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Opinião
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Escola Nacional de Termalismo: Quem se Lembra Disto?

A aposta no conhecimento é uma matriz fundamental para estruturar uma actuação estratégica de desenvolvimento. Mas, para que um desafio destes se torne num projecto de sucesso, necessita de uma forte motivação colectiva, por parte dos seus actores: políticos, gestores, comunidade educativa e científica e população (através da sua acção cívica). Só assim será possível construir um Projecto Integrado de Termalismo, no qual o ensino seja fundamental.

01-09-2020 | Jorge Mangorrinha

Entre 2002 e 2005, no cargo de vereador e com base em estudos pessoais antecedentes, defendi a criação de uma entidade pedagógica, ideia consubstanciada e justificada por escrito em diferentes publicações e em foruns de debate no País e no estrangeiro. Ideia que é perfeitamente atual, se bem que com algumas nuances decorrentes dos anos que passaram.
Uma Escola Nacional de Termalismo deveria ser polinucleada, juntando cursos e activos importantes que no País trabalham esta área do conhecimento, com um núcleo, porém, no qual se constituiria um Centro do Conhecimento em Termalismo e uma Coordenação, nas Caldas da Rainha.
Presentemente, a oferta formativa mais relevante passa pelo Curso de Turismo de Saúde e Bem-Estar da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, de que serei seu coordenador a convite do Turismo de Portugal, e do Curso Profissional de Técnico de Termalismo da Escola Técnica e Empresarial do Oeste, ambas nas Caldas da Rainha, a que importa associar: o Instituto Piaget, graças aos dois cursos aprovados, o Curso de Pós-graduação em Termalismo (Gaia) e o CTeSP de Termalismo e Bem-Estar (Viseu), ambos com a minha coordenação científica; o Curso Profissonal de Técnico de Termalismo do Colégio Bissaya Barreto, em Coimbra; o Curso Profissional de Técnico de Termalismo do Instituto de Educação e Desenvolvimento Profissional na Costa Caparica; o Curso Técnico Superior Profissional de Turismo de Saúde e Bem-Estar da Escola Superior de Turismo e Hotelaria do Instituto Politécnico da Guarda; o Mestrado em Gestão em Hotelaria de Saúde e Bem-Estar, numa realização conjunta entre a Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal, a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril e a Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal; e, ainda. as investigações académicas sediadas no Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar (Porto).
Neste sentido, um Centro do Conhecimento em Termalismo, nas Caldas da Rainha, articularia o ensino, a prática profissional e a investigação que se faz em Portugal, dentro de um projecto pedagógico mais vasto e que se justifica no quadro do ensino do termalismo, insuficiente para as perspectivas de relançamento da actividade no nosso País. Faria, também, uma ponte com os estudos em curso noutros países, designadamente, na Universidade Complutense de Madrid.
Urge dar apoio à investigação em todas as áreas científicas e técnicas relacionadas com esta actividade, bem como reforçar a formação de recursos humanos especializados.
Esse Centro permitiria promover a divulgação científica e tecnológica destas áreas do conhecimento, em complemento com a realidade do edifício do Hospital Termal, como espaço interactivo de divulgação científica e tecnológica, funcionando como plataformas de desenvolvimento – científico, cultural e económico – através da dinamização dos actores mais activos nestas áreas. E deveria ser um espaço de divulgação científica permanente para as escolas e para o público em geral. A sua fácil acessibilidade torná-lo-ia num equipamento de particular importância para a divulgação dos aspectos relacionados com as ciências da água e com o termalismo em particular, a partir de exposições e actividades lúdicas, onde o visitante encontraria o prazer da descoberta, da navegação no mundo real e virtual, do desvendar das fronteiras do conhecimento.
A sua criação nas Caldas da Rainha potenciaria a história, o património e os conhecimentos relacionados com a exploração da água termal para fins terapêuticos e representaria um elemento valorativo de integração da prática profissional relacionada com as especialidades em hidrologia médica, reumatologia e medicina física e reabilitação. Este Centro potenciaria as características da água mineral natural para o tratamento das doenças reumatológicas – articulando a actividade normal relacionada com a hidrologia médica – bem como para a recuperação motora das articulações, associando a medicina física e de reabilitação relacionada também com a actividade desportiva.
Nesta lógica estratégica, um Centro do Conhecimento em Termalismo sairia reforçado pelos seguintes factores: Pelas características singulares da água mineral natural; Pelo Hospital Termal, neste caso com excelente vocação para trabalhos de experimentação científica ao nível da ciência da água e dos materiais; Pelas condições excepcionais da Mata Rainha D. Leonor e pela criação potencial de um cluster regional ligado ao desporto e à medicina desportiva (Caldas da Rainha, Óbidos, Rio Maior e Alcobaça).
Cabe ao Turismo de Portugal e em particular à Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, à Associação das Termas de Portugal, à Autarquia caldense, à Escola Técnica e Empresarial do Oeste, à Escola Superior de Desporto de Rio Maior, ao Instituto Piaget e restantes estabelecimentos de ensino com cursos nestas matérias, ao Ministério da Saúde, à Ordem dos Médicos, designadamente, unirem-se em torno da pedagogia e da investigação em Termalismo, que sendo do domínio da Hidrogeologia e da Saúde na sua essência, também o é em muitos outros domínios convergentes, desde a Arquitectura e o Urbanismo ao Turismo. A actividade termal implica uma “roda de disciplinas”, em que cada especialidade contribui para um todo.
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