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Escolhas do Editor, Caldas / Política
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Rui Gonçalves, candidato do CDS à Câmara das Caldas

“Discordo em absoluto da forma como a cidade e o concelho são geridos”

“Não me lembro de alguma vez ter entrado num combate que não fosse para ganhar e este também é para ganhar. Tenho um projeto, uma ideia, um modelo de desenvolvimento, uma estratégia para o futuro da cidade e do concelho”, afirmou Rui Gonçalves, que apresentou na noite da passada sexta-feira, no Sana Silver Coast Hotel, a sua candidatura, em nome do CDS, à presidência da Câmara Municipal das Caldas da Rainha.

14-03-2017 | Francisco Gomes

O atual vereador é candidato à presidência da Câmara Municipal das Caldas da RainhaO atual vereador é candidato à presidência da Câmara Municipal das Caldas da Rainha
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O atual vereador é candidato à presidência da Câmara Municipal das Caldas da RainhaO atual vereador é candidato à presidência da Câmara Municipal das Caldas da Rainha
Rui Gonçalves disse que se recusa a “prosseguir como modo de gestão autárquica a uma visão limitada a quatro anos e a outra razão porque me candidato, é obviamente por que discordo em absoluto da forma como a cidade e o concelho são geridos, em modo de navegação à vista, sem rumo definido, sem estratégia e ultrapassados no tempo”.
O candidato admitiu, contudo, que “o terreno está minado e é um combate desigual”, apontando que no concelho “está instalado um polvo tentacular que controla e domina as associações e instituições”.
O arquiteto caldense, atual vereador, recordou que já há muitos anos se debruça sobre o território das Caldas da Rainha. “Num trabalho de final de curso optei por fazer uma “Análise Territorial da Lagoa de Óbidos”. Depois, no mestrado, escolhi como caso de estudo, mais uma vez, a Lagoa. Por outro lado, desde há anos, que escrevo para os jornais locais, sobre as mais diversas matérias relacionadas com a cidade e o concelho”, contou.
Os problemas que têm atingido a Lagoa de Óbidos, o Hospital Termal e a barragem de Alvorninha foram apontados como exemplos de “recursos desperdiçados”, porque “não se percebeu a sua importância para o desenvolvimento económico do concelho”.
“Estamos perante o primeiro falhanço naquela que considero ser uma das principais funções, senão a principal função do presidente da Câmara das Caldas, ter a capacidade, a resiliência, a força política, a irreverência, a capacidade reivindicativa e o distanciamento partidário, para junto das entidades que superintendem estas matérias exigir que estes problemas que se arrastam “ad eternum” sejam resolvidos definitivamente, porque nelas está muito do que nos diferencia dos outros e muito do que constitui os alicerces para um desenvolvimento sustentável e de futuro”, declarou.
E acrescentou: “Se podemos responsabilizar outras entidades pela forma caótica como o nosso termalismo foi tratado no passado, compete agora ao Município fazê-lo sem rodeios, porque essa responsabilidade lhe pertence e em mais de três anos é evidente que, ao contrário do que se anunciou, pouco ou nada está feito e ainda não se percebeu que modelo de gestão lhe está subjacente, se é que alguma ideia de facto existe”.
Para Rui Gonçalves, “ao contrário do que se anuncia e do que nos querem fazer crer, o Município não tem vocação, recursos financeiros e know- how para gerir um complexo termal de forma sustentável e com futuro. O Município pode ser um parceiro privilegiado de alguém com essa experiência e com esses recursos, nunca o próprio gestor”.

Promover o desenvolvimento sócio económico

“Pela Positiva – Rumo ao Futuro”, é o lema do candidato do CDS, que vincou a sua aposta na “captação de investimento e com ele a geração de riqueza e emprego”. Defendeu um programa de captação de investimento e empresas, que permitam essa criação de emprego e com ela a atração de pessoas.
Reivindicou a requalificação urbanística da chamada zona industrial, que “se apresenta com uma imagem caótica”, bem como a sua adaptação a “parque empresarial apelativo”.
“Nunca essas propostas tiveram acolhimento real e efetivo por parte da maioria absolutista que gere os destinos do concelho e guarda para si em exclusividade a prerrogativa de tudo decidir e de nada ouvir”, lamentou.
“As indústrias criativas, as tecnologias, as incubadoras, as “start ups”, os “Fab Labs”, estão por aí, nos sítios mais incríveis e nós aqui, à beira da capital, junto ao aeroporto, com as melhores acessibilidades do país, com tudo à nossa mão, deixamos escapar sistematicamente tudo e todos e definhamos”, criticou o candidato, que disse sonhar “com uma cidade inteligente e elegante, que mais uma vez ficou adiada com uma suposta regeneração urbana, que não cumpriu os objetivos mínimos exigíveis para a modernização da cidade e adaptação aos conceitos de mobilidade e sustentabilidade que mais de dez milhões de euros gastos justificavam e que se limitaram a umas mudanças de pisos, sem que se quer se tenha resolvido o gravíssimo problema de circulação automóvel e de estacionamento no centro da cidade, nomeadamente na Praça da Fruta, onde tudo continua em perfeita anarquia de trânsito e de estacionamento”.
Rui Goncalves lembrou o projeto do CDS, “em que o trânsito circularia por túnel e dois pisos de estacionamento e outro para uso dos vendedores da Praça, devolveriam a superfície aos peões, resolveriam o problema da concorrência entre hipermercados e a praça, o comércio ganhava e muito com o estacionamento de proximidade, os futuros utentes do termalismo, se e quando os houver, teriam onde estacionar e seria o contributo decisivo e definitivo para o repovoamento do centro histórico cada vez mais desertificado”.
Para o vereador, o concelho tem ainda outro problema que se agrava: “As assimetrias e os desequilíbrios agudizam-se de dia para dia entre uma parte da cidade onde tudo se investe e tudo acontece e o resto do concelho e a outra parte da cidade, votados ao esquecimento, onde o Município não investe e nada acontece”. “Sob os mais despropositados pretextos e justificações, os recursos são sistematicamente canalizados para a zona mais antiga da cidade, ou se quisermos na freguesia de Nª Srª do Pópulo, deixando de lado as populações do interior, como se o interior agrícola não fosse parte do mesmo território e não merecesse um tratamento pelo menos igual. É evidente que esta diferença de tratamento não só contribui, como é ela própria causadora da desertificação a que assistimos. Aquilo que existe em excesso na cidade, falta nas outras freguesias, contribuindo para a desertificação do interior”, referiu Rui Gonçalves.
Por outro lado, ”basta passarmos pela freguesia de Stº Onofre, onde o espaço público está esquecido e cada vez mais desqualificado. Isto não é justo, provoca desequilíbrios de índole social e tem que acabar”.

“É necessária uma política cultural eficaz”

Rui Gonçalves aproveitou para manifestar que “é necessária uma política cultural eficaz e se Caldas da Rainha tem qualificados produtores culturais, nas mais diversas áreas, também elas necessitam de uma evidente articulação e divulgação, que compete ao Município fazer, sem que a tenha feito”.
“São diversas as organizações que se sobrepõem, muitas destinadas ao mesmo tipo de público, sem que exista a tal coordenação”, vincou.
O candidato declarou ainda ser “obviamente contra esta política intensamente subsidiária que está em vigor e que aumenta ano a ano as chamadas despesas correntes e fazem esmagar as verbas destinadas ao investimento. Não será por acaso que ainda agora houve necessidade de recorrer a uma empréstimo de um milhão e meio de euros, para uma coisa tão simples e elementar como alcatroar ruas, com vista aos votos de setembro”.

Candidato com humor

Margarida Varela, presidente da concelhia do CDS, destacou o “bom ambiente” em torno do candidato, considerando que ele tem “humor” e gera “sorrisos e boa disposição”.
Explicou que a comissão política escolheu este candidato pelo seu currículo, mas sobretudo pela sua “seriedade, inteligência, capacidade de trabalho, determinação com que abraça causas, e o seu amor pelas Caldas da Rainha e pelo concelho”.
Manuel Isaac, membro do Conselho Executivo Nacional do CDS, presidente da Distrital de Leiria do CDS e que será o cabeça de lista à Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, comentou que estando mais de 120 pessoas na sala para a apresentação, levando algumas a ficar de pé, “é bom sinal”.
“Há caras que estão na sala que não são simpatizantes do CDS, mas comungam das suas ideias”, sustentou, relatando que Rui Gonçalves é “um profundo conhecedor das freguesias rurais e urbanas e tem hipótese de ganhar a Câmara das Caldas da Rainha”.
Assumiu que “com trinta anos do mesmo partido a dominar as entidades do concelho não é fácil derrubar isso, mas nada é impossível e Rui Gonçalves tem todas as capacidades para o fazer”.
Foram ainda apresentadas as mandatárias de campanha - Maria do Rosário Ladeira, assessorada por Clara Roque, e Maria João Gregório, na área financeira

Nota biográfica

Rui Filipe Nobre Gonçalves, nascido em Caldas da Rainha, a 25 de Abril de 1957, filho de pai militar, com dois irmãos, cedo rumou a Moçambique, de onde regressou à cidade que o viu nascer para fazer o ensino primário. Em adolescente, voltava a terras de África, agora a Angola, acompanhando a família em mais uma missão militar. Terminou o antigo 7º ano, de novo já em Caldas da Rainha, no antigo Liceu, a funcionar nos Pavilhões do Parque.
Frequentador da Casa da Cultura, entretanto a funcionar no antigo Casino, fez um curso de formação de atores e pertenceu ao coro daquela casa.
Cumpriu o serviço militar em Leiria, após o que iniciou a vida ativa na antiga fábrica de cerâmica Secla, de onde após vários anos e como responsável pela área fabril, saiu em 1996 para iniciar atividade profissional por conta própria, também relacionado com cerâmica, agora na área do agenciamento e controlo de qualidade.
Em 2000, dedica-se à área imobiliária, com a abertura da sua própria agência em Santarém e mais tarde em Caldas da Rainha.
Em simultâneo, inicia em 2002 o curso de arquitetura, que sempre teve em mente, e termina em 2007, com 15 valores, com um trabalho de final de curso, denominado “Análise Territorial da Lagoa de Óbidos”. Segue-se o Mestrado, com tese na área ambiental e paisagística, denominada “A Paisagem no Oeste – Uma Proposta de Catalogação”, com 14 valores, que terminou em 2009, ano em que ruma a Angola, para trabalhar no grupo hoteleiro Lunáfrica, inicialmente como responsável pela abertura de novas unidades do grupo, passando a administrador delegado, onde se manteve até 2012, ano em que regressa a Portugal e inicia atividade como profissional liberal em arquitetura.
Em 2013, é convidado pelo CDS-PP a iniciar atividade política por altura das eleições autárquicas, sendo candidato na lista para a Câmara Municipal, como independente, tendo aderido ao partido como militante em 2014. É membro do Conselho Nacional, da Comissão Política Distrital de Leiria e desde janeiro deste ano, vereador na Câmara Municipal de Caldas da Rainha, onde foi substituir o anterior vereador Manuel Isaac, por renúncia deste.
Vive em união de facto e tem três filhos.

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