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Casal caldense apanhou 512 boleias para viajar pelo mundo

Um ano e quatro meses depois de partirem à boleia pelo mundo, de mochilas às costas, confiantes e apaixonados, Joana Oliveira e Tiago Fidalgo regressaram a Portugal. Apanharam 512 boleias, percorreram cerca de 50 mil quilómetros e conheceram 34 países, numa aventura que incluiu algumas dificuldades, peripécias e muitas outras histórias, disponíveis no blogue “O mundo na mão”. Joana completou 28 anos na passada segunda-feira. Tiago fez 27 em agosto. O JORNAL DAS CALDAS esteve à conversa com eles para saber mais pormenores desta “grande viagem”.

10-10-2017 | Mariana Martinho

A viagem levou o casal a visitar 34 países
A viagem levou o casal a visitar 34 países

Quando partiram de Portugal, em março do ano passado, estipularam que a viagem seria feita à boleia, de mochila às costas, sem gastar dinheiro em hospedagem ou restaurantes. O balanço foi “muito positivo e feliz”. Segundo o casal, “expusemo-nos ao desconhecido e tirámos o máximo proveito disso. Conhecemos pessoas fantásticas, fizemos amigos por todo o mundo, descobrimos culturas, hábitos, tradições e histórias das quais nos lembraremos para sempre e que decerto nos fizeram olhar o mundo de uma forma diferente”.
Apesar de ter valido a pena, “nem sempre foi fácil”. “Vivemos momentos muito felizes e inspiradores, mas ao mesmo tempo momentos difíceis e tensos, duros de ultrapassar. O cansaço por vezes queria vencer! Mas tudo o que vivemos e experienciámos nesta viagem deu frutos, quer a nível pessoal, como casal”, explicaram Joana e Tiago, sentindo-se “hoje mais reflexivos, pacientes e mais resilientes”.

“Todos os países foram especiais”

Os favoritos acabam por ser países onde praticamente não há turistas, onde apesar da pobreza e do subdesenvolvimento, as pessoas os saudavam por serem dos poucos que por ali passavam.
Entre os 34 países que conheceram, o casal destacou seis, que foram os “mais marcantes”. Começando pela Turquia, que para eles é “lindíssima, com pessoas maravilhosas, lugares encantadores, comida fabulosa e super fácil para andar à boleia”. Segue-se o Irão, que é “deslumbrante”, e trouxe ao casal o “primeiro verdadeiro choque cultural” desta aventura. Lá encontraram o “povo mais hospitaleiro de sempre, e de uma bondade inimaginável”, bem como os “mercados deliciosos e comida vegetariana muito boa”.
Na Ásia Central, destacam o Turquemenistão, onde sentiram “aquilo que é viver numa ditadura”, o Uzbequistão, que tem “as cidades mais bonitas do mundo” e o Cazaquistão.
“Deslumbrante” também é a Tailândia, com “paisagens incríveis, praias exóticas e pessoas muito dóceis”, e onde conseguiram encontrar quem falasse inglês, o que facilitou “extremamente andar à boleia”. A China vem logo a seguir, pelas diferenças culturais, pelas “mil peripécias que lá vivemos”. Por último, destacam a Nova Zelândia, onde “tudo é especial”, especialmente o "tongariro crossing" (trilho por um parque nacional), que tiveram oportunidade de fazer nos últimos dias no país.
Contudo, ambos salientam que depois desta viagem, “percebemos que o arquipélago dos Açores é o nosso lugar favorito do mundo”.
Depois de percorrer o planeta antes de embarcar noutras aventuras, o casal caldense destaca que a “generosidade e bondade humana são transversais a qualquer país, raça, religião ou cultura”.

Surpresas boas e más

Apesar de ter havido “três situações que nos causaram algum desconforto e até medo, e que demos por nós receosos em momentos em que depressa estava tudo bem”, quando não confiavam nas boleias, ainda assim correu bem. Além disso, “menos bom” foi também “a tensão que por vezes vivemos enquanto casal, mas que é normal: estivemos 24h/500 dias sempre juntos. Passado este teste, sabemos que é para a vida “, contou Joana, entre risos.
Contudo, nunca pensaram em interromper a viagem. “Quanto mais desgastados estávamos, mais cansados ficávamos e mais vontade tínhamos de voltar para casa. Mas, por cada momento menos bom, vivíamos muitos maravilhosos que nos faziam querer continuar mais e mais”, contou o casal, aconselhando os mais aventureiros a irem.
Contudo, avisam que “o planeamento é um passo muito importante. “Leiam, pesquisem, falem, procurem: porque viajar de mochila às costas é duro e por vezes difícil, e por isso convém estar já preparado de avanço para as adversidades. E depois, não deixem de viajar por uma questão de tempo ou dinheiro. Há sempre formas de contornar ambas”.
Sustos à parte, todas as aventuras também têm histórias bonitas para contar, e nesta destaca-se sempre a “generosidade humana e a quantidade de vezes que fomos ajudados durante todo este tempo de viagem”. Ficaram hospedados em casas de habitantes locais, através de couchsurfing (serviço de hospitalidade com base na internet), e por vezes dormiram na tenda que levavam na mochila, mas “todos os dias vivemos histórias marcantes”.
Um desses episódios foi no Uzbequistão, em que estava quase a anoitecer, quando procuravam nos subúrbios da cidade de Nukus um lugar para montar a tenda. “Perto de um rio elegemos aquele que nos pareceu o melhor sítio e, por educação, perguntámos a quem vimos por perto se haveria problema de ali pernoitarmos”, contou Joana, destacando a facilidade de Tiago em falar muitas línguas. Um homem disse-lhes que podiam acampar no seu quintal.
Já no quintal, enquanto abria as mochilas e desfazia a tenda, o casal foi visitado por curiosos que “riam-se todos muito”. Entre eles houve “um senhor já mais velho, que com tanto de bêbedo quanto de generoso, nos disse que arrumássemos tudo pois iriamos para sua casa. E fomos. Na sua casa, fomos recebidos como verdadeiros convidados e foi lá que ficámos duas noites, com direito a tudo o que pudéssemos desejar”.
Apesar do tempo ter passado, Tiago e Joana relatam que “ainda hoje recordamos a sua voz, embriagada e de volume elevado, enquanto repetia que deveríamos escrever nas nossas redes sociais que na sua casa era como na América, com vodka, coca-cola, ar-condicionado e internet wi-fi”.
Agora, depois de um ano e tal a conhecerem tantas pessoas e tantas viagens, os planos do casal “para já é ficar nas Caldas, e reintegrarmo-nos no mercado de trabalho lentamente. Em 2018, Tiago será guia, para já, de duas viagens de grupo organizadas.
Ainda assim, garantem que “vão continuar a viajar”, mas outra aventura desta dimensão não faz parte dos planos.
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