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Escolhas do Editor, Caldas / Sociedade, Caldas da Rainha
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Investigação da revista Sábado

Caldas da Rainha teve campo de concentração na 1ª Guerra Mundial

Que Caldas da Rainha tinha acolhido refugiados estrangeiros durante a 2ª Guerra Mundial não é novidade, mas que a mesma cidade tenha servido para internar num campo de concentração mais de uma centena e meia de alemães, é uma história que o tempo se encarregou de fazer esquecer da memória dos que ainda viveram o período da 1ª Guerra Mundial.

12-02-2014 | Francisco Gomes

Campo de concentração era nos Pavilhões do Parque
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Campo de concentração era nos Pavilhões do Parque
Uma investigação da revista Sábado faz agora luz sobre esse tempo, em que, segundo indica, “cerca de mil alemães” que estavam em território nacional em 1916 “foram feitos prisioneiros e internados em campos de concentração em Portugal”.
Durante a 1ª Guerra Mundial, que começou há cem anos, o governo “juntou os alemães que se encontravam no país e obrigou-os a viver aprisionados em Peniche, Caldas da Rainha e Angra do Heroísmo”. Este é o assunto em destaque na última edição da revista Sábado, que revela documentos inéditos que descrevem o dia-a-dia dos “inimigos” que ficaram no País.
Relata a revista que “depois da entrada de Portugal na 1ª Guerra Mundial, o governo decidiu expulsar do país a maioria dos alemães, para reduzir o que considerava uma ameaça à segurança nacional”.
“Ficaram os que tinham entre 15 e 45 anos, por estarem em idade militar e por haver o risco de serem reintegrados no Exército inimigo. Foram todos obrigados a apresentar-se às autoridades militares. Colocaram-nos num navio e enviaram-nos para a ilha Terceira, para o castelo de São João Baptista, em Angra do Heroísmo”, descreve a Sábado.
Durante três anos chegaram a viver naquela fortaleza mais de 700 prisioneiros. A Sábado baseou-se na investigação efetuada por Yolanda Corsépius, filha de um telegrafista da companhia de cabos submarinos na ilha do Faial que foi feito prisioneiro.
A dada altura, já não cabiam todos nos Açores e o governo ordenou então a abertura de mais dois campos – em Peniche e nas Caldas da Rainha.
De acordo com a Sábado, no forte de Peniche foram colocados 14 militares alemães capturados em África. Viveram também ali, pelo menos, 15 famílias com 16 crianças e nasceu um bebé, filho de um casal de prisioneiros. Eram constantes as queixas em relação à falta de condições higiénicas e uma das prisioneiras chegou a denunciar à Cruz Vermelha os sofrimentos de ordem moral por que passavam as nove mulheres que ali viviam, no meio de 250 homens solteiros. As tentativas de fuga eram frequentes, conta a revista.
Nas Caldas da Rainha, o campo de concentração funcionou nos Pavilhões do Parque, onde entre 1918 e 1926 existiu um regimento aquartelado que chegou a utilizar a denominação “Regimento de Infantaria nº 5”, antes de dar lugar ao Batalhão de Ciclistas nº 2 e voltar a usar a designação inicial.
Em 1918, nas Caldas da Rainha, chegaram a viver 168 prisioneiros, indica a Sábado, que publica algumas raras fotografias tiradas na época e que mostram os alemães no comboio que os transportou até à cidade, as condições de uma camarata, o campo de futebol em que jogavam e a caserna onde muitos deles dormiam.
A maior razão de queixa era a alimentação. Os prisioneiros chegaram mesmo a pedir que os deixassem confecionar os pratos.
Alguns meses depois de chegarem a este campo de concentração, a 1ª Guerra Mundial terminou. Os alemães ainda ficaram retidos mais um ano e só no fim de 1919 é que regressaram a casa.

Francisco Gomes

Tags: caldas, rainha
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