Entrada livre - espaço de opinião sobre a diversão noturna na região Oeste
9º Tema: Um jovem nas Caldas da Rainha
A minha 9ª edição vai ser direcionada ao panorama atual de um jovem que vive nas Caldas da Rainha ou arredores. Sou jovem, tenho 25 anos, quero divertir-me após uma semana de trabalho, onde reinou o stress, cansaço e quero sair da rotina e beber uns copos. Olho em meu redor, pesquiso opções de saídas, roteiros para iniciar a minha noite e deparo-me com falta de espaços e com horários que me impossibilitam de aproveitar em grande o fim de semana, que sabe a tão pouco.
19-01-2018 |
Dantes os roteiros eram tantos, desde jantaradas com amigos em restaurantes típicos, encontros na praça dos bares, onde aí se fazia tempo para apanhar o autocarro para a Green Hill, socializávamos, definimos boleias para continuar a nossa noite, sabíamos que nos encontrávamos todos ao amanhecer no “Rosa” ou no “Sabelo” para o belo do pequeno-almoço, a dita “bifaninha” que tanto confortou o estômago de tantos.
Hoje olho para trás e vejo como os jovens eram felizes, tinham excelentes opções para sair. Agora deparo-me com uma insatisfação tremenda dos mesmos. Hoje em dia quando pergunta é “onde é que vamos?”, vêm logo respostas como “ficamos em casa, não há sítios, não há alternativas”.
Em toda a zona Oeste, se houver um máximo de cinco discotecas é muito.
Muito se culpa a conjuntura económica do país, face a situação atual da noite, eu culpo os gestores, as entidades reguladoras, a falta de apoio e facilidades nas aquisições de meios/logística para a manutenção e desenvolvimento dos espaços de diversão. Sendo uma cidade universitária, acho que Caldas da Rainha merece e precisa mais. A população de jovens estudantis é cada vez maior. Sugiro a criação de um debate aberto a todos para o desenvolvimento deste tópico.
Rúben Alves
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