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Acordo de cooperação para a concretização do novo hospital do Oeste

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), a Comunidade Intermunicipal (OesteCim) e o Centro Hospitalar do Oeste (CHO) assinaram no dia 9 de setembro, nas Caldas da Rainha, um acordo de cooperação para a criação de um grupo de trabalho sobre o novo hospital para a região. O objetivo é fazer uma reflexão da saúde nesta região e elaborar um estudo que terá o custo de cerca de 100 mil euros para definir o perfil, dimensionamento e localização do Novo Hospital do Oeste (NHO).

11-09-2019 | Marlene Sousa

O secretário de estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, presidiu à assinatura do acordo de cooperação com o objetivo de averiguar que tipo de hospital o Oeste precisa
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O secretário de estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, presidiu à assinatura do acordo de cooperação com o objetivo de averiguar que tipo de hospital o Oeste precisa
“Há vontade política para a concretização do NHO e há sobretudo esta grande novidade que é de um trabalho conjunto entre as entidades do ministério da saúde e as autarquias locais e com isso suponho que o processo será imparável”, disse aos jornalistas o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, que presidiu à assinatura do protocolo, na sede da OesteCim.
“O Ministério da Saúde pretende apoiar esta iniciativa de estudar a questão de forma integrada entre os responsáveis da saúde e as autarquias locais, na expetativa de chegar a uma proposta e solução que dê resposta às necessidades atuais e futuras da região Oeste”, adiantou o governante.
Segundo o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, a perspetiva é que “tenhamos um estudo baseado nos cenários mais prováveis do desenvolvimento da região para os próximos 20 anos e que isso venha refletido na caraterização do futuro hospital do Oeste”.
Com a assinatura do protocolo, “deu-se um passo muito importante para a concretização do novo hospital do Oeste”, afirmou o presidente da OesteCim, Pedro Folgado, revelando que o estudo vai “definir o tipo de valências e a localização que a nova unidade hospitalar vai ter, assim como o aproveitamento a dar às atuais unidades”.
Para o presidente da OesteCim, o acordo de cooperação irá trazer “valor acrescentado para delinear uma estratégia e perceber que tipo de hospital o Oeste precisa”.
Pedro Folgado não se comprometeu com um prazo para a finalização do estudo, referindo que formalizaram “o protocolo com três entidades” e estão agora disponíveis para “iniciar a contratação pública no sentido de adjudicar a alguém que faça o estudo”. “A ideia é averiguar a disponibilidade do ensino superior para o desenvolvimento do estudo ou eventualmente uma empresa, e depois haverá prazos da contratação, recolha de informação, entre outras formalidades”, adiantou Pedro Folgado.
De acordo com o presidente da OesteCim, o estudo terá o custo de cerca de 100 mil euros e se não conseguirem fundos comunitários para pagar a despesa cada município suportará uma parte do valor do estudo.
“Assim que tivermos o estudo, vamos pressionar a administração central para a sua execução”, sublinhou Pedro Folgado, referindo que a região Oeste quer que o novo hospital seja inscrito nos orçamentos do Estado na próxima legislatura.
Já para administradora do CHO, Elsa Baião, “este grupo de trabalho é um primeiro passo, muito importante, no sentido de começar a trabalhar e a visualizar o que poderá ser o novo hospital e de que forma poderá dar resposta a esta região”. O grupo de trabalho deverá começar ainda este mês a recolher informação para entregar aos consultores que vão elaborar o estudo.
Elsa Baião defendeu que a criar-se uma única unidade hospitalar deverá ter as valências existentes nas unidades atuais e outras que possam ser criadas. “Faz sentido que a estrutura seja o mais robusta possível em termos de capacidade de resposta para reter os doentes sem sobrecarregar os hospitais de Lisboa, com vantagens para as pessoas e para os hospitais, que estão muito sobrecarregados”, referiu.
Quanto à estrutura existente do hospital das Caldas, a administradora do CHO disse que o estudo terá essa vertente de definir em que moldes vão reaproveitar estes edifícios, defendendo que “continuem ligados à área da saúde tendo em conta o seu histórico”. “Há muitas possibilidades dos cuidados continuados e também da saúde mental”, adiantou Elsa Baião.
Um novo hospital permitiria “otimizar recursos que são escassos” e ter uma “oferta articulada”, refere o protocolo. As três entidades subscritoras do documento reconhecem que os atuais hospitais, em Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, estão “distantes entre si e colocam problemas de gestão de recursos, agravando a dificuldade em fixar médicos em algumas especialidades”.
Por outro lado, os edifícios já não se “adequam à prática de uma medicina moderna, necessitando permanentemente de obras de elevado montante, não existindo condições para a expansão de nenhum dos atuais polos”. Estas três unidades já existentes deverão continuar ligadas à saúde, podendo vir a integrar a Rede de Cuidados Continuados.

Aumento do capital social do CHO para 24 milhões de euros

Questionado sobre as melhorias do CHO, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde manifestou que está neste momento em estudo “um aumento do capital social de 7 para 24 milhões de euros”. “Com essa verba o CHO terá capacidade nos próximos anos de fazer manutenção e sobretudo atualização dos equipamentos e tecnologia e naturalmente atrairá novos profissionais”, salientou o governante.
Elsa Baião lembrou que os sete milhões de euros injetados no capital social do CHO na altura que passou a Entidade Pública Empresarial “foram exclusivamente para pagar dívida”, sublinhando que ela continua “elevada”.
No entanto, salientou que o aumento da capital é fundamental para dar outra robustez ao CHO em termos de equipamento e fazer adaptações. “Precisamos de mais pessoal e investimento, nomeadamente de mais equipamento para renovar aquele que temos que está muito obsoleto e necessitamos também de novo equipamento para fazer crescer a diferenciação”, relatou a responsável. Elsa Baião está há cerca de um ano à frente da administração do CHO e aos jornalistas fez um balanço “difícil”. “Foi duro porque gostava de ver resultados mais rápidos, mas acho que estamos no bom caminho”, adiantou.
A inauguração da remodelação e ampliação do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica da Unidade de Caldas da Rainha, num investimento de 1.733.254,00 euros, mais IVA, deverá acontecer em novembro.
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