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Escolhas do Editor, Caldas / Sociedade
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Estudo piloto para promover a inclusão social

731 estrangeiros de 40 nacionalidades na União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro

U m estudo apresentado na passada sexta-feira identificou 731 estrangeiros de 40 nacionalidades a residir na União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro. O projeto-piloto foi criado por aquela união de freguesias para promover a inclusão das co-comunidades (conjunto das nacionalidades de um continente), que se radicaram nos últimos três anos naquele território com cerca de 13 mil habitantes.

22-01-2020 | Marlene Sousa

O estudo promovido pela União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro resultou na elaboração de uma Carta Local de Comunidades Estrangeiras que foi apresentada na Biblioteca Municipal das Caldas
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O estudo promovido pela União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro resultou na elaboração de uma Carta Local de Comunidades Estrangeiras que foi apresentada na Biblioteca Municipal das Caldas

Os dados foram revelados na Biblioteca Municipal no âmbito do projeto de investigação populacional da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, que resultou na elaboração de uma Carta Local de Comunidades Estrangeiras. 

Após um ano de investigação, Ricardo Gomes, autor do estudo, apresentou os resultados que indicam que os estrangeiros a residir na freguesia são oriundos de todos os continentes.

O continente americano é o que tem maior representação, com um peso de 2,3%, seguido da Europa com 2,1%.

Segundo revelou o investigador, o Brasil é o país de onde é oriundo o maior número de estrangeiros, com 296 residentes, divididos por 19 agregados familiares. Dos 296 residentes, 154 são homens e 142 são mulheres.

No extremo oposto encontra-se a Nova Zelândia, com apenas um cidadão deste país a residir naquela freguesia.

De acordo com o estudo, a Europa é o continente com maior número de países representados (19), totalizando uma população de 150 homens e 130 mulheres. Em termos populacionais, a Ucrânia é o país europeu mais populoso na freguesia, seguindo-se a Moldávia e a Inglaterra. Da Rússia vivem 5 homens e 8 mulheres.

De África estão viver na União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro 86 pessoas em representação de 9 países, em que 32 são homens e 54 são mulheres.

Da Ásia, em representação de 4 países, vivem 27 homens e 10 mulheres, da Oceânia vive um homem. 

Com exceção de África e da Rússia, onde “as mulheres estão em maioria”, nas restantes comunidades registam-se mais homens, embora, segundo Ricardo Gomes, se trate de uma população “muito equilibrada”, com apenas mais 23 homens do que mulheres.

No conjunto, a média de idades da comunidade estrangeira ronda os 43 anos. Em cada 56 indivíduos há um menor. A Bulgária é o país com residentes mais jovens, apresentando uma média de idades a rondar os 20 anos. Moçambique, por outro lado, é o país com a média de idades (67,5 anos) mais elevada.

Em termos de motivação para a fixação naquela freguesia destaca-se os que vêm “em busca de trabalho e à procura de melhores condições de vida, porque o seu país encontra-se numa situação menos estável por razões políticas ou económicas”.  

De acordo com a informação dada pelo autor do estudo, também há pessoas que escolheram as Caldas para vir gozar a reforma. Os dados apontam sobretudo “a comunidade europeia, através das sub-comunidades do centro-norte da Europa, Bélgica, Irlanda, França, Suécia, a julgar pelas idades médias mais elevadas”, explicou, o investigador.  

O estudo foi feito com base “em todas as interações que os cidadãos estrangeiros precisaram de fazer com a junta de freguesia desde 2017 a 2019”. 

Segundo Ricardo Gomes, a Rua Vitorino Fróis é a que tem “grande concentração de habitantes estrangeiros, sendo muito provavelmente a mais internacional da freguesia”. “Se bem que este parâmetro não aparecerá no texto integral do estudo, uma vez que está “protegido” pelo Regulamento Geral de Proteção de Dados, porque a morada é um dado que frequentemente é ocultado nas interações com a Junta da União de Freguesias”, apontou.

O autor do estudo revela que “como nem sempre os países coincidem com nações (nacionalidades), como é o caso da Espanha, em que um país corresponde a um conjunto de nações, entendeu-se por bem, em termos metodológicos, apelidar de sub-comunidades”. 

Projeto “Caldas do Mundo” 

pretende ajudar 

a integrar 

os estrangeiros 


A Carta Local de Comunidades Estrangeiras é o primeiro passo de um projeto em parceria com a empresa Partnia, incubadora de empreendedorismo, que pretende executar um projeto piloto de aproximação cultural de nome “Caldas do Mundo”, entre os “caldenses e as comunidades estrangeiras, partilhando a comemoração de efemérides, cultura, gastronomia e tradições”. 

“O objetivo é criação de um Conselho Local, em que cada uma das comunidades estará representada para que haja uma intervenção de âmbito social que permita a aproximação e pertença das pessoas que aqui vivem, no respeito e na posse de uma aprendizagem de tolerância e entendimento da necessidade de um território multicultural”, explicou Carla Branco, da Partnia. 

O intuito desta pesquisa, nas palavras do presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, Jorge Varela, foi o de “dar a conhecer quem são os nossos vizinhos, porque este processo de levantamento das comunidades permitirá a ambas as partes, estrangeiros e caldenses, conhecerem-se melhor e saberem quais são as comunidades mais representativas no território da União de Freguesias”. 

“O que há a fazer agora é a inclusão destas pessoas na comunidade promovendo a igualdade de oportunidades“, afirmou, ressalvando que o objetivo é que “as pessoas mantenham a sua diversidade cultural”. “Queremos que as Caldas continue a ser dos melhores concelhos a acolher e integrar imigrantes”, adiantou o autarca.  

O projeto-piloto desenvolvido pela União de Freguesias é, segundo Jorge Varela, o primeiro lançado “numa junta de freguesia” e que espera ver “replicado nas restantes freguesias do concelho e no país, para que esta onda de inclusão se possa espalhar”. 

A vice-presidente da Câmara das Caldas, que esteve presente na sessão disse que “o Município tem uma ligação próxima com as juntas de freguesia que lhes permite ter uma leitura do que se está a passar no território”. 

Maria João Domingos sustentou que “vêm muitos estrangeiros para as Caldas da Rainha porque somos um concelho atrativo para quem quer trabalhar, estudar ou para quem quer beneficiar da reforma com prazer e descanso”.

A autarca adiantou que a Câmara fez uma articulação direta com o Centro de Emprego e os empregadores, nomeadamente do setor agrícola que recebem estrangeiros para laborar, “mostrando a nossa disponibilidade da ação social para ajudar na integração das pessoas que para cá vêm trabalhar”. 

Na educação, a autarca destacou as reuniões com os Agrupamentos de Escolas “para facilitar o acesso e integração dos filhos de imigrantes no sistema”. “O desafio é chegar aos alunos estrangeiros ajudando-os a ultrapassar os obstáculos”, apontou. 

Estiveram presentes nesta apresentação do estudo, o representante da delegação francesa nas Caldas da Rainha e um representante da Embaixada de Angola. 



Estrangeiros de 40 países na União de Freguesias 


A Carta Local de Comunidades Estrangeiras indica que vivem na União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro 731 estrangeiros em representação de 40 países: Brasil, Albânia, Angola, Bangladesh, Nova Zelândia, Rússia, Alemanha, Chile, Cabo Verde, China, Bélgica, Cuba, Camarões, Índia, Bulgária, Equador, Egito, Paquistão, Cazaquistão, Peru, Guiné Bissau, Chipre, Venezuela, Marrocos, Espanha, Moçambique, França, S. Tomé e Príncipe, Geórgia, Senegal, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Itália, Moldávia, Polónia, Roménia, Suécia, Suíça e Ucrânia.

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