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Concerto na Avenida 1º de maio

Amor Electro conquistaram Caldas na véspera de feriado

Considerada uma banda de sucesso, os Amor Electro vieram às Caldas dar um concerto memorável. Com seis anos de existência e constituída por cinco elementos, a banda pop animou o público de várias gerações, numa viagem que começou pelos seus originais “Só é fogo se queimar” passando pelas renovadas versões de memórias de gerações anteriores, “Sete Mares” (Sétima Legião), e “Foram Cardos, Foram Prosas “(Miguel Esteves Cardoso e Ricardo Camacho), terminando com “A Máquina” o primeiro single dos Amor Electro.

17-05-2017 | Mariana Martinho

A vocalista Marisa Liz
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A vocalista Marisa Liz
Esteves Cardoso e Ricardo Camacho), terminando com “A Máquina” o primeiro single dos Amor Electro.
No final do concerto, o público que encheu mais uma vez a Avenida 1º de maio de miúdos e graúdos serviu de pano de fundo para a banda tirar a tradicional selfie.
Embora as atenções estivessem voltadas para a banda lisboeta, quem também deu nas vistas foram os “Lcomandante & General”, banda caldense que abriu o espectáculo. Vencedora do Caldas Dá-te Música 2017 (promovido pelo Centro da Juventude) apresentou temas que misturaram desde o rock, ao dub-step, ao electro, passando por referências dos 80, chegando ao indie.
A banda constituída por Cláudio Teixeira (voz e guitarra) e Filipe Almeida (sintetizadores, loopstation) proporcionou um concerto fora do "normal", em que juntou a encenação com a assinatura artística, num “espetáculo, cheio de referências, quase cinematográfico”.
O espetáculo continuou com inconfundível voz de Marisa Liz, que foi vocalista dos “Donna Maria”, e os restantes elementos que constituem os “Amor Electro”. Amigos há cerca de dez anos e com percursos diferentes na música em projetos anteriores - Amália Hoje, Cindy Kat ou Ghost In The Machine” - Marisa Liz, Tiago Pais Dias, Ricardo Vasconcelos, Rui Rechena e Mauro Ramos subiram ao palco dez minutos depois das dez da noite, para interpretar ao som dos tambores o “Adeus (à) Tristeza”. Depois da versão do tema de Fernando Tordo foi a vez da canção “No teu Poema”, de Simone de Oliveira, ser interpretada.
As duas versões de temas para abrir o concerto recordaram o passado da banda que se “manteve na sombra até chegar o momento”, com o projeto de versões “Catwalk”. “Os Amor Electro juntaram-se para criar uma banda de versões chamada Catwalk em 2010, que no fundo foi um bocadinho um tubo de ensaios para aquilo que nós queríamos fazer a nível de som. Passados uns meses tivemos a sorte de ter um convite para gravar um disco de originais, em que juntámos todas as nossas influências numa só coisa e nasceram os Amor Electro”, explicou Marisa Liz, esclarecendo que “foi uma coisa tão natural e tão espontânea, que na realidade não andámos à procura de nada, surgiu”.
Com uma identidade muito própria, os Amor Electro têm como base a música pop, onde os seus originais refletem as influências dos elementos. Segundo a vocalista, “Tiago Pais Dias, o multi-instrumentalista da banda, vem de uma vertente mais anglo-saxónica, Ricardo Vasconcelos é um músico que nasce no jazz e parte para outros estilos, Rui Rechena, que assume o baixo, cabe a parte mais funk e o Mauro Ramos, na bateria, já acompanhou outros projetos”.
Depois dos temas de entrada terem feito os fãs e cantarem as letras das músicas na ponta da língua foi a vez da banda interpretar os singles “Só é fogo se queimar”, que lhes deu uma nomeação para os Globos de Ouro, “A nossa casa” e ainda “Mar salgado”, tema que deu título a uma novela da SIC, proporcionando assim uma viagem pelos temas originais do segundo álbum “(R)Evolução”.

A música vencedora do Festival da Eurovisão

Marisa agarrou o público com mais uma versão, com “Sete Mares” dos Sétima Legião, considerada pelos Amor Electro “uma das melhores bandas no meio musical”.
A viagem continuou nas versões com o “Foram Cardos, Foram Prosas” e com “Bang”, no qual toda a banda se mostrou mais interativa, pondo o público a cantar e a dançar. Seguiu-se um dos momentos mais altos e emocionantes do concerto, em que a banda tocou o tema “Amar pelos Dois”, de Salvador Sobral, vencedor do Festival da Eurovisão em Kiev, na Ucrânia, acompanhada pelo público.
A banda lisboa não quis deixar de felicitar o cantor português, referindo que “é notável aquilo que se fez. É um marco importantíssimo da nossa história, em que uma música extraordinária cantada de uma forma mágica e na nossa língua fez com que Portugal saísse a ganhar “.
Com um concerto a bater de perto as duas horas de duração e uma rua cheia mais uma vez, os Amor Electro despediram-se com mais um dos seus temas, “Rosa Sangue” deixando o público rendido e aplaudindo a chamar por eles. Mas por pouco tempo. Vieram novamente a palco para interpretar o tema “A Máquina”, que segundo a banda “nem sequer pensámos que íamos chegar ao primeiro lugar”.
Com o sucesso deste original, a banda lisboeta admite que “começámos a perceber quem iria ouvir os Amor Electro. Apercebemo-nos que havia um misto de gerações a ouvir a nossa música, que não sabemos explicar. Ao início até ficávamos espantados como os mais pequenos sabiam as nossas músicas, pois as letras são densas e dramáticas, mas os miúdos gostam”. Assim a viagem terminou ao som deste sucesso e fez com que Tiago Pais Dias descesse do palco, acompanhado da guitarra para vir cumprimentar os fãs.
Desde a estreia em 2011, a banda não mais parou de crescer, estando a preparar atualmente o sucessor de ‘(R)Evolução’ (2013) e de ‘Cai o Carmo e a Trindade’ (2011), que será lançado em outubro deste ano. Depois de relembrar no encore que “Juntos Somos Mais Fortes”, os Amor Electro também interpretaram o segundo single, “Sei”, lançado no final do ano passado e que contou com a participação de Miguel Pité, MC dos Megadrive.
Depois de quase quatro anos sem novos títulos, o novo disco de originais da banda está em preparação. Vai ser um disco mais virado para a eletrónica, com algumas “participações especiais”. Aliás, o grupo desafiou os fãs a colaborarem no disco através de um passatempo lançado nas redes sociais, sendo um dos temas do novo alinhamento.
Admitiram também que até à data do disco sair querem colocar cá fora mais uma ou duas músicas. Para a banda lisboeta, “este terceiro álbum é a realização de um sonho antigo e musicalmente para nós é um dos momentos que vai ficar para a história da banda”.
Após o concerto, a noite terminou com o habitual fogo-de-artifício em frente à Câmara Municipal.
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