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Taça de Portugal – 2ª mão

Caldas-Aves, chegou a hora da decisão

Nesta quarta-feira, a partir das 18h30, o concelho das Caldas da Rainha vai estar de olhos e ouvidos no Campo da Mata, seja presencialmente ou acompanhando pela televisão, rádio ou rede social, o jogo que pode levar a equipa alvinegra à final da Taça de Portugal.

18-04-2018 | Francisco Gomes

Imagem que está em outdoors na cidade
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Imagem que está em outdoors na cidade
A equipa das Caldas da Rainha tem de superar a desvantagem do primeiro encontro com o Desportivo das Aves, no qual perdeu por uma bola a zero. Independentemente do resultado no fim do jogo, o Caldas Sport Clube (CSC) já ganhou a época, ao criar uma grande euforia em torno da coletividade, que habitualmente luta pela manutenção no Campeonato de Portugal.
A chegada inédita às meias-finais da Taça levou a que se inscrevessem 250 novos sócios e outros regularizassem a situação de quotas atrasadas. “Tínhamos 200 a 300 adeptos em cada um dos jogos do campeonato e conseguimos capitalizar no sentido de ter quase dois mil adeptos em cada jogo em casa. É um fenómeno que assistimos com muita satisfação e orgulho”, descreveu o presidente da direção, Jorge Reis.
O momento foi bem aproveitado: Venderam-se camisolas do clube alusivas ao feito e rifas para o sorteio de um carro, foram feitas músicas e vídeos de apoio, os autocarros de passageiros da zona ostentam mensagens de incentivo ao clube e até a autarquia local anunciou que todos os presidentes de Câmara da região Oeste “vão estar nas Caldas a apoiar o CSC”.
“O Caldas nos seus 101 anos de história já teve momentos altos mas há muito tempo que não tinha um tão marcante que envolvesse tanto o concelho”, referiu o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, sublinhando que “uma equipa amadora conseguiu fazer milagres”.
Cientes que não são os favoritos no confronto com o clube profissional da I Liga, os jogadores das Caldas da Rainha confessaram estar “super motivados e a viver dias de sonho”.
“A grande vitória, aconteça o que acontecer, foi fazer com a cidade se aproximasse do clube e que se falasse do Caldas como não era falado há muitos anos”, manifestou o treinador, José Vala.
Nuno Ferreira, coordenador do futebol sénior, indicou que “a união é uma das chaves do sucesso”. O melhor marcador, João Rodrigues, elogiou os adeptos. “Quando nós viajámos para Aves, as ruas da cidade estavam cheias de gente a apoiar-nos e quando olhamos para a bancada, os adeptos estão sempre a torcer por nós”, contou. Os adeptos, por sua vez, dizem que nunca viram o clube assim, “com uma massa associativa muito forte”. “Toda a gente acredita e tem orgulho nesta equipa”, asseguraram vários sócios do CSC.

Bilhetes esgotados

Os perto de seis mil bilhetes emitidos para o Campo da Mata em consonância com a lotação do estádio ficaram esgotados muito dias antes do encontro, algo inimaginável até há pouco tempo, já que a assistência das partidas em casa cifrava-se nas escassas centenas de espetadores.
Contudo, esta situação originou protestos de quem pretendia ir ao jogo e não pôde comprar ingressos. Jorge Reis admitiu que “nunca pensámos que a adesão fosse tão grande e depressa se esgotaram os bilhetes de não sócios”.
O presidente esclareceu que “a lotação é determinada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e não está nas mãos do CSC”.
No Campo da Mata foram realizadas obras para cumprir as condições impostas pela FPF, num investimento de 35 mil euros na preparação do relvado, reforço da iluminação, marcação de lugares nas bancadas e melhoria de acessos.

“Ninguém passa na Mata”

“Ninguém passa na Mata” é a mensagem que reflete a dificuldade que o Aves vai encontrar no relvado das Caldas da Rainha, onde o Caldas eliminou da Taça clubes como o Arouca, Académica e Farense.
Por isso mesmo, José Mota, treinador do Desportivo das Aves, que fez um pequeno estágio em Peniche, descartou o favoritismo da sua equipa para jogo desta quarta-feira, para o qual traz o plantel quase na sua máxima força.
Para o técnico, quando se chega a esta fase da competição "o favoritismo é sempre dividido", embora a sua equipa esteja em vantagem na eliminatória.
"Estamos na frente, mas temos de fazer a segunda mão com o mesmo respeito e empenho, porque esta equipa do Caldas tem feito um percurso na Taça de Portugal muito interessante. Tudo faremos, com ambição e determinação, para chegar à final", disse José Mota à agência Lusa.
Apesar de o Caldas militar no Campeonato de Portugal, o terceiro escalão do futebol nacional, o treinador do Aves, da I Liga, considerou que "só uma equipa com qualidade individual e coletiva consegue chegar a esta fase da competição".
"Têm jogadores de grande valor. Formam uma boa equipa, organizada, com atletas que individualmente conseguem desequilibrar, temos de ter atenção a esses fatores, lembrando que a jogarem em casa são muito fortes", afirmou José Mota.
Na primeira mão havia tantos ou mais apoiantes do clube das Caldas da Rainha do que do Aves, mas desta vez os adeptos da equipa nortenha deverão vir em grande número, sendo esperada no Campo da Mata a presença de um milhar de avenses, apoiados pela Câmara de Santo Tirso, que decidiu disponibilizar sete autocarros para permitir o apoio à equipa do concelho. Outros virão em viaturas particulares.

Caldas-Aves em ecrã gigante na Expoeste

Quem não conseguiu bilhete pode na mesma acompanhar o jogo através da transmissão televisiva em ecrã gigante, na Expoeste.
Tal como no encontro da primeira mão, a autarquia caldense, as juntas de freguesia da cidade, o CSC e a Expoeste voltam a promover a transmissão, num momento de reunião e convívio de todos os que estão a torcer pela equipa das Caldas da Rainha.
No final do jogo, a equipa juntar-se-á aos adeptos na Expoeste, cujas portas abrirão às 17h00, e onde haverá tasquinhas e espaço de diversão. As entradas são gratuitas.

Mais dinheiro em prémios

A FPF decidiu distribuir mais um milhão de euros por todos os clubes que participaram na Taça de Portugal.
Esta verba extraordinária será dividida pelos 153 clubes participantes de acordo com a fase atingida na prova. O reforço financeiro é ajustado proporcionalmente, em função do número de partidas disputadas por cada equipa.
Tendo em conta os prémios de participação por eliminatória e a distribuição de verbas resultantes de direitos televisivos, a FPF já anunciara a distribuição de 3,5 milhões de euros de prémios relativos à Taça de Portugal.
“Se mesmo para os clubes de maior poderio financeiro o valor recebido já será significativo, para os de menor dimensão o reforço financeiro pode quase duplicar as verbas recebidas pela participação na Taça”, sublinha a FPF.
As equipas participantes na primeira ronda tinham direito a dois mil euros cada. Este valor cresce a cada eliminatória até chegar aos 300 mil euros para o vencedor da prova.
Contas feitas, a FPF vai distribuir 4,5 milhões de euros pelos 153 clubes que participaram na Taça.
Recorde-se que também António Júlio, empresário das Caldas da Rainha, anunciou que vai oferecer um cheque de 75 mil euros ao plantel do clube da cidade se for finalista da Taça de Portugal, no Jamor.
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