Login  Recuperar
Password
  31 de Maio de 2020
Estão utilizadores online Existem actualmente entidades no directório

Pode fazer o registo (grátis) do seu mail pessoal/ profissional e ter acesso privado, password e serviços personalizados, nos sites e redes sociais dos jornais. Terá uma assinatura digital de Grupo (gratuita), mas personalizada. Pretende registar-se?

Registar-se com o seu email pessoal/ profissional

(aguarde 5)
Siga a nossa página Facebook Siga a nossa página Google Plus Siga-nos no YouTube Siga-nos no Twitter Dispositivos móveis Assine a edição impressa
Opinião
Imprimir em PDF    Imprimir    Enviar por email   Diminuir fonte   Aumentar fonte

Escaparate

Aqueduto da Usseira

Vetusto e sólido, este monumento assiste, todos os dias, desde o ano de 1622 (a sua construção foi iniciada em 1573), à chegada de todos aqueles que se acercam da Vila de Óbidos.

27-11-2019 |

Rui Calisto
Rui Calisto

Mandado construir pela Rainha Catarina de Áustria (1507-1578), esposa do Rei D. João III (1502-1557), desdobra-se ao longo de seis quilómetros (destes, 3,5 são subtérreos), desde a sua nascente na Usseira até à praça de Santa Maria de Óbidos.

O seu projeto seguiu uma política de modernização de toda a urbanidade da Vila, para, assim, dar início a uma, até então inexistente, estrutura de provimento de água para a região.

Para levar a cabo o seu intuito, a monarca negociou, com a Câmara local, os terrenos da Várzea do Mocharro (a partir de 1573 passou a chamar-se Várzea da Rainha), recebendo-os, em troca da construção do aqueduto. Contemporaneamente, quem para este olha, pode admirar as arcadas - “com arcos de volta perfeita, levemente quebrados sobre as vias” - fortalecidas a intervalos sistemáticos por pegões. 

Esse monumento está classificado como IIP – Imóvel de Interesse Público (Decreto nº 44 675, DG, 1ª Série, nº258 de 9 de novembro de 1962 / Incluído na Zona Especial de Proteção do Castelo e Núcleo Urbano da Vila de Óbidos), não se sabendo ao certo se a autoria do traço foi do arquiteto Afonso Álvares (primeira metade do Séc. XVI-1580)), ou do mestre pedreiro Gonçalo de Torralva (Século XVI).

Essa acéquia chegou a abastecer três chafarizes: Mãe-de-Água (demolido), Vila e Bica (além de dois ou três pequenos bebedouros urbanos).

A riqueza do subsolo da Usseira é enorme no quesito água, pois encontra-se ali um manancial muito bem constituído, o mesmo que no século XVI nutriu o aqueduto. Infelizmente, esse recurso natural tem sido, sucessivamente, alvo de ataques graves no seu estádio ecológico de constante regeneração, o que pode prejudicar gravemente a boa saúde da agricultura regional, bem como, alterar, de modo feroz, o habitat do ser humano, da fauna e da flora locais.

A água é o bem mais precioso que a Usseira possui, e é nesse contexto que devemos tomar a posição de a defender, seja na recuperação dos berços existentes, seja no restabelecimento das fontes e chafarizes de todo o concelho, tornando-os utilizáveis para a comunidade.

Vivemos numa época em que a crise hídrica assola o planeta, pois as grandes nascentes e fontanelas do globo terrestre estão muito comprometidas, devido, em grande parte, ao pandemónio industrial instituído pelo absurdo desmatamento florestal, maciço, em todos os continentes, e pela selvática atitude consumista que fere diretamente o meio ambiente. 

No que trata ao aqueduto, recuperá-lo, plenamente, para voltar a ter a sua funcionalidade, será, de diversos modos, uma mais-valia para a população. Um monumento clássico, de desenho simples, cuja beleza emblemática e poderio arquitetural podem refletir uma essência instintiva, de um povo forte, nascido e criado na “mui nobre e sempre leal Vila de Óbidos”.


Rui Calisto

Tags:
COMENTÁRIOS
Deverá efectuar Login ou fazer o Registo (Grátis) para poder comentar esta notícia.
pub
Ciência & Tecnologia

A carregar, por favor aguarde.
A Carregar

    Notícias Institucionais

    A carregar, por favor aguarde.
    A Carregar