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Enquanto uns se divertem, outros passam o réveillon a trabalhar

São noites de festa para uns, mas para outros a noite de fim de ano é passada a trabalhar. São eles, bombeiros, polícias, profissionais de saúde, cozinheiros e tantos outros mais, que deixam a família e amigos em casa e trocam-na pela ‘farda’ de trabalho. São profissionais que estão nos “bastidores” e que escolheram ter profissões das quais não podemos prescindir. E no último dia do ano não é exceção. Nesse sentido, o JORNAL DAS CALDAS falou com alguns desses profissionais, que já estão “habituados” a estar “ali” para os outros, para saber como é que foi o réveillon, com os colegas de trabalho e parceiros de missão.

04-01-2018 | Mariana Martinho

Enquanto uns se divertiam, houve profissionais que deixaram a família e amigos em casa e trocaram-na pela ‘farda’ de trabalho na última noite do ano
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Enquanto uns se divertiam, houve profissionais que deixaram a família e amigos em casa e trocaram-na pela ‘farda’ de trabalho na última noite do ano
A viragem do ano é um símbolo de festa para a maior parte das pessoas. Houve quem não abdicasse de estar em casa com a família e amigos numa garagem e bater nos tachos à meia-noite, e houve quem preferisse começar o ano num jantar ou numa festa organizada, num restaurante ou hotel, sem ter de arrumar a cozinha. Foi o caso do restaurante Sana Silver Coast Hotel, nas Caldas da Rainha, que serviu cerca de 200 pessoas no jantar e brunch de passagem de ano.
Mas para que tudo estivesse perfeito nessa noite, nos bastidores do restaurante do hotel esteve uma “brigada de cozinha” de dez pessoas, incluindo o subchefe de cozinha, Diogo Medalha, de 26 anos. Não é a primeira vez, e provavelmente não será a última, que esteve de volta dos tachos e panelas na noite de passagem de ano.
Além do subchefe, as restantes equipas de trabalho, incluindo empregados de mesa, manutenção, receção e housekeeping, estiveram a “dar no duro para que tudo estivesse operacional e em força nesse dia”.
Apesar de já estar habituado a trabalhar nesse dia, Diogo Medalha confessou que continua a “não ser fácil, porque é uma noite especial. É o último dia do ano e claro que preferia estar a divertir-me com a minha namorada e amigos mas é a nossa profissão e temos de estar ausentes nestas alturas festivas do ano”.
Nestes dias, o que mais “custa”, segundo o subchefe, são as horas que “passamos na preparação dos serviços e o stress vivido no momento”. Aliás, é aquela altura do ano, onde “a entrega é maior e exigência também para que tudo corra bem”.
Mas no final, depois de servidas as refeições, a “satisfação visível” no rosto dos clientes é, entre outros fatores, o que faz este profissional “sair de casa e vir trabalhar nestes dias”.
Apesar do stress vivido entre a preparação dos pratos e o restante serviço de cozinha, a entrada do novo ano foi celebrado entre colegas, juntando-se todos num dos corredores de serviço para brindarem à chegada de 2018, com as habituais doze passas na mão. ”Trocamos palavras e abraços, pois são colegas com quem trabalhamos todo o ano e acabam por ser a nossa segunda família”, frisou Diogo Medalha.
Depois de um dia intenso de trabalho, a vontade de ir aproveitar o resto da noite “foi pouca, pois são bastantes horas a trabalhar, onde o cansaço físico, no fim, se faz sentir e temos que aproveitar as poucas horas que restam para tentar recarregar energias”, pois poucas horas depois estava de volta ao posto de trabalho para começar outro dia.

“Quem trabalha na hotelaria já está mentalizado”

Para muitos trabalhar no réveillon, já não é novidade. “Quem trabalha na hotelaria já está mentalizado que, devido à rotatividade de horários, temos de passar algumas datas especiais de serviço”, sublinhou Paulo Fernandes, de 27 anos, rececionista no Hotel Marriott Praia d'El Rey, em Óbidos, que vê nestas datas especiais os clientes entrarem no hotel extasiados com a passagem de ano. Aliás, referiu que “nesta data específica, devido à afluência de hóspedes, todas as equipas estão completas ao serviço”, estando oito colegas no departamento de Front Office (receção e bagageiros) para garantir o pleno funcionamento do hotel.
Contudo, o momento de chegada do novo ano é sempre celebrado entre colegas. Há champanhe e as tradicionais passas. Mas segundo o jovem, “até pouco antes do jantar, a receção foi bastante movimentada com os últimos hóspedes a darem entrada no hotel”. “A partir daí, no "meu" departamento, concretamente, foi tudo tranquilo”, relatou.
Apesar de estar habituado a trabalhar nestas datas, Paulo Fernandes confessou que custa sempre estar longe dos que são “mais importantes” tanto na noite de Natal como na passagem de ano. “O telemóvel ajuda, mas nunca é igual”, confessou o jovem, que depois do trabalho em vez de ir festejar, decidiu ir para casa descansar. “Dia 1 também se trabalha”, esclareceu.

“Trabalhar no réveillon não é novidade para mim”

Nos serviços que não fecham portas na passagem do ano é comum trabalhar-se no réveillon. Pontualmente alguém fica livre da missão, por há um colega que se oferece ou outros que a escala obriga. É o caso da enfermeira Eunice Antunes, de 27 anos, que sabe bem o que é trabalhar na última noite do ano, pelo segundo ano consecutivo, no serviço de urgência nas Caldas da Rainha.
A nível pessoal e emocional, também foi a noite mais complicada de gerir. “Não partilhar estes dias especiais com a família e amigos é o que custa mais”, afirmou a jovem enfermeira. Contudo, apesar de estar longe da família e dos amigos de infância, e de “ser duro não estar a divertir-me com os meus”, o amor à profissão compensa, de certa maneira, a ausência da família, acabando por se encontrar uma outra família no serviço. “Todos tentamos sempre que a noite seja de partilha e de celebração do novo ano”, afirmou.
Ali, as épocas festivas são sempre tradicionais, com um jantar e ceia organizado entre a equipa de enfermagem e de assistentes operacionais. “Cada elemento leva algo para comer e beber e depois partilhamos”, contou a jovem, sendo que “este réveillon não foi exceção”. Quando deram as doze badaladas, a enfermeira e alguns membros das várias equipas de serviço, ao todo cerca de 30, juntaram-se para “um rápido brinde e desejos de bom ano novo”.
Para quem trabalha no serviço de urgência “esta noite é, por regra, bastante agitada e este ano não foi exceção”, com os habituais excessos no consumo de alimentos e abusos na ingestão de bebidas alcoólicas. Além disso, foi “um turno com muitas admissões no serviço de urgência e com bastantes doentes a permanecer em vigilância”.
Entre episódios caricatos e as histórias nem sempre agradáveis, o “importante no final é mesmo recordar os momentos que partilhámos entre colegas nestes dias e os casos que ajudámos a ter finais felizes”.
Depois do turno terminado e o “sentimento de dever cumprido”, Eunice e os colegas de profissão decidiram ir tomar o primeiro pequeno-almoço de 2018 nas pastelarias próximas do hospital. “Estavam todas fechadas, incluindo o McDonalds”, confessou a jovem, adiantando que todos optaram por ir descansar e aproveitar o dia de ano novo com as respetivas famílias.

O “serviço não pode parar” nem no Natal nem no réveillon

Quem também esteve no banco de urgência, mais propriamente ao serviço do socorro pré-hospitalar, durante o réveillon, foi o enfermeiro Nuno Franco, de 39 anos. Para este profissional de saúde, foi a primeira vez que esteve na noite da passagem de ano ao serviço da VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação), e distante de casa e amigos. “Já tinha trabalhado tardes nas épocas festivas, mas de noite ao serviço da VMER foi a primeira vez”, indicou.
A previsão era que “fosse uma noite mais agitada, como habitual nesta época”. Houve saídas, “mas apenas duas”, uma por volta das 03h00, para São Martinho do Porto, e outra, por volta das 05h00, para São Gregório.
“Foram situações comuns na noite de passagem de ano, nada de especial”, explicou o enfermeiro. O mesmo não aconteceu ao nível do serviço de urgência, que segundo o profissional, foi “bastante movimentado”.
O profissional de saúde disse igualmente que apesar do tempo de serviço, o amor à profissão compensa a ausência familiar nestes dias. "É claro que custa sempre um bocadinho e tem-se a vontade de estar com a família e amigos. Mas quem abraça esta profissão está sujeito a ter que participar noutro lado de apoio de emergência hospital”, referiu o enfermeiro, adiantando que o “serviço não pode parar”. Seja por que motivo for, durante toda a noite houve uma equipa, composta pelo enfermeiro e médico sempre preparada para responder ao som da sirene. “É o sentido de missão a falar mais alto, ajudar quem precisa”, frisou Nuno Franco, que entrou ao serviço no INEM às 00h00 do dia 1. Antes tinha estado de serviço na urgência.
Nestas noites de festa, segundo o profissional, é habitual pedir a quem vAI fazer o turno da noite no serviço de urgência para “vir um bocadinho mais cedo para que quem está a terminar não passe cá a meia-noite”. “É uma espécie de solidariedade entre colegas”, contou.
No hospital, nessa noite, há sempre "um momento de celebração", onde não faltam o brinde, as doze passas e as felicitações. "Fazemos aqui uma pausa entre colegas”, explicou o enfermeiro. E este ano não foi exceção, mais uma vez a equipa da urgência e do INEM juntaram-se no serviço de urgência para “festejarmos todos juntos a chegada do novo ano”. Contou ainda que o colega que estava a fazer o turno anterior no INEM foi até urgência para “brindar a chegada de 2018 connosco”.
Depois do brinde, o profissional de saúde e os restantes colegas retomaram ao serviço até terminarem o turno.
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