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Escolhas do Editor, Caldas / Sociedade
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Ampliação do serviço de urgência do Hospital das Caldas estará concluída em 2019

O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) já obteve autorização dos Ministérios da Saúde e das Finanças para a remodelação e ampliação do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica da Unidade de Caldas da Rainha, num investimento de 1.733.254,00 euros, mais IVA, que deverá arrancar no último trimestre deste ano e estar concluído no primeiro trimestre de 2019.

07-03-2017 | Francisco Gomes

Obras deverão arrancar no último trimestre de 2017
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Obras deverão arrancar no último trimestre de 2017
Segundo a portaria publicada no Diário da República, no passado dia 3, está prevista a criação de uma segunda Sala de Observação (SO) com capacidade para 20 camas (264 m2) e a criação de um espaço complementar para 12 cadeirões, que permitirá a retirada de doentes dos corredores. O espaço referente à Urgência Pediátrica já existente também será ampliado.
A SO passará a dispor de seis camas (passando de 27 m2 para 76 m2). Será finalmente criada uma sala de espera destinada à Urgência Pediátrica com 70 m2, assim como um balcão de admissão de doentes, unicamente destinado aos doentes em idade pediátrica (até aos 18 anos). Prevê-se ainda que a sala de espera para os adultos passe dos atuais 52 m2 para 93 m2.
Em 2016, na Unidade de Caldas da Rainha foram realizados um total de 84.361 atendimentos no Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica, com uma média de 231 atendimentos por dia. A concretização destas obras, há muito aguardadas, “irá permitir melhorar a qualidade de acolhimento, conforto e atendimento aos doentes que acorrem ao CHO”, manifestou a presidente do Conselho de Administração do CHO, Ana Paula Harfouche.
“Também os profissionais de saúde que diariamente exercem as suas funções neste Serviço verão melhoradas as suas condições de trabalho, com melhores instalações e equipamentos, que permitiram aumentar a capacidade de resposta à atividade do Serviço”, adiantou. Com o alargamento também deverão ser contratados mais trabalhadores.
O CHO está “em condições de abrir o concurso” para a obra, disse na passada sexta-feira Ana Paula Harfouche, em conferência de imprensa. Em novembro do ano passado já tinha sido publicado no Diário da República o concurso público para a obra, mas a plataforma de compras públicas Gatewit, que tinha sido escolhida, perdeu a licença para operar e o concurso foi anulado.
Após a publicação do novo concurso no Diário da República, as empresas concorrentes terão um prazo de um mês para a apresentação de propostas e, depois de adjudicada, a obra terá que ficar concluída em 457 dias,
A cumprirem-se todos os prazos e se não houver contestação ao concurso, a previsão divulgada pela presidente do CHO é de que a obra tenha início durante o último trimestre deste ano e termine no primeiro trimestre de 2019.
“Este conselho de administração vai concretizar o que já estava a ser falado há anos”, vincou, indicando que “o faseamento foi discutido com os diretores de serviço” no sentido “minorar os impactos para os utentes”, isto porque quando há obras, “há sempre incómodos”.
O serviço de urgência médico-cirúrgica da Unidade das Caldas da Rainha tem “um peso de 50%” no total das urgências médico-cirúrgicas do CHO (que inclui os hospitais de Torres Vedras e Peniche, apesar de neste último caso ser uma urgência básica e sem grande expressão em números). No total, são as “terceiras maiores urgências em número de atendimentos da região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, entre 14 grandes hospitais”, a seguir ao Centro Hospitalar Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria) e ao Centro Hospitalar Lisboa Central (Hospital de São José), afirmou Ana Paula Harfouche.
O CHO detém uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estevão das Galés e Venda do Pinheiro).
A população abrangida é de 292.546 pessoas, número que, segundo a presidente do CHO, ultrapassada as 300 mil pessoas devido a eventos sazonais e aos doentes referenciados pelos centros de saúde, sobretudo do agrupamento do Oeste Norte.

“Notícias desconfortáveis”

Ana Paula Harfouche mostrou-se desagradada com a notícia publicada num jornal nacional que falava das urgências do hospital das Caldas. ”Nas Caldas não há dúvidas. Têm uma das piores urgências hospitalares do país”, era o título da notícia, que indignou a presidente, rejeitando tal “nomeação”.
“São notícias desconfortáveis para o centro hospitalar, para os profissionais. Não é agradável para as pessoas que vêm trabalhar e que dão muito do seu esforço no atendimento à população. É desmotivante para os profissionais e a população fica com medo”, sustentou.
A presidente do CHO foi interrogada sobre outras questões que têm sido bastante focadas no seu ainda curto mandato (faz agora um ano – tomou posse a 4 de março de 2016), nomeadamente a luta dos trabalhadores precários e a passagem do CHO do estatuto de Setor Público Administrativo (SPA) para Entidade Pública Empresarial (EPE), alteração jurídica que, segundo o ministro da saúde, Adalberto Fernandes, irá permitir mais flexibilidade na gestão e resolver a contestação dos trabalhadores, que querem ser integrados no quadro de pessoal em vez de serem subcontratados a empresas de trabalhado temporário.
Apesar do membro do governo ter dito que essa alteração estava a ser preparada para ocorrer em janeiro deste ano, em março ainda não há novidades. “Não temos informação sobre a passagem a EPE”, disse Ana Paula Harfouche.
Já as constantes avarias nos elevadores do hospital, que têm merecido críticas dos utentes, foi comentada pela responsável. “Os elevadores têm um novo contrato de manutenção e estamos a tentar perceber as avarias, que acontecem com frequência, por má utilização, quer dos utentes quer dos profissionais”, admitiu, negando, no entanto, que haja utentes a serem transportados de ambulância dentro da área hospitalar devido a avaria nos elevadores, como foi falado nas redes sociais.
A presidente do CHO destacou ainda um concurso de modernização ganho pelo CHO e que “vai melhorar a ligação do CHO com os cidadãos”, nomeadamente através de telemedicina, telemonitorização e quiosques eletrónicos, que vão elevar o desempenho na consulta, atendimento e no acesso dos utentes ao hospital. O sistema está a ser desenhado.
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