Escaparate
Defender Caldas da Rainha
A minha crítica, acirrada, em determinados assuntos, especialmente os políticos, tem a ver, única e exclusivamente, com o facto de ser um defensor do que Caldas da Rainha teve (e tem) de melhor, nestes seus mais de quinhentos anos de história.
25-01-2018 |
São poucos (contam-se pelos dedos de uma só mão) os que não compreendem isso. Figuras curiosas, sempre de tocaia, prontas a rosnar, ao mínimo assunto, mas, que, no dia a dia, se por mim passarem, nada dizem, preferindo destilar o seu venenozinho nas redes sociais. Seres que gravitam em torno do poder instalado, à espera que lhes caia um naco de carne. Costumo vê-los a lamber botas nas imediações da Câmara Municipal. Esses, os lambe-botas (é sabido que os há em todos os setores da sociedade caldense) estão sempre “de beiça em riste” quando faço uma abordagem mais acutilante, acerca de determinado assunto. Passam os dias preocupados com a manutenção do seu quinhão, vivendo na ânsia de não ver o seu reduto conspurcado, desejando ter uma vantagenzinha vinda do poder público, ou açambarcando algum proveito originário do domínio social. É um tipo de gente perigosa, que se aproxima dos partidos políticos e os infeta com suas ideias retrógradas e imprudentes. Gente que não interessa, porque também não ama este concelho, apenas dele se utiliza para subir na vida. Ser crítico (especialmente na área política) é mostrar que estamos atentos, e que marcamos uma posição. É ser rigoroso. É ter personalidade. A minha crítica não tem como alvo a desconstrução frívola de uma personagem ou de uma ideia, não é voltada ao óbvio ataque da Esquerda para a Direita, ou vice-versa, não é alimentada pela direção do vento ou o trotar da maré. A minha crítica é, na sua mais pura síntese, a ambição de tornar Caldas da Rainha numa cidade incomum, desejada por todos, adorada por milhares, logo, é construtiva, amparada na ânsia de acordar os que dormem sob o conceito do nada ou do vazio existencial, e que vivem sustentados por um vácuo interior que arremete apenas à existência e não à essência, mostrando-se embaraçados no eterno conflito ter ou ser! Pessoas que possuem um deserto na alma e que o exibem em palavras ocas e atitudes vazias. A minha crítica, especialmente a relacionada à política, é alicerçada por uma consciente conquista social e amparada por um pensamento intencional e ajuizado naquilo que acredito, em réplica a auscultações, ensaios, enunciações estéticas, verbais ou escritas e/ou indícios. Quando falo ou escrevo sobre Caldas da Rainha, apetece-me fazê-lo de forma gongórica, levando o nome desse concelho aos confins do planeta, de um modo amplamente exagerado. A minha crítica - baseada num pensamento ornado de consideradas evidências, dentro de um contexto Justo e Perfeito, e amparada por uma lógica consciente, límpida, concisa, indispensável e intensa – possui argumentos válidos. Jamais poderia falar de, e sobre, Caldas da Rainha, de outro modo, que não fosse o mais puro, verdadeiro e honesto possível. Quem assim não o compreende, ou não é caldense ou é estulto!
Rui Calisto
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