de Espanha, e teriam de esperar pela descida da água para chegar ao exterior, mas os protocolos de resgate foram acionados por outros três colegas que estavam fora da caverna como medida de segurança.
Tinham entrado na gruta no sábado de manhã, fazendo uma descida vertical de 350 metros. Após várias horas de caminhada e escalada desceram para outro complexo de grutas, a cerca de 800 metros de profundidade.
O objetivo era cumprirem a travessia em cerca de trinta horas. A exploração é exigente e arriscada, como atestam os números: Já houve 25 resgates, um britânico morreu em 1991 e houve cinco feridos. Ainda no verão, três espeleólogas espanholas ficaram presas na mesma gruta.
As chuvas torrenciais, que alagaram algumas das galerias subterrâneas, deixaram-nos encurralados, mas a larga experiência dos exploradores deixou-os tranquilos.
“Fizemos um plano meteorológico e fomos surpreendidos com o tempo e nada apontava que houvesse essa subida de água. Mas também nos tinham dito que se acontecesse a água baixava em seis horas”, relatou o caldense António Afonso.
“Íamos sair pelo nosso pé sem problema, mas sabíamos que ia ser acionado o sistema de regaste e a logística funcionou”, adiantou. Elementos da equipa de espeleosocorro de Cantábria foram mobilizados no domingo, mas só segunda-feira, pelas 16h55, é que os espeleólogos voltaram a ver a luz do dia.
“Apenas estávamos preocupados com os nossos familiares, que não sabiam notícias nossas”, comentou António Afonso, adiantando que tinham mantas térmicas e “mantimentos para mais três dias”.
Os amigos de António Afonso não esperavam outro desfecho que não fosse a saída da gruta são e salvo, apontando que “o know-how e experiência” do espeleólogo davam garantias de um final feliz, como relatou Ana Alves, da Fábrica da Alegria, empresa de animação turística de Rio Maior onde o português colabora.
Também Vítor Rodrigues, da Associação Espeleológica de Óbidos, onde António Afonso começou a desenvolver o gosto pela espeleologia, estava “confiante” que ele não corria risco de vida.
“Há treze anos que a minha filha faz eventos deste género com ele, sempre em segurança. É uma pessoa muito ponderada. Este tipo de atividade exige grande estudo e planeamento e ele não se meteria naquela gruta sem ter salvaguardado que isto poderia ocorrer“, manifestou José Netas.
Marco Martins, comandante dos bombeiros de Óbidos, disse contar com António Afonso para uma formação na área de espeleologia a ter lugar em novembro, no quartel. “É uma pessoa com muita experiência e que sabe lidar com situações de stress”, vincou.
António Afonso, natural e residente nas Caldas da Rainha, tem 40 anos. Desde cedo despertou o gosto pela exploração de grutas e escalada, juntando-se à Associação Espeleológica de Óbidos. Do passatempo passou para funções profissionais na área de atividades ligadas à natureza e desporto de aventura, trabalhando em várias empresas do setor, como o Campo Aventura ou Promóbidos.
Foi estagiário do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e do Centro Ecológico Educativo do Paul de Tornada e desde finais de 2017 que colabora com Fábrica da Alegria, uma empresa de animação turística com sede em Rio Maior, onde desenvolve programas de turismo ambiental e desporto natureza. Tem colaborado com o Clube de Montanhismo Alto Relevo.
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