Login  Recuperar
Password
  28 de Setembro de 2020
Estão utilizadores online Existem actualmente entidades no directório

Pode fazer o registo (grátis) do seu mail pessoal/ profissional e ter acesso privado, password e serviços personalizados, nos sites e redes sociais dos jornais. Terá uma assinatura digital de Grupo (gratuita), mas personalizada. Pretende registar-se?

Registar-se com o seu email pessoal/ profissional

(aguarde 5)
Siga a nossa página Facebook Siga a nossa página Google Plus Siga-nos no YouTube Siga-nos no Twitter Dispositivos móveis Assine a edição impressa
Escolhas do Editor, Caldas / Sociedade, Caldas da Rainha
Imprimir em PDF    Imprimir    Enviar por email   Diminuir fonte   Aumentar fonte

Enfermeiros em vigília no hospital das Caldas contra “situação caótica”

A falta de enfermeiros e de meios e a instabilidade laboral, com passagem de 35 profissionais a recibo verde, levaram o sindicato do setor a realizar, no passado dia 27, uma vigília no Centro Hospitalar do Oeste (CHO), nas Caldas da Rainha.

02-12-2014 | Francisco Gomes

Enfermeiros e população em vigília
[+] Fotos
Enfermeiros e população em vigília
Os enfermeiros e forças vivas da cidade (representantes de movimentos cívicos e eleitos de vários partidos políticos) que se juntaram na ação, no total de meia centena de pessoas, denunciaram que se vive uma “situação caótica” no Serviço de Urgência, “devido a acumulação de doentes, sem dotação de equipas de enfermagem, obrigados a ficar internados em macas, sem dignidade”, por causa do “insuficiente número de camas”.
A delegada regional do sindicato, Maria de Jesus Fernandes, afirmou que isso “tem gerado sobrecarga de trabalho nos profissionais, colocando em risco a segurança e a qualidade dos cuidados”.
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) alertou para “o não cumprimento do compromisso assumido pela administração do CHO, de abertura de mais dez camas no Hospital de Peniche”.
“A situação de falta de recursos, em concreto, de enfermeiros, em vários serviços deste centro hospitalar e as consequências para os utentes que daí decorrem parecem ser insuficientes para que a administração do CHO tome decisões eficazes no sentido de resolver os problemas”, manifestou.
Para agravar a situação, a administração do CHO “impôs aos 35 enfermeiros subcontratados da instituição, a passagem a “recibos verdes” a partir de 1 de dezembro, gerando maior instabilidade nas equipas dos diversos serviços e violando os compromissos assumidos pelo Ministério da Saúde com o SEP, ou seja, a vinculação definitiva destes profissionais, desde que estejam a fazer face as necessidades próprias dos serviços, como é o caso”.
Exaustos e cansados de esperar, os enfermeiros pretendem alertar a população para “a falta de condições de segurança na prestação de cuidados e das consequências que daí possam advir”.
“A falta de profissionais de várias carreiras, incluindo algumas especialidades médicas, o eventual encerramento da maternidade, devido a falta sistemática de especialistas de Obstetrícia, o risco do encerramento do serviço de psiquiatria decorrente da saída da única médica psiquiatra do CHO e a falta recorrente de vários especialistas médicos na equipa do Serviço de Urgência, sobretudo ortopedistas, poderá implicar a desclassificação do nível da Urgência do hospital”, alertou o SEP, que garantiu ter reiterado um “pedido de reunião com caráter urgente, anteriormente enviado em 6 de novembro”, ao conselho de administração do CHO, para avaliar e encontrar soluções adequadas para estas questões.

Administração hospitalar desmente acusações

A administração do CHO, liderada por Carlos Sá, revelou que tem “desenvolvido um conjunto de ações para garantir a contratação de médicos para o quadro de pessoal”, adiantando que desde 2013 procedeu à abertura de 75 vagas para médicos de várias especialidades, das quais apenas 16 foram ocupadas, “dado que nas restantes não se candidataram médicos para as preencher”.
Sobre as dez camas de internamento em Peniche, a administração explicou que “é uma solução de recurso, utilizada se e apenas quando necessário, ou seja, quando estiverem esgotadas as possibilidades de internamento na unidade das Caldas da Rainha”.
Assegurou a administração que “ainda não foi necessário proceder à ocupação dessas camas, uma vez que o número de doentes a isso não obrigou”. Revelou mesmo que “o número de episódios da urgência em 2014 diminuiu em 8,9% relativamente ao ano anterior”. No mês de novembro, a atividade do serviço de urgência na unidade das Caldas “assistiu a um decréscimo na ordem dos 8,5%, comparativamente com o período homólogo do ano anterior”.
A existência de macas nos corredores deve-se “a períodos de maior afluência à urgência”.
Argumentou ainda que não dispensou enfermeiros, tendo mantido os 534 enfermeiros nos serviços. Fez notar que no caso da Urgência das Caldas da Rainha, o número de profissionais “foi considerado adequado pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros, na sequência de uma visita ao serviço durante o mês de abril”.
O CHO recordou que se encontra a decorrer um concurso para a integração no mapa de pessoal de 18 enfermeiros, que se projeta estar terminado até ao final do corrente ano
Sobre os recibos verdes, esclareceu que o vínculo laboral em questão é da responsabilidade da empresa que contrata os enfermeiros. “Em 2013, dos 238 enfermeiros afetos à unidade das Caldas, 57 eram prestadores de serviços contratados através de uma empresa. Em 2014, são apenas sete, dos quais apenas dois não aceitaram o novo vínculo contratual”, revelou.
“O CHO, enquanto entidade do setor público administrativo, não pode proceder à contratação de recursos humanos externos por iniciativa própria, estando dependente das vagas disponibilizadas pela tutela para cada grupo profissional”, esclareceu o administrador.
Carlos Sá refutou igualmente as críticas em relação aos 35 enfermeiros subcontratados, sublinhando que "o CHO é alheio às condições contratuais e ao valor pago aos enfermeiros", tanto mais que a instituição "não alterou" as condições estabelecidas com a empresa, "mantendo o pagamento de 10,35 euros/hora".
Aquele responsável indicou ainda que, além dos concursos a decorrer para a contratação de médicos psiquiatras (devido à exoneração da única médica do serviço), já foi assinado pelo secretário de Estado da Saúde "um despacho que permite contratar obstetras a outras empresas", o que permitirá aumentar a equipa de 11 médicos para mais quatro.
Tags:
COMENTÁRIOS
Deverá efectuar Login ou fazer o Registo (Grátis) para poder comentar esta notícia.
pub
Ciência & Tecnologia

A carregar, por favor aguarde.
A Carregar

    Notícias Institucionais

    A carregar, por favor aguarde.
    A Carregar