Centro de Cultura Espírita fez quinze anos
No mês de Janeiro, o Centro de Cultura Espírita (CCE) das Caldas da Rainha, fez quinze anos de atividade contínua. Todas as sextas-feiras, o CCE leva a cabo uma conferência pública, com um tema à luz da filosofia espírita. No entanto, em Janeiro, altura em que se comemora o seu aniversário (3 de Janeiro), as conferências foram efetuadas por convidados.
31-01-2018 |
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| O CCE assegura conferências semanais |
Foi assim no dia 5 de janeiro com a conferência de Gláucia Lima (psiquiatra), que falou de um tema bem actual: “Fobias do presente e do passado”. No dia 12 seguiu-se o jornalista e escritor Jorge Gomes, que apresentou o tema “Reuniões mediúnicas, uma análise multifacetada”, que foi muito discutido com o público presente. A 19 de janeiro, Reinaldo Barros, professor, residente em Olhão, presenteou o público com uma palestra acerca da “Viagem do Espírito ao longo do Tempo, tendo, este ciclo de conferências terminado dia 26 de janeiro, com o tema “Inteligência e Evolução”, por Francisco Curado (cientista na Universidade de Aveiro). O CCE assegura conferências semanais, atendimento ao público em privado, passe espírita (no CCE e ao domicílio), grupo de crianças, reunião de desobsessão espiritual, grupos de estudo (Estudar Kardec e Curso Básico de Espiritismo), cine-debate espírita mensalmente, distribuição de bens alimentares a famílias carenciadas, biblioteca, presença na Internet, no Facebook e no YouTube, e livraria. Questionado sobre como mantêm este espaço aberto há tanto tempo, um dirigente do CCE respondeu que “com muita carolice, dedicação, espírito de sacrifício e prazer de ser útil ao próximo. Não cobramos nem aceitamos donativos”. Quem mantém o espaço físico são alguns sócios e beneméritos, com uma quota livre. “Um centro espírita é uma escola de almas, um porto de abrigo para quem quer mais da vida, além da matéria. Ser espírita é muito difícil, pois há tanto trabalho a fazer em prol do próximo, que poucas pessoas têm o espírito de abnegação, de sacrificar os seus tempos livres para servir a quem precisa de orientação, apoio espiritual e até material. No fim vamos para casa de alma cheia, e vemos no CCE, um espaço cultural, onde entra quem quiser, e onde tentamos que todos nós possamos ir ali fruir um pouco de paz, que atenue as atribulações do quotidiano, ou não fosse o lema do espiritismo “Fora da caridade não há salvação”, isto é, somente fazendo ao próximo o que desejamos para nós, evoluiremos espiritualmente”, sustenta José Lucas, do CCE. “Contrariamente ao que muitas pessoas pensam, o espiritismo não é mais uma religião ou seita, mas sim uma filosofia de vida, espiritualista, com base científica e de consequências morais”, adianta.
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