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Meia-final da Taça de Portugal - primeira mão

Desportivo das Aves – 1 Caldas Sport Clube – 0

Os dois principais jornais desportivos comentaram que a ação do árbitro foi penalizadora para o Caldas e pecou pelo erro a favor do Desportivo das Aves, e foi esse o sentimento com que ficaram os caldenses que assistiram ao vivo ou à distância, após terem visto o juiz da partida, Gonçalo Martins, assinalar dois penáltis contra os alvinegros, um por pretensa mão dentro da grande área e outra por suposta falta do guarda-redes, e não marcar um penálti reclamado pelo Caldas quando a bola foi à mão de um jogador adversário.

08-03-2018 | Rui Miguel / Francisco Gomes

No final do jogo, jogadores e dirigentes caldenses foram agradecer aos adeptos
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No final do jogo, jogadores e dirigentes caldenses foram agradecer aos adeptos
O que fica é o resultado e o Desportivo das Aves venceu o Caldas Sport Clube, mas não o tirou do caminho da final da Taça de Portugal, porque um golo é curto para dar tranquilidade para a segunda mão, no Campo da Mata.
O Caldas apresentou-se com entusiasmo no campo do adversário, da I Liga. Os caldenses, dois escalões mais abaixo, levaram uma grande falange de apoio – cerca de 1500 adeptos em 17 autocarros. Foi quase meia casa para cada lado, já que os números oficiais apontam para uma assistência de 3.766 pessoas.
O ambiente não enganava e o Caldas fez-se ao jogo para ganhar. No primeiro quarto de hora teve algumas situações de perigo por João Rodrigues e Pedro Emanuel na área do Aves, atarantado, a ver jogar e deixar o adversário crescer.
Depois o Aves começou a mostrar superioridade, até que o árbitro, aos 23 minutos, viu mão na bola, por Militão, numa disputa com Derley. A bola ressaltou para o braço sem qualquer movimento deliberado do defesa. Por isso, penálti bastante duvidoso, ainda assim defendido por Luís Paulo, um dos heróis do encontro.
Paulo Machado atirou, Luís Paulo defendeu e a recarga acabou desviada para canto, alívio festejado pelo Caldas como se tivesse marcado um golo.
Mas oito minutos depois, novo penálti, este provocado por Luís Paulo, que falhou a interceção num cruzamento e caiu em cima de Derley. Estava na sua área de proteção mas o árbitro entendeu marcar penálti e desta vez Nildo Petrolina mostrou ter mais pontaria. O guarda-redes adivinhou o lado mas a bola passou-lhe por baixo do corpo.
Havia meia hora jogada e o Aves já percebera que tinha mesmo de estar à altura de um grande desafio. A fechar a primeira parte, João Rodrigues atirou de livre à baliza e Quim afastou como pôde.
Depois do intervalo carregou pelos flancos. O técnico José Mota juntou Arango e Hamdou Elhouni ao ataque, mas acabou a chamar Tissone para atenuar o risco de tamanha obsessão ser aproveitada pelo Caldas, que fez da segunda parte um heróico exercício de resistência e aos 73 minutos ainda ficou a reclamar mão de Nélson Lenho na área. Desta vez Gonçalo Martins mandou jogar, de nada valendo o vídeo-árbitro. Mas quem marcou um penálti como o primeiro contra o Caldas tinha de assinalar este, muito mais evidente, contra o Aves, já que o jogador nortenho tinha o braço aberto e impediu a bola de passar. Não o fez e o jogo prosseguiu até final sem alterações no marcador (aos 77 Hamdou fez Luís Paulo a voar para grande defesa, Arango aos 89 possibilitou nova defesa ao guardião caldense e Militão aos 90 minutos ainda levou Quim a travar um remate perigo), curto para o Aves se poder sentir perto do Jamor ou para o Caldas dar por perdido este sonho, que vai acalentar até dia 18 de abril, quando as equipas se reencontrarem nas Caldas da Rainha para se saber quem será o finalista que vai jogar com o FC Porto ou o Sporting.
Após o apito final os jogadores caldenses deslocaram-se às bancadas onde estavam os adeptos das Caldas da Rainha e agradeceram o apoio prestado. A derrota pela margem mínima manteve o clima de festa.

Árbitro: Gonçalo Martins, de Vila Real
Assistentes: Álvaro Mesquita e Bruno Trindade
4º Árbitro: André Neto
Vídeo-árbitro: Bruno Esteves e Rui Esteves
Desportivo das Aves: Quim, Rodrigo, Ponck, Diego Galo, Nélson Lenho, Vítor Gomes, Falcão, Amilton, Paulo Machado, Nildo e Derley.
Suplentes: Artur, Arango, Hamdou, Tissone, Farinã, Braga, Falcone.
Treinador: José Mota.
Cartões amarelos: Diego Galo (56m); Carlos Ponck (71m); Rodrigo (90 + 2min).
Substituições: Vítor Gomes (Arango 60min), Nildo (Hamdou 65min), Paulo Machado (Tissone 81min);
Caldas Sport Clube: Luís Paulo, Filipe Cascão, Thomas Militão, Rony, Diogo Clemente, Odair Souza, Paulo Inácio, Alexandre Cruz, Felipe Ryan, João Rodrigues e Pedro Emanuel.
Suplentes: Natalino, Luís Farinha, André Santos, Bé, Rui Almeida, Nuno Januário, Marcelo Santos.
Treinador: José Vala.
Adjunto: Gonçalo Penas.
Médico: Paulo Parente.
Massagista: Álvaro Fonte.
Delegado: Nuno Ferreira.
Cartões amarelos: Felipe Ryan (7m), Rony (26m) e João Rodrigues (90+7min).
Substituições: Alexandre Cruz (Farinha 61m), Felipe Ryan (André Santos 81m) e Pedro Emanuel (Bé – 90 + 4m)

Reações:

José Vala, treinador do Caldas
“Perder pela margem mínima dá esperança, mas o Aves é o grande favorito. Estamos vivos e deixámos uma excelente imagem do futebol que se pratica nos escalões inferiores e ainda que existam várias interpretações sobre o modo como o Aves chegou à vantagem, o resultado aceita-se pelas ocasiões que construiu. Agora vamos jogar em nossa casa, onde somos mais fortes. O sonho continua”

Pedro Emanuel, jogador do Caldas
“Mantivemos a eliminatória em aberto, que era o que queríamos. Fomos humildes e soubemos sofrer. Para o Aves não houve dúvida nos penáltis mas para nós o critério foi outro. Vamos tentar dar uma alegria aos adeptos na segunda mão. Vamos jogar como sempre, com alma, e com o quádruplo ou quíntuplo dos adeptos que estiveram cá”

José Mota, treinador do Aves
“Parabéns ao público do Caldas pela grande envolvência que criou e quem pensava que este jogo ia ser fácil pensou mal. Fomos melhores e merecemos vencer. Podíamos ter construído um resultado mais dilatado mas não fomos eficazes. Continua tudo em aberto. Ganhámos e não sofremos golos. Vamos preparar a segunda mão com afinco porque queremos ir ao Jamor”.
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